quarta-feira, agosto 17, 2016

Venda fatiada da Copel e Sanepar, diz Requião Filho

A autorização para que o governo estadual venda ações da Copel e da Sanepar, prevista no “pacotaço” de ajuste fiscal enviado ontem à Assembleia Legislativa, foi criticada pelos deputados da oposição na sessão desta terça-feira (16). O Projeto de Lei enviado pelo governo estadual tem 153 artigos e contempla mais de 20 temas diversos sem qualquer afinidade entre si.
Entre as propostas está a autorização para a venda de ações da Copel e da Sanepar, desde que assegurada a manutenção do controle acionário pelo Estado, e a revogação de dispositivo que determina que o governo deve deter, no mínimo, 60% das ações ordinárias (com direito a voto) da Sanepar.

O Estado possui atualmente 51,38% das ações totais da Sanepar e, em caso de venda, passará a ficar com apenas 24,83%, uma redução de 26,55%. Ao mesmo tempo, o governo é dono de 31% das ações totais da Copel. Em caso de venda, passará a ter somente 26,5%, uma redução de 4,5%. Com a provável venda, o Paraná deixará de receber parte dos dividendos das estatais.

Considerando os preços atuais das ações, as vendas poderão resultar em receita de cerca de R$ 1 bilhão aos cofres públicos.

“Estão gradualmente vendendo a Copel e a Sanepar sem que a população se dê conta disso”, denunciou o deputado Requião Filho (PMDB), líder da oposição. “Querem a venda das ações e dos ativos imobiliários para cobrir o rombo de um governo perdulário, que gasta mais do que arrecada. O Paraná tem um governo ruim, atrapalhado e desastrado, preocupado apenas em chegar em 2017 em ritmo eleitoreiro”, afirmou.

Nenhum comentário: