EM TERRA DE CALADOS, ATÉ MEIA PALAVRA VIRA VERDADE
CADÊ VOCÊ, BERTO? O SILÊNCIO QUE ECOA EM LARANJEIRAS DO SUL
Em uma cidade acostumada ao embate político, ao contraditório e à resposta imediata, o silêncio passou a ser ensurdecedor. Onde está Berto Silva? Onde se esconde o ex-prefeito de Laranjeiras do Sul que nunca se esquivou de uma pergunta, nunca fugiu de um comentário crítico — nem mesmo dos meus?
O Berto que conhecemos sempre respondeu. No Facebook, no Instagram, na imprensa, na rua. Goste-se ou não dele, jamais foi omisso. Agora, desapareceu do debate público. Não rebate, não esclarece, não confronta. E quando quem sempre falou se cala, o silêncio vira notícia.
Enquanto isso, quem fala — e fala muito — é a população. Basta abrir as redes sociais para sentir o termômetro da cidade: indignação, críticas e descontentamento dominam os comentários. Um levantamento informal, feito a partir de publicações públicas no Facebook e Instagram, mostra que mais de 70% das interações recentes em páginas locais têm tom negativo, especialmente sobre gestão, serviços públicos e ausência de diálogo.
Há ainda outro elemento que chama atenção: uma verdadeira milícia digital, bancada com dinheiro público, que atua para intimidar críticos, inflar elogios artificiais e atacar qualquer cidadão que ouse questionar a administração. Perfis falsos, comentários coordenados e tentativas claras de silenciamento. Democracia seletiva não é democracia.
“BERTO SILVA SHOW”: EU LEMBRO. E VOCÊ?
Berto Silva construiu sua trajetória com presença. Era impossível ignorá-lo. Hoje, a ausência grita. E essa ausência se soma a um Legislativo que parece ter decretado um ano sabático coletivo.
Na Câmara Municipal, alguns vereadores se especializaram em defender o indefensável. Outros escolheram o silêncio estratégico — aquele que não resolve nada, mas evita desgaste político. Fiscalizar? Questionar? Confrontar? Poucos. Muito poucos.
E a oposição, onde está? Vai se apresentar? Vai apoiar a população que já se levantou? Vai se colocar para melhorar a vida das pessoas ou seguirá assistindo de camarote enquanto o desgaste cresce?
O vácuo político é evidente. E vácuos sempre são ocupados — a pergunta é por quem.
Já ouvi, inclusive, a tentativa rasteira de me rotular como “opositor pago”. Se fosse por falta de tentarem me comprar, talvez essa narrativa colasse. Mas minha divergência com a atual administração não é financeira. É moral. É política. É pessoal quando ultrapassa o limite e atinge minha família. Quando mexem com esposa, filhos e laços familiares, não existe dinheiro que compre silêncio.
No centro desse cenário está o atual prefeito, conhecido como o “Piá da Getel”, apelidado — com ironia popular — de “Estagiário do Valmir Viola”. Ironia porque ninguém desconhece a capacidade técnica, intelectual e de articulação de Valmir Viola, construída ao longo de anos no serviço público, ainda que majoritariamente em cargos comissionados, conforme registros do CAGED (o espaço segue aberto para quem quiser comprovar vínculos formais).
A comparação não é gratuita. É o retrato de uma gestão sem protagonismo, que governa à sombra de terceiros.
Recentemente, após aderir às trends e postar Laranjeiras do Sul em versão Simpsons, o “Estagiário” deixou claro que não quer mais o apelido. Pelo visto, prefere “Homer Mendes”, nos deu mais uma piada pronta. Faz sentido. Falta pouco — alguns dias e alguns fios de cabelo.
Fontes oficiais do Executivo repetem, nos bastidores, o mantra clássico: “os projetos estão em andamento” e “os resultados virão com o tempo”. O problema é simples: a população vive no presente. E no presente faltam respostas, liderança e comunicação.
“HOMER MENDES” MORA EM SPRINGFIELD DO SUL
Laranjeiras do Sul não está silenciosa. Está inquieta. Quem se cala são aqueles que deveriam falar. O sumiço de Berto Silva levanta dúvidas. A inércia dos vereadores incomoda. A ausência de uma oposição firme preocupa.
A população quer embates que façam a cidade avançar. Quer crítica construtiva, fiscalização real, cobrança constante. Quer ruas transitáveis, bairros iluminados, esporte para todos – realmente para todos, salários dignos e serviços que funcionem. Não somos contra um prefeito. Somos contra um grupo de parasitas que ocupa cargos, consome diárias e ignora a população.
E fica a pergunta que não quer calar:
Até quando você vai se calar, Berto Silva?
Até quando?
Por Minotto
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