18 de jan. de 2016

Chuva atrapalha colheita, plantio e transporte de grãos no Paraná

                                    
O excesso de chuvas começa a preocupar no campo. Por causa da umidade, os produtores não podem colher os grães de soja, feijão e milho e tampouco iniciar o preparo para o plantio das próxima safra. Além disso, as estradas turais oferecem entraves para o escoamento da produção. Francisco Carlos Siminoni, chefe do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado de Abastecimento (Seab), ressalta que os produtores estão encontrando problemas para levar a produção até as cooperativas por causa da qualidade destas estradas.

Embora cada uma das culturas esteja em fases diferentes, o feijão que tem 40% da safra está suscetível a umidade, por estar em fase de floração e frutificação, é a que mais preocupa. “O Paraná é o maior produtor de feijão do País”, explica Siminoni. A produção da 1ª safra, cultivada em 180 nil hectares e estimada em 325 mil toneladas, vem praticamente toda da agricultura familiar, assim como a segunda safra, que já teve iniciada o plantio de 388 mil hectares e render 388 mil toneladas.

Simioni explica que o feijão, de todos os grãos citados, é o que apodrece mais facilmente, sendo impossível colher a leguminosa sobre chuva. Além disso, o grão molhado também não pode ser armazenado, pois começa a brotar, tornando-se impróprio para o consumo. Esse mesmo problema acontece com o soja e milho. “Se você colher o grão com um teor de umidade de 26%, por exemplo, será necessário que ele passe por um processo de secagem para ser estocado”, explica. O teor de umidade aceitável é de 12% a 13%. “E isso encarece o custo o armazenamento do produto”, diz.

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