
O Campeão paralímpico sul-africano Oscar Pistorius foi condenado nesta quarta-feira, no julgamento da apelação, a seis anos de prisão pela morte da namorada, Reeva Steenkamp, assassinada com quatro tiros em fevereiro de 2013.
"A sentença imposta ao acusado pelo assassinato de Reeva Steenkamp é de seis anos de prisão", afirmou a juíza Thokozile Masipa na sala lotada do tribunal de Pretória.
Um dos advogados de Pistorius anunciou que o cliente não apelará da sentença.
A pena mínima por um assassinato na África do Sul é de 15 anos, o que foi solicitado pela promotoria. Mas a juíza enumerou uma série de fatores atenuantes, como o de que o acusado acreditou que atirava contra uma pessoa que havia invadido a sua casa em Pretória.
"As circunstâncias atenuantes se impõem aos fatores agravantes. Considero que há circunstâncias atenuantes que justificam não impor a pena mínima de 15 anos por assassinato", afirmou a magistrada.
Ao ouvir a sentença, Pistorius abraçou e beijou a irmã Aimée, que estava sentada atrás dele.
Imediatamente após o anúncio, o réu foi escoltado pelas forças de segurança para uma área isolada no subsolo do tribunal.
"Penso que é justa, dadas as circunstâncias", declarou à imprensa. A promotoria ainda tem a possibilidade de apelar da sentença, se considerar a pena muito leve.
De acordo com analistas entrevistados pela AFP, Pistorius poderá solicitar a libertação condicional depois de cumprir três anos de prisão, o que pode permitir sua saída da penitenciária em 2019.
O ex-atleta paralímpico sul-africano, de 29 anos e que não tem as duas pernas - disputava as competições com uma prótese em cada perna -, sempre afirmou que matou a namorada, a modelo Reeva Steenkamp, por engano.
De acordo com seu depoimento, na madrugada de 14 de fevereiro de 2013 ele ouviu um barulho estranho no banheiro de seu quarto, onde estava a namorada, e atirou quatro vezes através da porta, pensando que se tratava de um ladrão.
A versão não foi aceita pela promotoria, que voltou suas atenções para a intenção de matar por parte do acusado, independente da identidade da vítima.
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