No início da noite desta terça-feira (23/6), estivemos em Capitão Leônidas Marques ao lado do deputado Zeca Dirceu, do prefeito Maxwell Scapini, vereadores, secretários e lideranças da cidade e da região.
Em parceria com o Projeto Vida, a Prefeitura e a Secretaria de Educação e secretaria de assistência social, mulher, idoso e família levaram às escolas apresentações teatrais com temas fundamentais como valorização da vida, prevenção ao uso de drogas, combate ao bullying e proteção da infância.
O pacote cobre a construção da Casa da Mulher Paranaense, duas creches do Infância Feliz Paraná, pavimentação rural, melhorias em espaços públicos e uma nova unidade da Polícia Científica.
A EDUCAÇÃO NO PARANÁ PRECISA VALORIZADA |
Na última semana, no Palácio Iguaçu, em reunião na Casa Civil com participação de diversas secretarias, especialmente da Educação, avançamos na construção de um projeto fundamental para a valorização dos professores da rede estadual do Paraná. A proposta prevê a atualização de dispositivos da carreira docente, com destaque para a possibilidade de progressão por titulação acadêmica, como mestrado e doutorado — algo já adotado em diversos municípios paranaenses e em outros estados do país.
Sempre bom estar na minha querida Ourizona, dessa vez pra prestigiar a nossa tradicional Festa do Milho. Ao lado da família, dos amigos e amigas e do companheiro Beto Vizzotto (Carlos Alberto Vizzotto), pré-candidato a deputado estadual.
Acidente em Laranjeiras do Sul
PEDIU BOTINA, GANHOU A DEMISSÃO?
Tem coisa que só acontece em Laranjeiras do Sul.
Segundo documentos, mensagens e relatos encaminhados ao Olho Aberto Paraná, um coletor de lixo afirma ter sido dispensado pela empresa responsável pela coleta logo após reclamar das condições de trabalho e cobrar equipamentos básicos para exercer sua função.
Isso mesmo.
O trabalhador diz que precisava de botina.
Precisava de capa de chuva.
Precisava do mínimo para trabalhar.
E agora está desempregado.
Coincidência?
Pode ser.
Mas é uma coincidência que merece explicação.
As mensagens obtidas pelo blog mostram o trabalhador cobrando a empresa sobre a situação dos equipamentos.
Em determinado momento ele afirma que foi trabalhar e que não havia botina disponível.
Pouco tempo depois veio a notícia que ninguém gosta de receber:
"Seu contrato não será renovado."
Pronto.
Fim de conversa.
Fim do emprego.
Fim da renda.
Fim da tranquilidade de quem depende do salário para colocar comida dentro de casa.
Do outro lado, a empresa sustenta que os equipamentos foram entregues e que existem documentos assinados comprovando o recebimento dos EPIs.
Perfeito.
Então que tudo seja apresentado.
Que tudo seja esclarecido.
Porque existe uma diferença enorme entre entregar um equipamento meses atrás e garantir que ele continue em condições adequadas de uso.
E é justamente aí que mora a polêmica.
O trabalhador encaminhou imagens da botina que estaria utilizando e afirma que vinha pedindo substituição há semanas.
Mais do que isso.
Em mensagens posteriores demonstra abatimento e tristeza com a situação.
"Precisava mesmo desse serviço."
Talvez essa seja a frase mais pesada de toda a história.
Porque enquanto gestores discutem contratos, relatórios e procedimentos internos, existe uma pessoa do outro lado tentando entender como saiu do trabalho para o desemprego em questão de horas.
Mas existe uma pergunta ainda maior.
Onde está a Prefeitura?
A coleta de lixo é um serviço público.
O contrato é público.
O dinheiro é público.
A fiscalização deveria ser pública.
Ou será que a administração municipal só aparece para tirar foto quando tudo está funcionando?
Quando surgem denúncias envolvendo trabalhadores, silêncio.
Quando aparecem reclamações, silêncio.
Quando surge uma demissão cercada de questionamentos, silêncio.
A população merece respostas.
O trabalhador merece respostas.
E a cidade merece saber se estamos diante de uma mera coincidência administrativa ou de algo muito mais grave.
Porque se reclamar de condições de trabalho virou motivo para perder o emprego, o problema já não está apenas na coleta de lixo.
O problema está na forma como algumas pessoas estão sendo tratadas.
E isso interessa a todos.
Principalmente aos milhares de trabalhadores que amanhã cedo acordarão, colocarão suas botas e irão trabalhar imaginando se reclamar de alguma coisa pode custar o próprio emprego.
