
Com a greve dos professores da rede estadual de ensino marcada para 15 de março, o governo do Paraná ganhou um mês para tentar evitar que as paralisações interrompam as aulas das 2,1 mil escolas do estado. Esta seria a quarta greve na educação pública do estado em quatro anos.
O período será usado para tentar convencer a APP Sindicato, que representa os professores, de que as reivindicações exigidas são inegociáveis neste início de ano. A entidade, porém, estará mobilizada para convencer a comunidade e lideranças dos colégios de que sua pauta é válida.
As principais reivindicações dos professores têm relação com um pacote de medidas adotadas pelo governo no início do ano. A primeira delas diz respeito à hora-atividade. O governo diminuiu em duas horas o período semanal usado para corrigir provas e preparar aulas.
Também mudou o sistema de distribuição de aulas extraordinárias, priorizando professores com alta frequência nos últimos cinco anos. Isso prejudica servidores que se afastaram por motivo de doença ou para cursos de aperfeiçoamento. Por fim, o governo adiou – sem definição de nova data – o reajuste salarial prometido para os servidores, para recompor a inflação de 2016.
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