A eleição deste ano – a primeira após a reforma eleitoral – servirá de “laboratório”. A afirmação é do procurador de Justiça Armando Antonio Sobreiro Neto e foi feita durante o lançamento do site do Ministério Publico (MP-PR) voltado para as votações de outubro.
Na ocasião, o procurador também fez criticas às mudanças aprovadas no ano passado. Segundo ele, a redução do tempo de campanha, por exemplo, de 90 para 45 dias, é um problema, pois os candidatos que já possuem mandato acabam sendo beneficiados, dificultando o surgimento de novas lideranças.
“Os que já têm mandato, têm a publicação de seus atos parlamentares, por exemplo. Os prefeitos estão em exposição, os parlamentares estão em exposição. Contam com verba pública para isso, com assessoria paga com dinheiro público para isso. É claro que não estamos criticando a exposição de um bom trabalho, porque aquele que fez um bom trabalho, é justo que ele receba o crédito e o apoio por isso”, afirma.
“O problema é que temos que avaliar que o tempo de propaganda quanto mais curto, mais dificuldades traz para que novas lideranças surjam, porque o eleitor não conhece quem está querendo ingressas na vida pública”, explica, lembrando que é nesse período de propaganda autorizada que as novas lideranças poderiam expor ideias.
O procurador acredita que há a possibilidade de outras mudanças serem feitas para 2018, quando serão eleitos presidente, governadores e deputados.
Site
Nesta sexta-feira (12), o Ministério Publico lançou o site com todas as informações sobre as eleições deste ano. No canal, eleitores e candidatos podem tirar duvidas sobre o processo eleitoral.

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