Conforme o município, o tempo máximo de ausência do cargo é de 15 dias, prazo que venceu nesta quinta. Dutra foi preso no dia 23 de setembro, em uma operação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).
O prefeito solicitou à Câmara Municipal uma licença de 30 dias sem remuneração. O pedido foi feito para que o político pudesse tratar de assuntos pessoais.
Segundo a assessoria do município, Bissolotti poderá ficar no cargo por um mês ou até o final do mandato.
A Câmara de São Miguel do Iguaçu aprovou a licença de 30 dias do prefeito, na tarde desta quinta-feira, por cinco votos a quatro. O voto de desempate foi do presidente da câmara, Boaventura Mota.
A assessoria da prefeitura informou que a licença é sem remuneração.
Após a decisão da câmara, o Legislativo encaminhou para a prefeitura a aprovação. O secretário de administração enviou um ofício ao vice-prefeito, que assumiu o cargo e publicou no Diário Oficial do Município.
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De acordo com o advogado do prefeito, Rogério Botello, foi pedido um habeas corpus para que o político seja liberado da Penitenciária Estadual de Foz do Iguaçu (PEF).
O partido Democratas informou que vai se reunir para tratar da situação do prefeito Cláudio Dutra.
Prisão do prefeito
O prefeito de São Miguel do Iguaçu foi preso em uma operação do Ministério Público do Paraná e da Divisão de Combate à Corrupção que apura fraudes de mais de R$ 8,6 milhões em licitações no município.
Na quarta-feira (7), a Polícia Federal (PF) cumpriu um segundo mandado de prisão contra o prefeito, que está na penitenciária.
Nessa segunda operação, a suspeita é de que Dutra esteja envolvido com fraudes de 25 licitações, entre 2013 e 2020, que causaram prejuízo de R$ 60 milhões aos cofres públicos.
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