quinta-feira, junho 18, 2026

LARANJEIRAS DO SUL - LICITAÇÃO DESERTA, OBRA PARADA E O PREJUÍZO QUE PODE SOBRAR PARA A POPULAÇÃO

 

LICITAÇÃO DESERTA, OBRA PARADA E O PREJUÍZO QUE PODE SOBRAR PARA A POPULAÇÃO

Enquanto a propaganda oficial continua anunciando milhões para todos os lados, a realidade da gestão pública volta a bater à porta de Laranjeiras do Sul.

Uma concorrência eletrônica destinada à execução de recape asfáltico em ruas do quadro urbano do município terminou da pior forma possível: PROCESSO DESERTO.

Em português claro: ninguém apareceu para executar a obra nas condições apresentadas pela Prefeitura.

E aqui começa a parte que merece explicação.

Segundo informações obtidas pelo Olho Aberto Paraná, a situação seria consequência de problemas técnicos já identificados anteriormente. A obra teria origem em uma licitação realizada ainda em 2025, vencida por uma empresa de Cascavel. Entretanto, durante a análise técnica do processo, teriam surgido inconsistências relacionadas aos custos de transporte da massa asfáltica utilizada no serviço.

O resultado foi um impasse contratual, seguido de nova licitação. Agora, o município se depara com um cenário preocupante: o tempo passou, os preços mudaram, os custos aumentaram e o certame terminou sem interessados.

Quem paga essa conta?

Como sempre, o contribuinte.

A pergunta que fica é simples: como um município anuncia mais de R$ 100 milhões em investimentos, mas encontra dificuldades para executar uma obra de recapeamento relativamente modesta?

Planejamento não começa na placa da obra.

Planejamento começa dentro da Prefeitura, na elaboração correta dos projetos, dos orçamentos, dos estudos técnicos e da condução dos processos administrativos.

Quando um orçamento apresenta falhas, quando os custos são calculados de forma inadequada ou quando uma licitação precisa ser refeita, não estamos diante de um problema político. Estamos diante de um problema de gestão.

E gestão se mede por resultados.

Se a informação que circula nos bastidores estiver correta, a situação é ainda mais preocupante. O município corre o risco de perder tempo, atrasar a execução da obra e comprometer recursos que poderiam estar sendo utilizados para melhorar a infraestrutura urbana.

Enquanto isso, a população continua transitando pelas mesmas ruas, aguardando que os anúncios se transformem em máquinas trabalhando, asfalto sendo aplicado e obras efetivamente concluídas.

Porque, no final das contas, a população não trafega sobre publicações em redes sociais.

A população trafega sobre ruas.

E ruas não são construídas com discursos.

São construídas com planejamento, competência técnica e capacidade de execução.

E quando uma licitação termina deserta, o mínimo que se espera é uma explicação clara, transparente e detalhada para a sociedade.

Afinal, recurso público não pode ficar perdido entre erros de planejamento, processos fracassados e promessas que nunca saem do papel.

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