É constrangedor.
R$ 2,5 milhões em festa.
Mais de R$ 650 mil em rodeio.
E a “grande entrega” para o interior é uma ponte de madeira.
Madeira.
Milhões para três dias de palco.
Madeira para quem precisa atravessar todo dia.
Isso não é falta de recurso — é escolha escancarada por espetáculo em vez de estrutura. É preferir aplauso imediato a obra que dure décadas.
E ainda há comemoração, vídeo, pose de conquista. Conquista de quê? De fazer o mínimo e vender como máximo?
Mais preocupante é ver gente batendo palma.
Aplauso para festa milionária enquanto se aceita ponte provisória é aceitar que marketing valha mais que segurança e planejamento.
Dinheiro público não é para vaidade política nem para produzir euforia passageira.
É para construir o que permaneça.
Quando o show é milionário e a ponte é de madeira, a prioridade fica evidente — e é difícil não chamar isso de vergonha.

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