quarta-feira, janeiro 21, 2026

Jaison Mendes : 1 ano e 21 dias de estagiario do prefeito sem voto em Laranjeiras do Sul “FUI TRAÍDO, MAS A CULPA É DO SOFÁ: VOU QUEIMÁ-LO” UM ANO DE MANDATO DO ESTAGIÁRIO DO VALMIR VIOLA

Jaison Mendes : 1 ano e 21 dias de estágiario do prefeito sem voto em Laranjeiras do Sul

“FUI TRAÍDO, MAS A CULPA É DO SOFÁ: VOU QUEIMÁ-LO”
UM ANO DE MANDATO DO ESTAGIÁRIO DO VALMIR VIOLA

Um ano de governo. Isso mesmo. Doze meses e alguns dias no comando do Executivo municipal. Tempo suficiente para errar, corrigir, aprender e, ao menos, entregar algo concreto.

Mas, em Laranjeiras do Sul, passado esse período, a principal obra do prefeito continua sendo… o próprio perfil nas redes sociais.

O atual chefe do Executivo — conhecido nos bastidores como o Estagiário do Secretário de Administração Valmir Viola — insiste em dizer, por meio de seus blogueiros oficiais pagos pelo município, que não governa porque herdou problemas. A desculpa oficial é repetida à exaustão: a suposta “força do ex-prefeito” ainda comandaria os bastidores da atual gestão. Curioso. Mesmo afastado da vida pública há mais de um ano, Berto Silva parece governar mais no primeiro ano do mandato de Jaison Mendes do que o próprio prefeito.
Na prática, o prefeito não governa. Posta. Posta. Posta. E culpa o passado.
As ações relevantes não aparecem em relatórios, nem em portais oficiais, muito menos em planos de governo. Aparecem nos stories. Nos reels. Nos sorrisos ensaiados. Informação pública virou conteúdo. Gestão virou engajamento. Transparência virou curtida.

E obra? Nenhuma. Não concluiu. Não iniciou.Não levantou um único tijolo que possa ser chamado de marca do governo.

E aí fica fácil: criticar quem fez. Se a obra deu problema, deve-se cobrar mesmo. Mas a pergunta é inevitável: vai cobrar quem?

Porque, segundo vazamentos do fortíssimo gabinete, a obra do Lago Dois envolve parceiro político da atual gestão. A ART tem assinatura conhecida. Vai cobrar esse engenheiro? Ou vamos passar mais um ano culpando o ex-prefeito e encobrindo a própria incapacidade administrativa?

Enquanto isso, há uma especialização em andamento. O prefeito parece ter encontrado sua verdadeira vocação: a gaita. Ao longo do mandato, evoluiu pouco como gestor, mas muito como músico. Se seguir assim, terminará o governo com um diploma informal em “Gaitologia Pública Aplicada”, enquanto a cidade segue completamente desafinada.

E quando não há nada para mostrar da gestão, entram em cena os blogueiros oficiais. Pagos. Bem pagos. Sem obras. Sem projetos. Sem desenvolvimento. Sem uma única ação relevante no esporte, na infraestrutura ou em qualquer pasta que já foi estratégica em gestões anteriores.

O que sobra? Caçar o ex-prefeito.

Porque, afinal, para ser criticado, alguém precisa ter feito algo. E é exatamente isso que incomoda. As obras e entregas do passado viraram o principal combustível da comunicação atual. Não por mérito. Mas por absoluta falta de conteúdo próprio.

Secretarias que antes eram motor de políticas públicas hoje servem apenas como escada política para secretários apagados, cuja trajetória pessoal não resiste à luz do dia. O esporte virou figurante. Outras áreas seguem o mesmo roteiro: discurso, postagem e esquecimento.

Já a Secretaria de Comunicação deixa dúvida: é informe institucional ou encarte do Magazine Luiza?

O prefeito, então, repete o mantra: Não é incapacidade. É herança. Não é omissão. É sabotagem do passado. Não é falta de gestão. É culpa do sofá.Daí o título que resume este primeiro ano de mandato: “Fui traído, mas a culpa é do sofá: vou queimá-lo.”

O Estagiário acreditou — ou fingiu acreditar — que a equipe colocada à frente da gestão era capaz. Um ano depois, ficou provado para toda a população: são capazes, sim — de acumular diárias. Viajaram mais do que sentaram nas cadeiras. Buscaram não se sabe o quê. Fizeram não se sabe o quê. Não respondem nem aos vereadores; imagina ao suposto chefe.

Para defender a equipe, a solução foi simples: a culpa é do sofá. Queime-o.
Porque, hoje, quem vocês acusam de não ter feito bem suas obras é justamente o único que deixou algo, ao menos para vocês terem do que reclamar. Vocês foram eleitos para fazer diferente. E fizeram mesmo. Tão diferente que não fizeram nada.

Só que a cidade não é móvel velho. E prefeitura não é cenário de desculpas. Um ano se passou.

A adolescência política já deveria ter ficado para trás. Mas o Estagiário do Valmir Viola segue testando poses, ensaiando falas e afinando a gaita. Tão fã do ex-prefeito que agora até academia virou pauta — fã que virou hater.

Porque administrar exige mais do que palco. Mais do que música. Mais do que culpar quem veio antes. Exige maturidade. Planejamento. Gestão.
E isso, até agora, não apareceu nem nos stories.

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