Greca pode ultrapassar Requião Filho e disputar segundo turno no Paraná
A mais recente pesquisa Quaest, divulgada nesta semana, mostra o senador Sergio Moro (PL) na liderança da corrida pelo governo do Paraná, com 35% das intenções de voto. Em segundo lugar aparece Requião Filho (PDT), com 18%, seguido pelo ex-prefeito de Curitiba, Rafael Greca (MDB), que soma 15%.
Apesar de estar atrás numericamente, Greca surge como um nome com potencial para ultrapassar Requião Filho e conquistar a vaga no segundo turno. O principal fator é a associação de Requião Filho ao PT de Lula, partido que historicamente alcança cerca de 30% dos votos no estado. Essa vinculação tende a limitar seu crescimento e, somada à sua alta rejeição — 47% dos eleitores afirmam que não votariam nele de jeito nenhum —, pode abrir espaço para Greca avançar.
Greca, por sua vez, deve herdar o apoio da base governista. Embora Sandro Alex (PSD) apareça hoje como o candidato oficial do governador Ratinho Júnior (PSD), avalia-se que o voto útil pode se concentrar em Greca, especialmente diante da força da força do PSD principalmente no interior do Estado e da sua trajetória como prefeito da capital. A aprovação de Ratinho Júnior, que mantém índices elevados, é outro ativo que pode ser transferido para Greca.
Além disso, a campanha ao Senado de Alexandre Curi (Republicanos), articulador político com forte influência entre prefeitos e lideranças regionais, deve mobilizar centenas de gestores municipais em favor da candidatura de Greca. Esse movimento tende a consolidar o ex-prefeito como o nome mais competitivo do campo governista, deslocando Sandro Alex e reposicionando a disputa pelo segundo lugar.
Com esse cenário, a eleição paranaense pode se transformar em uma disputa direta entre Sergio Moro e Rafael Greca, caso o ex-prefeito consiga capitalizar o apoio da máquina estadual e da base municipalista, superando a barreira da rejeição que hoje pesa sobre Requião Filho.— com Mattheus Hermanny II em Paraná.

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