terça-feira, fevereiro 06, 2018

Richa diz que com 200 prisões por dia, Paraná não consegue zerar conta de presos em delegacias

O aumento no número de prisões e o atraso nas obras de construção de penitenciárias e de centros de triagem têm dificultado que o estado zere a conta de presos em delegacias, disse o governador Beto Richa nesta terça-feira (6), em Cascavel, no oeste, durante a visita ao Show Rural.

“Nós já tiramos mais de 7 mil desta condição. Temos hoje 10 mil custodiados em delegacias e cadeias públicas. No ano passado nós tivemos uma média diária de 200 prisões. Era 160, foi pra 200. Prendemos mais e tem que colocar em algum lugar. Esperamos a conclusão destas obras para dar conta de zerar essa situação de algumas delegacias lotadas ainda”, comentou Richa.

Com cadeias e delegacias superlotadas, aumentam os riscos de fugas e rebeliões. Conforme os dados da Associação dos delegados de Polícia do Estado do Paraná (Adepol-PR), desde o início do ano, 50 presos fugiram.

Os últimos dois casos foram registrados na segunda-feira (5), quando seis detentos conseguiram escapar da cadeia de Piraquara, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC) e três de Terra Rica, no noroeste do estado.

Ainda na segunda-feira, 42 presos da delegacia de Palotina, no oeste, foram transferidos depois de uma tentativa de fuga. No fim da tarde, a Justiça acatou o pedido do Ministério Público Estadual (MP-PR) para a interdição da cadeia, o que vinha sendo feito desde 2016.

“A solução a curto prazo são os centros de triagem, as tornozeleiras eletrônicas e apressar as obras nas penitenciárias para ter um lugar para colocar essas pessoas ”, reforçou o governador ao declarar que a próxima unidade a ser inaugurada é a Penitenciária Estadual de Campo Mourão.

De acordo com o Departamento Penitenciário (Depen-PR), atualmente são 14 obras de construção e ampliação de unidades prisionais do estado que irão gerar cerca de 7 mil novas vagas. A instalação de celas modulares, completa, devem abrir 684 novas vagas no sistema carcerário estadual.

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