Em Laranjeiras do Sul, ao que tudo indica, pedir uma botina pode sair mais caro do que muita gente imagina.
Momento histórico! Assinatura do convênio que garante R$ 24,7 milhões em investimentos da Itaipu Binacional para ampliar o Parque Científico e Tecnológico da UTFPR Campus Medianeira, ao lado da deputada Gleisi Hoffmann, do diretor geral da Itaipu, Enio Verri e do diretor superintendente do Itaipu Parquetec, Irineu Colombo.
A política tem situações curiosas.
E às vezes a realidade consegue ser mais criativa que qualquer sátira.
Nesta semana começou a circular nas redes sociais uma peça publicitária da Prefeitura de Laranjeiras do Sul comemorando mais um passo para a instalação da Cooperativa Lar no município.
Até aí, tudo certo.
A chegada de investimentos, empresas e geração de empregos deve mesmo ser comemorada.
O problema começou quando alguns observadores mais atentos resolveram olhar além das letras garrafais e perceberam um detalhe um tanto quanto constrangedor.
A imagem utilizada para ilustrar a suposta paisagem de Laranjeiras do Sul simplesmente não parece ser Laranjeiras do Sul.
Pior.
Segundo diversos internautas, a fotografia aérea utilizada na arte se parece muito mais com Guarapuava do que com a Capital da Amizade.
E aí surgiu a pergunta que tomou conta dos grupos de WhatsApp:
"Será que até o marketing da Prefeitura desistiu de encontrar uma imagem bonita de Laranjeiras do Sul?"
É claro que a pergunta vem carregada de ironia.
Mas ela expõe um problema político maior.
Quando uma gestão precisa recorrer a imagens de outra cidade para vender a ideia de progresso local, alguma coisa está fora do lugar.
Imagine a cena.
A equipe de comunicação sentada diante do computador procurando uma foto para ilustrar as conquistas da administração.
Procura daqui.
Procura dali.
E alguém solta:
"Não tem uma foto melhor?"
E a solução encontrada teria sido buscar inspiração no quintal do vizinho.
Se a imagem realmente for de Guarapuava, o episódio vai muito além de uma simples falha de marketing.
Transforma-se numa metáfora involuntária do momento político vivido pela atual administração.
Porque existe uma verdade difícil de esconder:
Boa parte das grandes transformações estruturais de Laranjeiras do Sul nos últimos anos carrega a marca da gestão anterior.
Parque Industrial.
Investimentos privados.
Projetos estruturantes.
Expansão econômica.
Captação de empresas.
Muitas das bases foram lançadas muito antes da atual administração assumir o comando do município.
E talvez esteja aí o grande drama político.
Governar uma cidade já comparada constantemente ao legado de Berto Silva não deve ser tarefa simples
Cada obra é comparada.
Cada anúncio é comparado.
Cada investimento é comparado.
Cada promessa é comparada.
E quando os resultados próprios ainda não conseguem produzir uma identidade administrativa forte, surge um fenômeno perigoso: a gestão passa a viver permanentemente à sombra do passado.
Se está difícil para os eleitores lidarem com as comparações, imagine para quem precisa governar todos os dias sob esse peso.
Talvez por isso o marketing tenha decidido ampliar o horizonte.
Literalmente.
O problema é que, ao que tudo indica, ampliou tanto que foi parar em outra cidade.
A situação gerou risos, memes e comentários nas redes sociais.
Mas também produziu uma reflexão interessante.
Laranjeiras do Sul possui belezas próprias.
Possui identidade própria.
Possui história própria.
Possui imagens suficientes para ilustrar qualquer campanha institucional.
Por isso, se a fotografia realmente não pertence ao município, a pergunta permanece no ar:
Foi apenas um erro da agência?
Foi descuido da equipe de comunicação?
Ou até o marketing já está sentindo dificuldade para colorir de verde o cenário cada vez mais cinza da atual administração?
Uma coisa é certa.
Quando a população começa a reconhecer a paisagem do vizinho antes de reconhecer a própria cidade numa propaganda oficial, o problema deixa de ser apenas de fotografia.
Passa a ser de percepção.
E percepção, na política, costuma custar muito mais caro que uma simples imagem de banco de dados.
Enquanto isso, os grupos de WhatsApp seguem fazendo aquilo que fazem de melhor.
L
Rindo.
Porque uma coisa é usar a sombra de um antecessor.
Outra bem diferente é precisar usar a paisagem do vizinho.