O senador Sergio Moro (PL) oficializou neste sábado, 1°. sua candidatura ao governo do Paraná, em convenção do PL, e usou o primeiro discurso para criticar o presidente Lula e minimizar atritos passados com o clã Bolsonaro. Em entrevista coletiva, ele afirmou que o grupo político reunido em torno de sua candidatura vai "lutar para derrotar Lula" e eleger o senador Flávio Bolsonaro (PL) à presidência.
— Em 2022 eu não tive o apoio do presidente Jair Bolsonaro, mas fui eleito senador pelo Paraná. No segundo turno recebi uma ligação. Quem me ligou foi Bolsonaro, que pediu que eu o apoiasse para que nós pudéssemos derrotar o Lula. Apesar de ter algumas divergências e algum ressentimento, eu aceitei essa missão porque entendia que era importantíssimo para o nosso País. A volta do Lula é uma tragédia moral e econômica. E eu acompanhei Bolsonaro naqueles debates e desde então, nós iniciamos uma reaproximação e agora estamos unidos nesse projeto maior — afirmou.
Durante a convenção, o candidato do PL ao Senado, deputado federal Filipe Barros, também fez críticas ao PT ao comentar as investigações envolvendo o Banco Master. Barros já havia sido citado no debate sobre o caso por ter apresentado, em 2024, um projeto de lei semelhante à chamada "emenda Master", proposta que ampliava de R$ 250 mil para R$ 1 milhão a cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC).
A medida passou a ser alvo de questionamentos após as investigações apontarem que o banco buscou influenciar mudanças legislativas que poderiam beneficiar seu modelo de captação de recursos. Barros afirma que sua proposta tinha como objetivo proteger pequenos investidores e nega qualquer relação com as irregularidades investigadas.
Neste sábado, o deputado citou o caso do senador Jaques Wagner, da Bahia. Um relatório da Polícia Federal cita contatos entre o petista e o ex-sócio do Banco Master Augusto Ferreira Lima. Segundo o documento, houve 74 ligações telefônicas entre os dois, que somaram cerca de cinco horas e meia de conversas entre novembro de 2023 e maio de 2025.
— Eu quero que venham ao Paraná, sim, as menções ao Banco Master, até porque o que a PF está descobrindo nos últimos dias é a relação umbilical do Banco Master com as grandes lideranças do PT — disse.




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