Também foi expedido um mandado de prisão contra a irmã de Eduardo, VIviane Lopes de Souza, sob a mesma acusação. Viviane não foi localizada e está foragida. A prisão das duas suspeitas é preventiva, sem data de soltura.
A Justiça determinou, ainda, a suspensão do exercício de qualquer atividade pública dos acusados que, à época dos fatos, ocupavam cargos públicos.
DENÚNCIA ACEITA
A denúncia recebida, nesta sexta-feira, pela 9ª Vara Criminal de Curitiba, foi feita pelo Ministério Público, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), no início de janeiro.
Ao todo, 15 pessoas foram denunciadas por envolvimento no esquema de desvio de recursos destinados a obras em escolas, licitadas pela Secretaria Estadual de Educação, que é alvo da Operação Quadro Negro. O Gaeco relata, na ação penal, que empresários e servidores públicos atestavam falsamente que fases de diversos serviços estavam adiantadas para que a empresa recebesse valores indevidos do Estado.
Segundo o MP, o dono da construtora, familiares seus e outros denunciados ligados a ela, além de pagarem propina a um servidor, praticavam lavagem de ativos, adquirindo veículos de luxo, móveis e imóveis em nome de terceiros e também repassando dinheiro para contas de diferentes pessoas com o objetivo de esconder os valores desviados. A denúncia indica ainda que o empresário falsificou documentos, declarando haver concluído obras, para participar de licitação em outro órgão público.
Os fatos se estenderam de 2013 até pelo menos meados de julho de 2015, causando aos cofres públicos prejuízo estimado em R$ 20 milhões.
Foram denunciados empresários, familiares seus e “laranjas”, além de servidores públicos, entre outros réus. Com a denúncia aceita, todos passam a ser réus. Entre os crimes de que eles são acusados, estão a fraude em licitação, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

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