domingo, abril 26, 2026

BRONCA NAO VAI A LUGAR ALGUM - Laranjeiras do Sul: a “explosão” de atendimentos na saúde e o silêncio sobre a qualidade

Laranjeiras do Sul: a “explosão” de atendimentos na saúde e o silêncio sobre a qualidade

Neste Domingo (26) vem pipocando nas redes sociais um "print" não oficial, mas repercutido por lideranças eleitas com números que, à primeira leitura, parecem motivo de comemoração: aumento expressivo nos atendimentos da saúde pública entre 2021 e 2025.

Consultas médicas saltaram de 86 mil para mais de 134 mil.

 Procedimentos de enfermagem praticamente quintuplicaram.
 Atendimentos de outros profissionais também cresceram de forma consistente.

No papel, é uma “revolução”.

Na prática, a história pode ser outra.

Porque existe uma pergunta simples — e até agora sem resposta objetiva:
como se produz mais atendimento sem ampliar, na mesma proporção, a estrutura?
Não há notícia de contratação massiva de médicos, nem expansão equivalente de equipes. A população do município também não cresceu nesse ritmo.
Então, o que está acontecendo?
Duas hipóteses começam a ganhar força:
Atendimentos mais rápidos e superficiais, elevando o volume, mas reduzindo o tempo dedicado ao cidadão;
Mudanças na forma de contabilização, que podem inflar números sem refletir melhoria real no serviço.
Enquanto isso, um dado passa quase despercebido: a queda acentuada no número de vacinas aplicadas, um indicador sensível e estratégico para a saúde pública.
Ou seja: cresce o volume, mas surgem dúvidas sobre a qualidade.
E é nesse cenário que entra o debate político.
Um vereador do município, que recentemente saiu em defesa da gestão com base nesses números, tem chamado atenção não pelo conteúdo técnico, mas pela facilidade com que transita entre posicionamentos políticos.
Nos bastidores, é conhecido por já ter alterado apoios e bases ao longo do tempo — o que, embora faça parte do jogo político, inevitavelmente levanta questionamentos sobre coerência e alinhamento com o interesse público.
Se o discurso agora é técnico, então o momento exige profundidade.
A Câmara de Vereadores não pode ser apenas palco de defesa superficial de dados.
Deve ser espaço de fiscalização.
Por isso, fica o convite — ou melhor, a cobrança:
Que o vereador utilize a tribuna para explicar, com clareza:
Quantos profissionais foram efetivamente incorporados à rede nesse período;
Se houve aumento de carga horária ou reorganização dos atendimentos;
Qual é o tempo médio de consulta hoje, comparado aos anos anteriores;
E quais indicadores comprovam melhora real na qualidade do serviço.
Porque número, por si só, não resolve problema.
Número pode impressionar.
Mas também pode esconder.
E, na saúde pública, o que está em jogo não é estatística.
É gente.

Vereador Bronca e FIEL” apoiador do DESGOVERNO Jaison Mendes 

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