Justiça ou Perseguição? O que acontece por trás das colunas da gestão municipal de Laranjeiras do Sul
O Silêncio das Colunas em Laranjeiras: Perseguição de Servidores Mancha Aventais na Prefeitura
Em Laranjeiras do Sul, uma situação que deveria ser exemplo de ética pública e equilíbrio institucional começa a levantar dúvidas incômodas nos bastidores da política regional. Três nomes centrais da atual gestão municipal, o prefeito, o Procurador-Geral do Município e o Diretor de Obras, são conhecidos por sua participação ativa na Maçonaria.
A expectativa natural de parte da comunidade era simples: que homens ligados a uma instituição historicamente associada a valores como fraternidade, justiça, retidão moral e respeito às leis conduzissem a administração municipal com base nesses mesmos princípios.
O que servidores municipais relatam, no entanto, aponta em direção oposta.
Nos corredores da prefeitura e em diversos setores da administração, cresce o número de relatos de perseguição administrativa contra servidores concursados, pressão psicológica, remoções sem justificativa técnica e um ambiente de trabalho marcado pelo medo e pela insegurança funcional.
Para quem conhece minimamente a simbologia maçônica, a contradição chama atenção.
Na tradição da Ordem, o esquadro representa a retidão moral, enquanto o compasso simboliza o equilíbrio e o limite das ações humanas. São instrumentos simbólicos utilizados para lembrar que o poder deve ser exercido com prudência e justiça.
Na prática administrativa observada em Laranjeiras do Sul, porém, essas ferramentas parecem ter sido substituídas por métodos que lembram mais intimidação e controle político do funcionalismo.
Servidores relatam que decisões administrativas vêm sendo utilizadas como instrumentos de pressão. Setores estratégicos sofreram mudanças abruptas, profissionais experientes foram afastados de suas funções técnicas e procedimentos internos passaram a ser conduzidos de maneira pouco transparente.
Em vez de transformar a chamada “pedra bruta” da administração pública por meio do trabalho coletivo e da meritocracia, como ensina a tradição maçônica, a atual gestão estaria utilizando o poder institucional para desgastar e silenciar servidores que simplesmente cumprem suas atribuições legais.
A ironia é inevitável.
A Maçonaria sempre se apresentou como uma ordem formada por “homens livres e de bons costumes” e sempre se colocou e se coloca a disposição da nossa comunidade, comprometidos com a construção de uma sociedade mais justa. Por isso mesmo, integrantes da própria comunidade maçônica da região começam a observar com desconforto a forma como a administração municipal tem conduzido sua relação com o funcionalismo e com membros da comunidade.
Nos bastidores políticos de Laranjeiras do Sul e da região da Cantuquiriguaçu, a pergunta começa a circular com mais frequência:
é esse o exemplo de conduta que irmãos da Ordem desejam associar ao avental que vestem?
A preocupação não é apenas política. Ela também é institucional.
Quando agentes públicos que ocupam cargos de alto escalão passam a ser associados a práticas de perseguição administrativa, o desgaste não atinge apenas a prefeitura, ele respinga na imagem de instituições das quais esses agentes fazem parte.
Diante desse cenário, cresce a expectativa de que as próprias Lojas Maçônicas da região se manifestem, avaliando se a conduta de seus membros está compatível com os princípios morais que a Ordem afirma defender.
Paralelamente, juristas ouvidos pela reportagem apontam que denúncias de assédio institucional e perseguição funcional podem configurar irregularidades administrativas, cabendo acompanhar eventuais representações formais que venham a ser apresentadas.
Em uma cidade do porte de Laranjeiras do Sul, onde todos se conhecem e as instituições convivem lado a lado, a pergunta permanece ecoando como um martelo simbólico batendo na pedra:
As ferramentas do poder público estão sendo usadas para construir a cidade… ou para intimidar quem deveria apenas servir à população?
Enquanto o silêncio permanece entre as colunas, a sociedade observa. E cobra respostas.

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