Trabalhadores aliciados no Paraguai e atraídos por falsa oferta de oportunidade no Paraná conseguiram indenização e o custeio para retornarem ao país de origem depois de um flagrante feito pelo Ministério Público do Trabalho.
No dia 25 de janeiro, o MPT flagrou 15 trabalhadores paraguaios em condições precárias no município do Alto Paraíso, noroeste do Paraná. Os estrangeiros, aliciados no Paraguai e atraídos por propostas de trabalho enganosas no setor de cultivo de mandioca, foram encontrados em imóveis que não apresentavam condições mínimas de estrutura e higiene, com colchões improvisados no chão, pouca comida e ausência de luz elétrica.
Ao Ministério Público, os trabalhadores relataram que foram para Alto Paraíso há oito dias e em seguida foram abandonados pelo aliciador. O Ministério Público denuncia que a prática configura tráfico de pessoas para fins de exploração no trabalho. A condição é prevista nos termos do Protocolo de Palermo da Organização das Nações Unidas, do ano 2000.
Após identificar um dos tomadores da mão de obra, o Ministério Público firmou um Termo de Ajuste de Conduta, em que garantiu a indenização por dano moral a cada um dos trabalhadores, além de o custeio do transporte até as cidades de origem, no país vizinho.
De acordo com o procurador do trabalho André Vinicius Melatti, que coordenou as operações, “O MPT trabalha inclusive na responsabilização de toda a cadeia produtiva que se utiliza da raiz da mandioca, desde o produtor rural até as indústrias que compram o produto, já que todos se beneficiam da precarização da mão de obra”.

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