Os bancários já cogitam a possibilidade de greve da categoria caso haja demissões em massa dos funcionários do HSBC. Isso porque, nesta semana, o Banco Central aprovou a compra da filial brasileira do banco britânico pelo Bradesco. O negócio, anunciado em agosto de 2015, foi fechado por R$ 5,186 bilhões, o que equivale a R$17,6 bilhões, após o HSBC divulgar a reestruturação global que previa a saída do Brasil e da Turquia.
E embora a conclusão da venda precise do aval do Cade, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica, e do cumprimento de formalidades legais, os desligamentos já podem começar a ocorrer. Quem explica é a coordenadora nacional da Comissão de Organização dos Empregados do HSBC e diretora sindical, Cristiane Zacarias.
O prazo para o Cade emitir um posicionamento formal termina em meados do mês de junho. Somente depois disso é que o Bradesco poderá iniciar formalmente o processo de incorporação da rede de agências, funcionários e clientes do HSBC.
Com a operação, o Bradesco deve encostar no maior concorrente, o Itaú Unibanco, que é hoje o maior banco privado do país, com ativos de R$ 1,200 trilhão de reais.
O HSBC chegou ao Brasil em 1997 com a compra do Bamerindus. A promessa, na época, era de acirrar a concorrência com os bancos brasileiros, mas no ano passado a instituição amargou um prejuízo de R$ 549 milhões de reais no país.

Nenhum comentário:
Postar um comentário