O prefeito de Monte Negro (RO), Júnior Miotto (PP), de 26 anos, teve os seus bens bloqueados pela Justiça após acusação de improbidade administrativa por gastos excessivos de dinheiro público, como na compra de bebidas alcoólicas e preservativos durante a realização de viagens a serviço da prefeitura. O Tribunal de Justiça de Rondônia (TJ-RO), determinou a devolução de R$ 133.873,80, que não teriam sido comprovados.
A decisão foi concedida após uma ação civil pública do Ministério Público de Rondônia (MP-RO) apontar suspeitas de atos de improbidade administrativa do prefeito para fim de enriquecimento ilícito e dano ao patrimônio público com recebimento indevido de diárias. O motorista e a chefe de gabinete também teriam participação no esquema.
De acordo com o MP-RO, a prestação de contas do dinheiro recebido para custear despesas em supostas viagens foram analisadas e foi encontrado notas fiscais com gastos em produtos de caráter privado, como consumo de bebidas alcoólicas, lanches e preservativos. A ação indica ainda idas excessivas para Porto Velho, onde residem os familiares de Júnior Miotto, e a outros municípios sob pretexto de reuniões.
Na ação, o MP-RO indica que em 2014 o prefeito recebeu 85 diárias para gastos com viagens, no valor de R$ 42.524,60, que não foram comprovados. No mesmo ano, Miotto chegou a ser afastado por 95 dias do cargo após ser cassado pela Câmara de Vereadores. No período de 270 dias, em que exerceu o mandado no ano, o MP-RO alega que ele esteve em deslocamento por 129 dias. G1

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