quinta-feira, junho 01, 2017

Paraná:Secretário da Fazenda escapa de perguntas em prestação de contas

Os deputados estaduais foram impedidos de fazer perguntas ao secretário da Fazenda durante a prestação de contas do governo Beto Richa nesta quarta-feira (31) na Assembleia Legislativa.

Logo após a apresentação dos números, Mauro Ricardo Costa deixou o plenário porque a sessão foi encerrada pela presidência do Legislativo. A alegação era de que os servidores estaduais estavam fazendo muito barulho.

Os manifestantes que ocupavam as galerias da Casa cobravam o pagamento da reposição salarial.

“A data-base é lei”, diziam professores, agentes penitenciários, funcionários da saúde.

A presidente do Fórum das Entidades Sindicais (FES), Marlei Fernandes , se disse indignada.

“Mauro Ricardo apresenta números que não são reais, não são os mesmos que estão no site da secretaria da Fazenda, e somos obrigados a ficar calados?”, questiona.

"O secretário fugiu porque os números estão maquiados, dispara o líder do PMDB na Assembleia Legislativa, o deputado Nereu Moura.

“Na saúde, Mauro Ricardo fala que foram investidos 12%, o que não é verdade. A própria prestação de contas do secretário da saúde aponta que o governo gastou apenas 10%, abaixo do que determina a legislação “, esclarece o parlamentar.

Nereu Moura contestou o término da sessão antes da hora.

“Aproveitaram o protesto dos funcionários para finalizar a sessão, impedindo que perguntas fossem feitas . É muito triste o desfecho de um governo autoritário que não tem transparência , que se esconde”. A população não tem o direito de saber o destino dos seus recursos e que deveriam ser investidos em educação, saúde, segurança pública. Beto Richa não sabe explicar as interrogações que existem”, finaliza o líder do PMDB.

De acordo com os representantes do funcionalismo, nos quatro primeiros meses de 2017, o Paraná teve arrecadação 5,7% maior frente ao mesmo período do ano passado - são quase R$ 3 bilhões a mais nos cofres públicos.

Os servidores defendem que o governo tem condições de cumprir com a data-base, de 8,53%.

“É uma indignação generalizada. Não temos mais paciência para tantas mentiras. Ninguém tem sangue de barata para ficar ouvindo que vai tomar calote, mais uma vez”, desabafa a presidente do FES.

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