sábado, fevereiro 07, 2026

SERVIÇO DO ESTAGIÁRIO DO VIOLA... INSTALADA USINA DE ENERGIA SOLAR.. MAS HÁ MESES NÃO ESTÁ LIGADA.

 



LARANJEIRAS DO SUL

Perguntar não ofende… ou ofende? 

Energia solar, Lago I e as perguntas que Laranjeiras do Sul merece ver respondidas

Em Laranjeiras do Sul, a regra parece ser simples: quando a obra aparece, a dúvida aparece junto. E, neste caso específico, ela veio em forma de placas solares — instaladas no Lago I — que, além de dividirem opiniões pela estética questionável, agora levantam questionamentos técnicos e administrativos que merecem explicação pública, transparente e documentada.

A pergunta inicial é direta: por que o sistema fotovoltaico foi instalado no Lago I, se, segundo informações técnicas que circulavam anteriormente (projeto da gestao anterior), a estrutura estaria prevista para o terreno ao lado do Laranjão?

A escolha do local não é apenas uma decisão estética. Em projetos de energia solar, fatores como incidência solar, facilidade de manutenção, segurança elétrica, custo de infraestrutura e integração com a rede são determinantes. Quando o local muda, o projeto precisa mudar junto — e isso precisa ser explicado.

A pergunta técnica que ninguém respondeu ainda
Outro ponto que levanta sobrancelhas: o sistema possui inversor instalado e em funcionamento?

Sem inversor, energia solar simplesmente não entra na rede elétrica utilizável. O inversor é o “coração” do sistema fotovoltaico. Sem ele, placas são apenas placas tomando sol.

A dúvida que fica é objetiva:

O sistema está completo?
Está conectado?
Está homologado?
Está gerando energia de fato?
Porque existe uma diferença gigantesca entre instalar placas e entregar um sistema funcionando.

E a pergunta que mexe no bolso público

Se o sistema foi executado conforme determina a engenharia elétrica — com todos os componentes instalados, testados e entregues — então existe outra informação que deveria ser pública:

Quanto de energia está sendo gerado?

Quanto está sendo economizado na conta de energia dos prédios públicos?

Existe relatório de geração?

Existe medição homologada junto à concessionária?

Energia solar não é discurso. É número. E número é fácil de mostrar quando existe.

Transparência não é favor, é obrigação

E aqui entra a pergunta que, dizem, “não ofende” — mas aparentemente incomoda:

Qual empresa forneceu o inversor do sistema?

Porque em obras públicas, cadeia de fornecimento é informação pública.
Fornecedor, contrato, especificação técnica, entrega e garantia — tudo isso precisa estar documentado e disponível.

Gestão pública não é teste, é responsabilidade

Laranjeiras do Sul não pode ser laboratório de improviso administrativo. Energia solar é tecnologia consolidada, com norma técnica clara, procedimento de instalação definido e exigências de homologação rigorosas.

Se tudo foi feito corretamente, ótimo — basta mostrar.
Se não foi, aí o problema não é de quem pergunta.

No fim das contas

Perguntar não deveria ofender.

Mas, historicamente, costuma incomodar quem prefere silêncio à transparência.

E aqui vai o resumo que o cidadão quer saber:

Onde deveria ter sido instalado e por quê mudou?
O sistema está completo e operando?
Está gerando quanto?
Está economizando quanto?
Quem forneceu o inversor?

Simples. Direto. Objetivo.

Porque dinheiro público exige resposta pública.
E, no jornalismo investigativo, a regra é velha, mas segue válida:

Quem não deve, não teme pergunta.

Por Cesar Minotto – Especial deste sábado para o Blog Olho Aberto Paraná


Nenhum comentário: