A série continua. E agora o foco é agente político.
Não dá para olhar só para o braço direito do “Estagiário”. Se a régua é pública, ela vale para todos. Diária incompatível com função precisa ser debatida — seja de quem for. E não podemos ficar somente em “cima” do nosso modelo e destruidor de corações, o bufante Maricio Osciany.
Temos que mostrar de todos que pegaram diárias incompatíveis com suas funções. E, como disse o Jonas Gatos, ele foi “mandando” – a pedido, do Prefeito sem Voto, mas recebeu na média setecentos reais por viagem em desvio de função. Mas isso não cabe a mim e sim ao Tribunal e a Câmara de Vereadores apurar.
Agora vamos a Portaria nº 001/2025 que nomeou Ivan Leguizamón como Secretário Municipal de Obras e Urbanismo. Primeiro escalão. Responsabilidade máxima. Gestão técnica, administrativa e política da pasta.
A Lei Municipal 024/2025 é objetiva: cabe ao secretário apresentar propostas de legislação e orçamento, chefiar recursos humanos e materiais, fiscalizar serviços, organizar a estrutura interna, presidir reuniões periódicas, zelar pelo patrimônio e garantir eficiência administrativa.
Gestão. Coordenação. Liderança interna.
Agora vamos aos números.
Segundo relatório de empenhos de 2025, o secretário acumulou R$ 26.247,00 em diárias. Viagens para Cascavel, Curitiba, Guarapuava, Maringá. Reuniões políticas, visitas a deputados, cursos, tratativas externas.
Nada ilegal em buscar recursos. Secretário precisa correr atrás de investimento.
Mas a pergunta é simples: com 27,5 diárias no ano, quem está no comando diário da Secretaria?
A lei fala em presença, fiscalização, comando de equipe, organização interna. Isso exige rotina administrativa contínua.
Quando a agenda externa cresce, o comando interno pode enfraquecer?
É coincidência que ainda haja questionamentos sobre projetos pendentes, como demandas de sinalização viária e tratativas com órgãos estaduais? Vamos aprofundar isso em próximas matérias, com datas e prazos.
O painel do TCE mostra os dados em tempo real. Mais de 26 mil reais liquidados em diárias. Informação pública. Transparente.
O ponto não é a diária isolada. O ponto é coerência entre função e prática.
Secretário é gestor estratégico interno ou articulador político itinerante?
A população precisa saber se a Secretaria está sob liderança constante ou operando em modo viagem.
Não se afirma irregularidade. Os empenhos estão formalizados. As viagens têm justificativa.
Mas gestão pública não é só papel assinado. É presença. É coordenação. É resultado.
A série continua. Porque quando os números aparecem, a narrativa precisa acompanhar.
Por Cesar Minotto – Blog Olho Aberto Paraná













