quarta-feira, agosto 12, 2026

Falso promotor de Justiça tenta aplicar golpe em moradora de Laranjal com suposto alvará judicial


Uma moradora da Comunidade Figueira, na zona rural de Laranjal, procurou a Polícia Militar na terça-feira (11) após ser alvo de uma tentativa de golpe por meio do aplicativo WhatsApp.

Segundo o relato registrado pela vítima, um indivíduo entrou em contato utilizando nome e foto de perfil de um suposto profissional ligado à área jurídica. O número utilizado na abordagem possuía DDD 61, de Brasília.

Durante as conversas, realizadas por meio de mensagens, ligações e áudios, o suspeito teria se apresentado falsamente como promotor de Justiça e informado que o marido da vítima possuiria um processo judicial relacionado a um benefício previdenciário decorrente de acidente de trânsito.

Ainda conforme o relato, o indivíduo afirmou que o benefício teria sido liberado e encaminhou um documento com aparência oficial, denominado “Alvará de Liberação de Pagamento”, no qual constaria um suposto valor a ser recebido pelo beneficiário.

Na sequência, o suspeito teria solicitado que a vítima disponibilizasse sua própria conta bancária para o recebimento do dinheiro, alegando que a conta do titular do benefício estaria bloqueada.

A situação levantou suspeitas por parte da vítima, que não realizou qualquer pagamento, depósito ou transferência de valores. Ela também informou que não forneceu senhas, códigos bancários ou acesso à sua conta.

Diante da suspeita de fraude, a mulher procurou o destacamento da Polícia Militar para registrar a ocorrência e recebeu orientações sobre os procedimentos cabíveis.

O caso serve de alerta para golpes envolvendo falsos profissionais da área jurídica. Órgãos públicos e instituições do Poder Judiciário não devem ser tratados como legítimos apenas com base em mensagens, documentos encaminhados por aplicativos ou contatos telefônicos. Em situações semelhantes, é importante confirmar a informação diretamente pelos canais oficiais antes de realizar qualquer pagamento ou fornecer dados bancários.

Até o momento, conforme o relato, não houve prejuízo financeiro para a vítima.

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