Incra, Funai, secretário especial para Assuntos Fundiários, Hamilton Serighelli e agricultores da comunidade Boa Visto - Passo Liso se reuniram no Assentamento 8 de Junho, sem a presença da imprensa, para debater sobre o impasse com indígenas, na última terça-feira (16),
As informações que surgiram a partir disso seria um acordo em que os produtores aceitaram desistir da reintegração de posse e serem realocados em assentamentos, porém a advogada que defende a causa das famílias, Maressa Pavlak, esclareceu que nada do que foi divulgado é verdadeiro.
“Não é verdade que existem 53 famílias com intenção de negociar suas áreas. Elas somente tem intenção de voltar para suas residências, retomando a posse das áreas. As terras não são indígenas”, destacou.
Segundo ela, a Funai nunca moveu qualquer ação pelos proprietário que fosse a fim de retirá-los de lá. “As autoridades presentes vem de forma desesperada tentar fazer acordo com eventuais desalojados para tentar que estes entreguem suas terras àqueles que nunca tiveram direito sobre elas, indenizando por valores ínfimos na esperança de reassentarem em outros locais”, enfatizou Maressa.
Com isso, fica reafirmado que todas as famílias envolvidas seguem com o pedido de reintegração de posse e interdito proibitório pela Polícia Federal e não aceitarão negociações, como foi dito pelos representantes dos órgãos na reunião.
“Das 11 famílias que teriam feito acordo, apenas sete assinaram o termo, e estas não são legítimas proprietárias das áreas, ou seja, as supostas terras negociadas não estão em nome daquelas que negociaram as áreas. Estão em nome de irmãos, pais e parentes, não tendo eles legitimidade para negociar qualquer bem, pois não são os proprietários, não gerando validade ao termo de acordo”, explicou a advogada.
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