Entre a pose e o serviço: quando a máquina vira cenário e não solução
Em Laranjeiras do Sul, o que deveria ser instrumento de trabalho tem se transformado em peça de vitrine. Máquinas adquiridas com recursos públicos, muitas vezes viabilizadas por emendas parlamentares, permanecem dias, semanas, em exposição, como se sua principal função fosse compor fotografia institucional.
A lógica parece invertida. Equipamento público não é troféu, não é outdoor, não é palco para postagem em rede social. Sua finalidade é objetiva: atender demandas da população com eficiência, continuidade e resultado concreto. Quando uma retroescavadeira, um trator ou qualquer outro maquinário permanece estático, o recado é claro: há mais preocupação com a imagem do que com a entrega.
E enquanto isso ocorre, uma pergunta inevitável surge e, precisa ser feita com a devida transparência: se as máquinas estão paradas, quem está executando os serviços? Está sendo alugado esse maquinário???
E mais: há contratação de equipamentos terceirizados em paralelo? De quem são essas empresas? A que custo para o erário?
Não se trata de mera crítica política, mas de um ponto sensível da administração pública, que toca diretamente nos princípios constitucionais, especialmente:
• Eficiência: equipamento parado é recurso público subutilizado;
• Economicidade: manter máquinas próprias inoperantes enquanto se terceiriza serviços é, no mínimo, questionável;
• Moralidade administrativa: a gestão não pode privilegiar aparência em detrimento da prestação efetiva de serviços.
A cena registrada, máquina nova, limpa, bem posicionada ao lado de placa institucional — traduz com precisão simbólica o momento da gestão: muito enquadramento, pouca execução.
O problema não é adquirir máquinas. Ao contrário, isso é necessário e positivo. O problema é o que acontece depois da foto. Porque, fora do enquadramento, quem sofre é o cidadão que aguarda estrada recuperada, serviço rural, manutenção urbana.
No fim, a metáfora é inevitável:
a gestão parece seguir o mesmo ritmo das máquinas expostas, parada, estática, preocupada com a pose, enquanto a cidade espera movimento.
Em Laranjeiras do Sul, o que deveria ser instrumento de trabalho tem se transformado em peça de vitrine. Máquinas adquiridas com recursos públicos, muitas vezes viabilizadas por emendas parlamentares, permanecem dias, semanas, em exposição, como se sua principal função fosse compor fotografia institucional.
A lógica parece invertida. Equipamento público não é troféu, não é outdoor, não é palco para postagem em rede social. Sua finalidade é objetiva: atender demandas da população com eficiência, continuidade e resultado concreto. Quando uma retroescavadeira, um trator ou qualquer outro maquinário permanece estático, o recado é claro: há mais preocupação com a imagem do que com a entrega.
E enquanto isso ocorre, uma pergunta inevitável surge e, precisa ser feita com a devida transparência: se as máquinas estão paradas, quem está executando os serviços? Está sendo alugado esse maquinário???
E mais: há contratação de equipamentos terceirizados em paralelo? De quem são essas empresas? A que custo para o erário?
Não se trata de mera crítica política, mas de um ponto sensível da administração pública, que toca diretamente nos princípios constitucionais, especialmente:
• Eficiência: equipamento parado é recurso público subutilizado;
• Economicidade: manter máquinas próprias inoperantes enquanto se terceiriza serviços é, no mínimo, questionável;
• Moralidade administrativa: a gestão não pode privilegiar aparência em detrimento da prestação efetiva de serviços.
A cena registrada, máquina nova, limpa, bem posicionada ao lado de placa institucional — traduz com precisão simbólica o momento da gestão: muito enquadramento, pouca execução.
O problema não é adquirir máquinas. Ao contrário, isso é necessário e positivo. O problema é o que acontece depois da foto. Porque, fora do enquadramento, quem sofre é o cidadão que aguarda estrada recuperada, serviço rural, manutenção urbana.
No fim, a metáfora é inevitável:
a gestão parece seguir o mesmo ritmo das máquinas expostas, parada, estática, preocupada com a pose, enquanto a cidade espera movimento.
ATE A PUBLICACAO DESTA REPORTAGEM, OS EQUIPAMENTOS ESTAVAM EM EXPOSICAO NA PREFEITURA DE LARANJEIRAS DO SUL

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