A morte de uma menina de apenas três anos, atingida pela queda de uma trave de futebol durante uma festa de Dia das Crianças em Imbaú, no último domingo (11), voltou a chamar a atenção para os riscos desses equipamentos quando não estão instalados de forma segura.
No Paraná, outros casos já terminaram em tragédia. Em abril deste ano, Sofia Aparecida Iaciuk, também de três anos, morreu após ser atingida por uma trave em uma escola particular de Prudentópolis. Em novembro de 2025, um menino de 12 anos morreu em uma ocorrência semelhante, em Ibema.
Além das mortes, acidentes desse tipo podem deixar sequelas permanentes. Em Guarapuava, Vinicius Bail dos Santos perdeu a visão após ser atingido por uma trave durante uma partida de futsal, em 2014, quando tinha 13 anos.
Projeto de Cristina Silvestri aguarda votação
Diante desse cenário, a deputada estadual Cristina Silvestri (PP) é autora do Projeto de Lei nº 199/2026, apresentado na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), que estabelece regras para aumentar a segurança de traves esportivas em locais de uso coletivo.
A parlamentar chegou a solicitar à Mesa Diretora, antes do recesso de julho, que a proposta fosse colocada em votação, mas o pedido não foi atendido.
O projeto prevê medidas obrigatórias para escolas, clubes, condomínios e outros espaços esportivos, com o objetivo de evitar que estruturas mal instaladas ou sem manutenção coloquem vidas em risco.
O que prevê a proposta?
Entre as principais medidas estão:
Fixação obrigatória das traves ao solo ou uso de sistemas seguros de ancoragem;
Instalação de contrapesos quando a fixação permanente não for possível;
Manutenção periódica dos equipamentos;
Inspeções técnicas a cada seis meses;
Retirada imediata de uso das traves que apresentarem riscos;
Plano de prevenção de acidentes, com orientações de segurança e procedimentos para acionar o socorro.
O texto também prevê advertências, multas e até a interdição de espaços esportivos quando houver risco iminente.
A proposta busca evitar novas tragédias e reforçar a responsabilidade dos locais que oferecem estruturas esportivas para crianças, adolescentes e adultos.

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