
O chefe da Casa Civil do governo Beto Richa (PSDB), Valdir Rossoni (PSDB), confirma que o Executivo não deve pagar nas datas previstas em lei os reajustes do funcionalismo paranaense. A reposição da inflação foi garantida em negociação para encerrar a greve de 2015 e foi colocada em lei pela Assembleia Legislativa. No entanto, a avaliação do governo agora é que não há recursos para cumprir o que foi acertado.
“A situação é a seguinte. As duas questões que nós temos com os servidores públicos não cabem no orçamento de 2017. Temos um passivo de progressões, avanços e promoções em várias categorias, que temos de pagar a partir de janeiro. Não tem alternativa. Não tem como pagar isso junto o aumento salarial”, disse Rossoni ao blog Caixa Zero, por telefone.
Rossoni diz que o governo está “discutindo como proceder, qual é a melhor alternativa”. “Há uma determinação do governo para encontrarmos uma solução para quitarmos esses compromissos”, diz o secretário, admitindo que não há como pagar tudo nas datas previstas. O cálculo do funcionalismo é de só para os professores a dívida de progressões, promoções e avanços passa de R$ 552 milhões.
Os sindicatos das categorias do funcionalismo já anunciaram que não pretendem deixar que o governo mude o que está previsto sem resistir. “A categoria está disposta a fazer a luta. Se for necessário, retomaremos a greve”, afirma Marlei Fernandes, coordenadora do Fórum dos Servidores. Os professores estão em estado de greve desde o ano passado, quando houve a maior paralisação da história do Paraná
Caixa Zero - Rogerio Galindo
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