Alessandro Meneghel foi preso novamente no fim da tarde desta sexta-feira (22).
Ele foi detido em casa, na Rua Treze de Maio, no Bairro Country, por agentes do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) de Cascavel.
O pecuarista é réu confesso pela morte do policial federal Alexandre Drummond Barbosa e cumpria prisão domiciliar. A justiça determinou o retornou dele ao sistema prisional hoje.
O mandado de prisão foi expedido pelo juizThiago Flôres Carvalho, do tribunal do Júri de Curitiba. A decisão foi tomada após o próprio Alessandro ter pedido autorização para ter duas residências, uma em Cascavel e outra em Toledo. O Ministério Público deu parecer contrário e pediu a decretação da prisão preventiva do acusado.
Meneghel cumpre prisão domiciliar e usa tornozeleira eletrônica. De acordo com a justiça ele foi beneficiado das medidas para acompanhar a mãe, já idosa e com problema sério de saúde.
O magistrado entendeu que "A residência do acusado, em Cascavel, onde, atual e necessariamente, reside em companhia da mãe, está, como acentuou a assistência de acusação, a cerca de 40 (quarenta) quilômetros da denominada Fazenda Chaparral, localizada em Toledo e que, também conforme aduziu a assistência de acusação, possui expressiva dimensão territorial.
Se tiver, portanto, que acudir a genitora em caso de emergência, terá que viajar, de carro, aproximadamente 1 (uma) hora. Igualmente, podendo morar em local diverso da senhora Maria Cecília - e ela deve residir, por recomendação médica, em lugar diferente de onde o acusado quer também permanecer -, não estará ao seu lado para, o que é fundamental, prestar-lhe quaisquer outros tipos de apoio. Dessa forma, o que se pretende não é usufruir de prisão domiciliar para auxiliar o tratamento da mãe. É, o que se verifica pelo teor do pedido em apreciação, adequá-la aos seus interesses, em burla evidente ao instituto da prisão preventiva e, neste caso, mais especificamente, aos contornos da ordem concedida no habeas corpus. "
Sendo assim, a justiça entendeu que não havia mais motivos para o benefício de prisão domiciliar, já que o mesmo tinha sido permitido para Meneghel cuidar da genitora.

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