quinta-feira, junho 18, 2026
Laranjeiras do Sul - 16 hs da tarde professora Dani ? Não existe 16hs da manhã ou da noite. Sabia?
A Prefeitura Municipal de Virmond, por meio da Secretaria de Viação e Obras, segue realizando os trabalhos de recuperação e melhoria na estrada principal da comunidade de Linha Restinga
A ação visa garantir maior segurança e trafegabilidade para os moradores e produtores locais.
Após alerta do deputado Arilson, contrato da Paladium/PAX é cancelado em São Paulo
A mesma empresa que protagonizou polêmicas no Paraná por meio do programa de videomonitoramento "Olho Vivo" agora enfrenta questionamentos em São Paulo. A Companhia de Processamento de Dados do Estado de São Paulo (Prodesp) rescindiu um contrato de parceria de negócio firmado com a Paladium Corp Desenvolvimento de Tecnologia, atualmente denominada PAX, após denúncia e investigação conduzidas pelo Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP).
A apuração e o cancelamento foram motivados a pedido do deputado estadual Arilson Chiorato (PT), que também preside o PT-PR, através de uma denúncia protocolada no Tribunal de Contas de São Paulo pelos advogados Vinícius Gessolo de Oliveira e Dorival Assi Júnior. Além disso, o deputado Arilson alertou em abril deste ano o pré-candidato a governador de São Paulo, Fernando Haddad sobre a possível fraude que estava ocorrendo no estado. Diante do alerta, Haddad também denunciou o contrato de meio bilhão de reais firmado entre a Palladium e a Prodesp, de Tarcísio de Freitas.
O deputado Arilson é o autor de uma denúncia no Tribunal de Contas do Paraná (processo nº 182807/26) que aguarda julgamento pelo Tribunal de Contas no Paraná para suspender todo o programa de videomonitoramento. O programa, que ainda está em ativo, é acusado de vazamento de dados, desperdício de recurso público e de funcionar sem regulamentação federal. No Paraná, uma licitação (Pregão Eletrônico 203/2026) de R$581 milhões do programa Olho Vivo e que envolve a operação da empresa Palladium Corp já foi suspensa pelo TCE/PR por decisão do Conselheiro Fernando Guimarães em 7 de abril de 2026.
Para o parlamentar, o caso paulista apresenta semelhanças preocupantes com a estrutura implementada em território paranaense. O foco da investigação do TCE-SP é o Contrato Administrativo nº 014/2026, firmado entre a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) e a Prodesp, envolvendo cerca de R$ 475 milhões para a ampliação do sistema de monitoramento conhecido como "Muralha Paulista". Segundo a denúncia, a estatal paulista teria sido utilizada como intermediária para viabilizar a contratação da Paladium/PAX sem a realização de processo licitatório, levantando suspeitas de uma possível triangulação contratual.
Em despacho publicado na última quarta-feira (17), o conselheiro Dimas Ramalho confirmou que a Prodesp formalizou o distrato da Parceria em Oportunidade de Negócio nº 005/2026, encerrando o vínculo com a empresa. O Tribunal agora aguarda informações da Secretaria de Segurança Pública para esclarecer se o contrato principal também será rescindido e se houve qualquer desembolso de recursos públicos durante a vigência do acordo.
A decisão representa um revés para um modelo de negócio que, segundo o deputado Arilson, vem sendo reproduzido em diferentes estados. Na Assembleia Legislativa do Paraná (ALEP), como Líder da Oposição, o deputado lidera uma série de questionamentos sobre a contratação da Palladium para o Programa Olho Vivo. As denúncias apontam falta de transparência, ausência de concorrência pública e riscos à correta aplicação dos recursos públicos.
De acordo com o deputado Arilson, ao identificar a adoção de uma estrutura semelhante em São Paulo, a equipe jurídica foi acionada para levar o caso aos órgãos de controle. A iniciativa resultou na abertura da investigação pelo Tribunal de Contas paulista. “Como sociedade precisamos ficar de olho bem vivo na reprodução de sistemas, no mínimo, suspeitos envolvendo o uso de dinheiro público. É minha obrigação, inclusive, como parlamentar, ao receber esse tipo de denúncia, informar às autoridades competentes”, afrima o deputado Arilson.
Em manifestações anteriores, a Prodesp sustentou que os serviços seriam ofertados sob demanda para municípios paulistas. No entanto, reconheceu que a suspensão temporária do projeto pela Secretaria de Segurança Pública inviabilizou a oportunidade comercial, resultando no distrato.
A rescisão de parte do contrato não encerra o caso. O TCE-SP segue analisando os documentos e contratos envolvidos para verificar a existência de prejuízo ao erário e eventual nulidade dos atos administrativos praticados.
Foto: Valdir Amaral
Mais R$ 433,4 milhões para o Paraná avançar
O Governo do Estado confirmou novos investimentos em 12 municípios, com obras que vão melhorar a infraestrutura, a saúde, a educação e a mobilidade.
FLAGRANTE CAMERA REGISTRA MOMENTO EM CACHORRO E ABANDONADO NO BAIRRO SAO FRANCISCO EM LARANJEIRAS DO SUL
Deputado Vermelho não poderá se candidatar à reeleição
SE A LEI FOR CUMPRIDA
Deputado Vermelho não poderá se candidatar à reeleição
Portanto, juridicamente o Deputado Vermelho está inelegível e não pode disputar a reeleição em 2026. Qualquer tentativa de registrar candidatura poderá ser alvo de impugnação
O Brasil é um país onde o ditado "a lei é para todos" muitas vezes parece não passar de um enfeite retórico. A realidade política nacional mostra que, apesar da existência de dispositivos legais robustos, como a Lei da Ficha Limpa, há uma resistência silenciosa, e por vezes escancarada, para fazer cumprir o que está escrito. A história recente de parlamentares condenados, mas ainda assim tentam a qualquer custo serem reeleitos, é um retrato amargo desse cenário. E o caso do deputado federal Nelsi Coguetto Maria, popularmente conhecido como "Deputado Vermelho", é um exemplo emblemático dessa tensão entre letra da lei e prática política.
O pano de fundo: políticos blindados pelo foro privilegiado
Segundo levantamento do Congresso em Foco, dos 513 deputados federais, pelo menos 111 possuem processos criminais. No Senado, a proporção é ainda mais gritante: 20 dos 81 senadores enfrentam acusações na Justiça. Os crimes variam do uso indevido de meios de comunicação social à corrupção ativa e passiva, passando por violência doméstica, transfobia e até envolvimento em homicídios.
PL
O Partido Liberal (PL), legenda de peso na atual conjuntura política, lidera esse ranking indesejável: 35 deputados e cinco senadores investigados.
O foro privilegiado, criado para proteger a independência do mandato parlamentar, acabou se transformando, na prática, em um escudo que atrasa julgamentos e aumenta a impunidade. Muitos processos prescrevem antes mesmo de uma decisão definitiva, o que não significa que o parlamentar seja inocente, e sim apenas que o Estado perdeu o prazo para punir.
Quem é o "Deputado Vermelho"
Natural de Francisco Beltrão, porem com domicilio eleitoral em Foz do Iguaçu, Nelsi Coguetto Maria construiu sua carreira política com forte apelo regional, mas seu nome também passou a circular nos noticiários policiais. Ele foi réu na Ação Penal nº 5012170-17.2017.4.04.7002, decorrente da Operação Pecúlio, que investigou o maior esquema de corrupção envolvendo a administração pública de Foz do Iguaçu, culminando com afastamento do ex-prefeito Reni Pereira e a prisão de secretários, diretores e de doze dos quinze vereadores de Foz do Iguaçu. O processo chegou ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), que ratificou a condenação do Deputado Vermelho, mas reconheceu a prescrição da pretensão punitiva, ou seja, o tempo para punir expirou.
Em outro episódio, no Recurso Especial nº 2016735/ PR, o Ministro Luis Felipe Salomão, do STJ, desclassificou a conduta para o crime de excesso de exação (art. 324 do Código Penal). Mesmo com a redução da gravidade do enquadramento, a condenação por órgão colegiado permaneceu. Não houve cumprimento efetivo de pena, justamente porque a prescrição impediu a execução.
E é aqui que entra o ponto crucial: a Lei da Ficha Limpa (LC 135/2010), que alterou a Lei Complementar nº 64/1990, prevê no artigo 1º, inciso I, alínea "e", que ficam inelegíveis, por oito anos, os condenados por crimes contra a administração pública, mesmo que não tenham cumprido a pena, desde que a condenação tenha sido proferida por órgão colegiado.
O entendimento dos tribunais eleitorais
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) já consolidou entendimento sobre casos como o do Deputado Vermelho. Segundo o Ministro Carlos Horbach, a prescrição da pretensão executória, não afasta a inelegibilidade prevista na Lei da Ficha Limpa, porque os efeitos secundários da condenação permanecem. A Súmula nº 59/TSE é cristalina nesse sentido.
O Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE/PR) adota a mesma linha. A Desembargadora Claudia Cristina Cristofani foi taxativa: a prescrição só elimina as penas corporais e pecuniárias, mas não apaga a inelegibilidade. No caso de Vermelho, a prescrição foi reconhecida e o prazo de oito anos deve ser cumprida.
Deputado Vermelho está inelegível
Portanto, juridicamente, não há brecha: o Deputado Vermelho está inelegível e não pode disputar a reeleição em 2026. Qualquer tentativa de registrar candidatura poderá ser alvo de impugnação.
LEI DA FICHA LIMPA
Deputado Vermelho está fora!
O caso de Vermelho se encaixa perfeitamente no espírito da lei. Ele foi condenado por crime contra a administração pública por órgão colegiado. A prescrição da pena não muda essa realidade
A força e o alcance da Lei da Ficha Limpa
A Lei da Ficha Limpa nasceu de um movimento popular que reuniu mais de 1,6 milhão de assinaturas. Seu objetivo era claro: impedir que políticos condenados por crimes graves se perpetuassem no poder. Embora tenha sido alvo de críticas e manobras para reduzir sua eficácia, ela ainda representa uma barreira importante contra a normalização da corrupção.
Vermelho
O caso de Vermelho se encaixa perfeitamente no espírito da lei. Ele foi condenado por crime contra a administração pública por órgão colegiado. A prescrição da pena não muda essa realidade. Qualquer interpretação diferente seria esvaziar completamente o propósito da legislação.
O risco da impunidade travestida de formalidade
É preciso ressaltar que a prescrição não é uma absolvição. Trata-se apenas do reconhecimento de que o Estado perdeu o prazo para executar a pena. A condenação, no entanto, permanece registrada e produz efeitos, como a inelegibilidade.
O problema é que, no jogo político, a prescrição costuma ser usada como narrativa para convencer eleitores de que o candidato foi "inocentado". Não raro, políticos e aliados distorcem a verdade jurídica, omitindo o fato de que houve condenação. Esse tipo de retórica é perigoso porque mina a credibilidade das instituições e perpetua a ideia de que a lei só vale para alguns.
O papel da Justiça Eleitoral e da sociedade
Em 2026, quando o Deputado Vermelho provavelmente tentará registrar sua candidatura, caberá à Justiça Eleitoral agir com rigor. Impugnar candidaturas inelegíveis não é perseguição política, mas cumprimento da lei. O Ministério Público Eleitoral também terá papel central, acompanhando de perto cada tentativa de burlar as regras.
No entanto, a responsabilidade não é apenas institucional. A sociedade precisa estar atenta. Não basta que a lei exista; é preciso que haja pressão social para que seja aplicada. A desinformação, aliada à descrença na política, abre espaço para que condenados voltem ao poder como se nada tivesse acontecido.
A contradição do voto popular
Um dos paradoxos da democracia brasileira é que, mesmo diante de escândalos e condenações, muitos políticos são reeleitos com votação expressiva. Isso revela um problema estrutural: parte do eleitorado ainda vota mais por afinidade pessoal, benefícios imediatos ou discursos populistas do que pela análise do histórico do candidato.
No caso de Vermelho, sua base eleitoral em Foz do Iguaçu e região o enxerga como um representante próximo e acessível. Essa relação, embora politicamente legítima, não pode servir de justificativa para ignorar a lei. A popularidade não é salvo-conduto para a ilegalidade.
O teste da coerência democrática
Se a lei for cumprida, o Deputado Vermelho não poderá disputar as eleições de 2026. A inelegibilidade é consequência direta de sua condenação por crime contra a administração pública. A prescrição da pena não apaga o fato nem os efeitos jurídicos.
O caso será um teste de coerência para o sistema eleitoral brasileiro. Será que as instituições terão coragem de aplicar a Lei da Ficha Limpa mesmo contra um deputado com base eleitoral consolidada? Ou veremos mais uma vez a lei ser flexibilizada em nome de interesses políticos?
Cumprir a lei não é opcional. No caso do Deputado Vermelho, trata-se de reafirmar um princípio fundamental: quem ocupa cargo público deve ter ficha limpa, e não apenas no papel. A democracia não pode ser refém de condenados que usam brechas jurídicas para se perpetuar no poder. Caso contrário, estaremos admitindo que a corrupção não é um problema a ser combatido, mas apenas mais um capítulo na rotina da política brasileira.
Esta é uma reprodução da matéria jornalística publicada pelo Jornal Tribuna Popular, Edição 420, Páginas 10 e 11, de autoria do Jornalista Enrique Alliana
LARANJEIRAS DO SUL - LICITAÇÃO DESERTA, OBRA PARADA E O PREJUÍZO QUE PODE SOBRAR PARA A POPULAÇÃO
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#FestaJulinaIntegrada #EspigãoAltoDoIguaçu #Educação #NossaTerraNossaGente #Tradição #Cultura #Arraiá2026
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“Meio Metro o Sarrafo Puxa” – Mas 13 Milhões de Diferença, não é pouco!
Uma publicação divulgada por lideranças políticas, rádios e redes sociais, anunciou que Laranjeiras do Sul já teria ultrapassado a marca de R$ 100 milhões em investimentos durante o ano de 2025.
O número impressiona. Mas uma análise mais detalhada da própria publicação levanta questionamentos que merecem esclarecimento público.
Somando os valores individualmente informados no texto, chega-se a aproximadamente R$ 80,89 milhões. Acrescentando o anúncio posterior de cerca de R$ 6 milhões para pavimentação nas comunidades de Faxinal e Vera Cruz Nova Lar, o montante alcança R$ 86,89 milhões. A conta, portanto, não alcança os mais de R$ 100 milhões divulgados.
A DIFERENÇA É SUPERIOR A R$ 13 MILHÕES. Trata-se de um simples erro de comunicação? Existem outros convênios não mencionados? Há recursos já garantidos que não foram detalhados na publicação? Essas perguntas precisam ser respondidas de forma objetiva pela administração municipal e pelas lideranças que participaram do anúncio.
Na administração pública, números não são apenas peças de propaganda. Eles representam compromissos financeiros, planejamento orçamentário, execução de obras e prestação de contas à população.
Outro aspecto importante é diferenciar aquilo que foi efetivamente executado daquilo que foi apenas anunciado.
Nem todo recurso anunciado está necessariamente disponível em caixa. Nem toda obra anunciada possui licitação concluída. Nem todo convênio anunciado possui contrato assinado. Em muitos casos, existe uma longa distância entre o anúncio político e a entrega efetiva para a população.
Por isso, o cidadão precisa saber:
Quais obras possuem recursos efetivamente liberados?
Quais já possuem licitação concluída?
Quais estão em execução?
Quais dependem de projetos, aprovações ou liberações futuras?
A transparência exige respostas claras.
A discussão não é contra obras. Pelo contrário. Toda obra que beneficia a população merece reconhecimento. O que se questiona é a precisão das informações divulgadas e a capacidade de transformar anúncios em resultados concretos.
A população de Laranjeiras do Sul tem o direito de acompanhar não apenas as placas, os discursos e as fotografias de lançamento, mas principalmente os contratos assinados, os cronogramas executados e as obras efetivamente entregues.
No fim das contas, a matemática continua sendo uma ferramenta importante de controle social. E quando os números divulgados não fecham, cabe ao cidadão perguntar.
E cabe ao poder público responder.
CADÊ VOCÊS VEREADORES DA FOTO DO 100 MILHÕES?
E a pergunta não deve ser dirigida apenas ao Poder Executivo. Ela também alcança os vereadores que participaram do anúncio e celebraram os números divulgados.
Afinal, quem responde perante a população quando os números apresentados não fecham? Quem fiscalizou os dados antes da divulgação? Quem conferiu os valores que estavam sendo anunciados?
A Câmara Municipal não existe apenas para aparecer em fotografias de lançamento de obras. Sua principal função constitucional é fiscalizar os atos do Executivo, exigir transparência e cobrar informações precisas da administração pública.
Se o município realmente ultrapassou a marca dos R$ 100 milhões em investimentos, a população merece conhecer detalhadamente quais são esses projetos, onde estão os convênios, quais recursos já foram formalizados, quais obras possuem licitação concluída e quais ainda permanecem apenas no campo das promessas.
Mais do que isso, a sociedade tem o direito de saber qual foi a participação efetiva de cada agente público na conquista desses recursos. O que foi resultado de articulação política? O que foi fruto de programas estaduais já existentes? O que decorreu de projetos técnicos elaborados pelo município? E o que ainda depende de aprovação ou liberação financeira?
A transparência não pode ser seletiva. Se os anúncios são públicos, os números também devem ser.
Porque credibilidade não se constrói com discursos, fotografias ou publicações em redes sociais. Credibilidade se constrói com documentos, contratos, obras executadas e resultados entregues à população.
E quando existe uma diferença superior a R$ 13 milhões entre o valor anunciado e a soma dos números apresentados, os protocolos feitos e liberados pelo Estado, a pergunta deixa de ser política e passa a ser matemática.
E contra a matemática não existe narrativa que resista.


