PEROLAS DO ESTAGIARIO
Jaison Mendes critica R$ 70 milhões em 20 anos, mas contrai R$ 20 milhões em apenas 18 meses
O Desgoverno do Estagiário Jaison Mendes conseguiu mais uma vez se superar.
Em vídeo divulgado nas redes sociais, o prefeito resolveu atacar administrações anteriores afirmando que Laranjeiras do Sul acumulou cerca de R$ 70 milhões em financiamentos nos últimos 20 anos.
A intenção era clara: vender a velha narrativa de que todos os problemas atuais são culpa dos antecessores.
Nada fora do normal.
Nada fora do contexto desta gestão.
Afinal, por aqui a culpa sempre é do outro.
Mas existe um problema quando a matemática entra na conversa.
Vinte anos representam aproximadamente 240 meses de administração pública.
Os R$ 70 milhões citados pelo próprio prefeito representam uma média histórica de aproximadamente R$ 291 mil por mês em financiamentos realizados ao longo de diferentes governos.
Agora vamos aos números da atual gestão.
Em apenas 18 meses de mandato, Jaison Mendes acaba de assinar um financiamento de R$ 20 milhões junto ao Banco do Brasil.
Isso representa uma média superior a R$ 1,1 milhão por mês de governo.
Traduzindo para quem não gosta de planilhas: proporcionalmente, o atual prefeito está contratando financiamentos em ritmo 73,45% superior ao fator histórico que ele próprio utilizou para atacar os ex-prefeitos.
Ou seja, aquilo que era um absurdo quando feito pelos outros virou virtude administrativa quando praticado pelo atual governo.
É o famoso "faça o que eu digo, não faça o que eu faço".
E que fique claro.
Não somos contra financiamentos.
Municípios sérios utilizam operações de crédito para investir, crescer e melhorar a qualidade dos serviços públicos.
O problema é a hipocrisia.
O problema é subir no palanque para condenar uma prática e depois fazer exatamente a mesma coisa em proporção ainda maior.
Mais grave ainda quando analisamos os resultados entregues até agora.
Enquanto contrata mais dívida, a atual administração investiu aproximadamente R$ 2 milhões a menos na saúde municipal em comparação com os investimentos realizados pela gestão anterior no mesmo período analisado.
Ou seja, o discurso fala em responsabilidade.
Os números mostram redução de investimento.
O discurso fala em eficiência.
A realidade mostra mais dívida.
O discurso fala em inovação.
Mas a principal inovação parece ser culpar os outros por tudo.
Enquanto isso, fornecedores seguem reclamando de atrasos nos pagamentos, empresários aguardam recebimentos e a população continua assistindo a um governo que produz mais vídeos do que resultados.
A pergunta que fica é simples.
Se existe capacidade financeira para assumir R$ 20 milhões em novos financiamentos, por que falta capacidade administrativa para resolver problemas básicos do município?
A resposta talvez esteja justamente na diferença entre governar e fazer campanha.
Porque campanha é discurso.
Gestão é resultado.
E após 18 meses, o governo que prometeu ser diferente começa a apresentar uma característica muito peculiar:
Critica os números dos outros enquanto produz números ainda piores.
Talvez esteja na hora de abandonar os vídeos, as desculpas e os culpados imaginários.
Porque a matemática é cruel.
E ela não vota.
Mas desmente.
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