O governo paraguaio reafirmou sobre a reabertura, na quarta-feira (14), e divulgou protocolo rigoroso sanitário para a travessia de moradores pela ponte. A liberação também foi publicada no Diário Oficial do governo brasileiro, na noite de quarta, mas sem muitas restrições.
Nesta quinta-feira, o Ministério das Relações Exteriores publicou um comunicado no qual afirma que ambos os países adotarão protocolos sanitários para evitar a propagação da Covid-19 e que a decisão visa a recuperação econômica da região fronteiriça.
De acordo com o ministério, os dois países concordam quanto a importância de retomar as atividades.
"Coincidiram, ainda, na importância da reativação do comércio fronteiriço, especialmente para a preservação de postos de trabalho, e recordaram igualmente o recente entendimento que cria centros logísticos de comércio fronteiriço nas fronteiras de cada país e estabelece procedimentos para a entrega, nesses locais, de compra realizadas por meio de comércio eletrônico", diz trecho do comunicado.
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Pela liberação do governo paraguaio, nos primeiros 15 dias, apenas veículos poderão entrar no país, das 5h às 14h, com retorno até a 0h.
O governo brasileiro autorizou a entrada de estrangeiros no país e também o sentido inverso, mas sem a definição exata sobre veículos ou pedestres. No decreto brasileiro, também não há definição sobre o horário de entrada na ponte.
A portaria do governo brasileiro, de 2 de outubro, já permitia a circulação entre municípios da fronteira, como Foz do Iguaçu e Cidade do Leste, que são cidades gêmeas, mas apenas se o país vizinho fizesse o mesmo, por meio do princípio da reciprocidade.
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A travessia por Pedro Juan Caballero fica aberta das 9h às 22h, e em Salto del Guairá funciona das 6h às 21h, segundo o governo paraguaio.
Relembre
As fronteiras do Paraguai estão fechadas desde o fim de março. À época, os paraguaios que tentavam voltar para o país foram barrados e depois tiveram que ficar em isolamento.
Em maio, o país começou a flexibilizar a quarentena, mas em Cidade do Leste, com mais de 60 mil desempregados, a pressão foi grande para liberar a passagem pela fronteira. Em julho, houve protesto e vandalismo para a reabertura.
Desde então, a ideia de liberar a fronteira ganhou força, por isso, na quarta-feira (14), o Paraguai divulgou protocolo sanitário afirmando a reabertura.
Plano de contingência
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A Prefeitura de Foz do Iguaçu solicitou, na terça-feira (13), recursos ao Ministério da Saúde diante da possibilidade de reabertura da Ponte Internacional da Amizade. O documento também foi apresentado ao governo do Paraná, um dia depois.
A proposta do município pede a ampliação de 70 leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), pois a prefeitura espera que brasileiros e paraguaios, que estão no país vizinho, busquem atendimento médico em Foz do Iguaçu após a liberação da fronteira, segundo o vice-prefeito, Nilton Bobato (MDB).
O plano de contingência apresentado foi formulado pelo comitê do município, que estuda as futuras demandas na área da saúde com maior número de pessoas na cidade após a reabertura da ponte.
A proposta do município ao Ministério da Saúde prevê as ampliações do pronto atendimento e do serviço de triagem de pacientes com a Covid-19, além da implantação de uma unidade móvel de saúde do lado brasileiro da Ponte da Amizade.
Recursos para serviços de assistência social também foram solicitados no plano. Ao todo, o investimento com as demandas seria de mais de R$ 40 milhões.
A prefeitura informou que, até a publicação desta reportagem, aguardava a resposta do Ministério da Saúde sobre o plano de contingência.
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Foz do Iguaçu
Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, até quarta-feira, Foz do Iguaçu registrou 7.926 casos confirmados do novo coronavírus e 121 mortes pela Covid-19.
A cidade tem 196 casos ativos da doença, sendo que entre esses pacientes 74 estão internados e 122 em isolamento domiciliar.
Segundo a prefeitura, até o momento, Foz do Iguaçu conta com 75 leitos de UTI para pacientes com a Covid-19.
Cidade do Leste
Segundo o Hospital Regional de Cidade do Leste, até quarta-feira, o município tinha registrado 4.300 casos confirmados do novo coronavírus e 174 mortes pela Covid-19.
O diretor do hospital afirmou que, desde o início da pandemia, as estruturas de saúde foram ampliadas. A unidade hospitalar da cidade conta com 42 leitos de UTI, com taxa de ocupação em 40%.
O estado de Alto Paraná tem 819 mil habitantes e conta com 83 leitos de UTI. Desses moradores, 305 mil vivem em Cidade do Leste, que é a capital do departamento.
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