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segunda-feira, março 30, 2026

A “vina” de luxo que virou indigestão em Laranjeiras do Sul


 A “vina” de luxo que virou indigestão em Laranjeiras do Sul

Por Cesar Minotto – Olho Aberto Paraná

Tem governo que parece picanha no discurso, mas na prática entrega vina requentada. E o de Jaison Estagiário Mendes, convenhamos, já está mais para aquela salsicha de procedência duvidosa do mercado da esquina: bem embalada, cheia de propaganda… mas quando você morde, descobre do que realmente é feita.

Por fora, até que engana. Foto bonita, vídeo bem editado, promessa pra todo lado. A cidade do Instagram é limpa, organizada, quase um cartão-postal. Só que basta sair da tela do celular e dar uma volta na rua pra ver a realidade: buraco que vira cratera, sujeira acumulada e aquele meio-fio esquecido que parece nunca ter visto uma lata de tinta. A maquiagem é boa, o problema é que não resiste ao primeiro contato com a vida real.

E aí vem a pergunta: do que é feita essa “vina administrativa”?

Porque, como todo mundo sabe, salsicha não nasce de corte nobre. É resto, sobra, aquilo que ninguém quis. E a cidade começa a parecer exatamente isso: o resultado de um governo que entrega o mínimo, quando entrega, e ainda quer aplauso. Falta manutenção básica, falta cuidado, falta zelo. E sobra discurso.

Mas o pior nem sempre está do lado de fora.

Tem ingrediente aí dentro que já passou do ponto faz tempo. A relação com servidores públicos virou um campo minado. Professor sem valorização, plano de carreira travado, gente trabalhando sob pressão. É o tipo de coisa que não aparece na propaganda, mas corrói por dentro. Administração nenhuma funciona bem quando quem segura a máquina está sendo tratado como problema, e não como parte da solução.

E pra segurar essa “vina” com cara de produto premium, entra o quê? Conservante. E dos caros.

Nunca se viu gastar tanto com diária, com cargo comissionado, com estrutura paralela pra manter a engrenagem girando, ou pelo menos parecer que está girando. É dinheiro que escorre fácil quando o assunto é sustentar o sistema, mas some quando a conversa é resolver problema de verdade.

No fim das contas, quem consome essa história toda é o povo.

E aí não tem filtro de rede social que resolva. A conta chega em forma de cidade largada, serviço que não funciona e uma sensação constante de que dava pra ser muito melhor. Dá aquela conhecida dor de barriga, não da comida, mas da indignação mesmo.

Porque o problema nunca foi a vina.

O problema é querer vender como qualidade aquilo que claramente é resto bem embalado.

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