
As eleições gerais de 2018 que vão escolher os próximos presidente da República, governadores, senadores, deputados federais e estaduais será marcada pela volta do voto impresso. A “novidade” foi incluída na minirreforma eleitoral aprovada pelo Congresso em 2015 pelo Congresso e vetada pela então presidente Dilma Rousseff (PT), mas o veto foi derrubado pelos parlamentares. Os defensores da exigência alegam que ela garante que o resultado das eleições seja auditado, o que é inviável no sistema atual, enquanto que os críticos apontam que ela é dispendiosa e ineficiente, trazendo mais problemas do que vantagens.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) já está trabalhando para implementar a mudança. As urnas eletrônicas passarão a contar com impressoras, para registrar em papel o voto, que poderá ser visualizado por meio de um visor e cairá diretamente numa urna inviolável, que estará acoplada ao equipamento. Caso a impressão não corresponda ao voto digitado, o mesário deverá ser avisado. A estimativa de custo do TSE é de R$ 1,8 bilhão.
Será necessário, por exemplo, comprar 833.036 impressoras - uma para cada urna - de um modelo cujo tamanho é semelhante ao que é usado para emitir notas fiscais. A quantidade inclui também a aquisição de mais urnas eletrônicas – atualmente existem 451 mil –, já que, segundo tribunal, seria necessário abrir mais locais de votação para compensar o tempo maior previsto para cada voto e assim evitar atrasos.
O eleitor não poderá tocar ou levar consigo o voto impresso, nem trazê-lo pronto de casa para depositá-lo na urna, que não terá qualquer acesso externo. Os votos impressos só serão considerados como subsídio de uma eventual auditoria a ser realizada em um urna em particular.
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