O deputado estadual Arilson Chiorato, Líder da Oposição na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) e presidente do PT-PR, defendeu nesta terça-feira (7) a convocação imediata dos aprovados no concurso da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) e pediu a suspensão do Processo Seletivo Simplificado (PSS) autorizado pelo Governo Ratinho Jr. (PSD) para contratar 361 trabalhadores temporários.
O parlamentar argumentou, em discurso na tribuna, que o Estado possui necessidade permanente de servidores, margem fiscal para novas nomeações e um concurso público válido, o que torna injustificável a opção por contratos temporários.
O deputado Arilson também lembrou que, no último dia 1º de julho, protocolou um requerimento na Alep solicitando esclarecimentos à Sesa sobre a ausência de nomeações dos aprovados e a abertura do PSS para funções previstas no concurso público.
O Líder da Oposição pede ainda informações sobre as razões da contratação temporária, o número de cargos vagos, os estudos que embasaram a decisão e o cronograma de convocação dos concursados.
A cobrança teve um desdobramento ainda durante a sessão plenária. Após o deputado Arilson solicitar a abertura de um canal de diálogo com o Executivo, o Líder do Governo na Alep, deputado Hussein Bakri (PSD), informou que articulará uma reunião na Casa Civil, na próxima segunda-feira (13), para discutir a situação dos aprovados no concurso da Sesa.
"O Governo Ratinho Jr. diz que quer fortalecer a Saúde, mas deixa concursados esperando e prefere contratar temporários. Essa escolha desrespeita quem estudou, enfraquece o SUS e prejudica quem mais precisa de atendimento", afirmou o deputado Arilson.
Líder da Oposição, o parlamentar destacou que mais de 92 mil paranaenses participaram do concurso público da Sesa, investiram tempo e recursos na preparação e aguardam apenas a convocação. “Apesar disso, o Governo Ratinho Jr. optou por abrir um PSS antes de iniciar as nomeações”, criticou.
O deputado Arilson observou que o próprio edital do processo seletivo informa que os profissionais temporários serão contratados para ocupar vagas permanentes da Secretaria da Saúde. Para ele, essa informação reforça que não se trata de uma demanda excepcional, mas de uma necessidade contínua do serviço público.
"Se as vagas existem, elas precisam ser preenchidas por quem passou no concurso público. Essa é a regra da Constituição, é o entendimento dos tribunais e, acima de tudo, uma questão de respeito com milhares de famílias que acreditaram no concurso", disse.
O Líder da Oposição também lembrou que, segundo levantamento apresentado pela Comissão dos Aprovados e pelo SindSaúde Paraná, a Secretaria da Saúde enfrenta um déficit superior a quatro mil servidores. “A falta de profissionais atinge hospitais, regionais de saúde, laboratórios, vigilância em saúde e outros serviços essenciais, com reflexos diretos na qualidade do atendimento prestado à população”, comentou.
Relatório aponta espaço para nomeações
Outro ponto destacado pelo deputado Arilson foi a situação fiscal do Estado. Com base no Relatório de Gestão Fiscal do primeiro quadrimestre de 2026, o parlamentar afirmou que o Paraná dispõe de mais de R$ 2 bilhões de margem para ampliar as despesas com pessoal dentro dos limites da Lei de Responsabilidade Fiscal.
Segundo o deputado Arilson, esse cenário demonstra que a convocação dos aprovados depende de uma decisão administrativa, e não da disponibilidade de recursos. Ele ressaltou que nomear os concursados não representa aumento de despesas, mas substitui vínculos temporários por servidores efetivos em cargos permanentes.
"O problema não é financeiro. É uma decisão política. Nomear os aprovados regulariza uma necessidade que já existe e fortalece o serviço público com servidores efetivos, preparados e comprometidos com o SUS", afirmou.
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