| Fábio Campana O ex-governador Orlando Pessuti diz que o PMDB é um organismo inteligente, capaz de discernir entre um projeto para tornar o partido mais forte e capaz de defender e ampliar as posições já conquistadas, e um plano personalista e de interesses suspeitos em seus vínculos com o pedágio, a candidatura de Requião. A candidatura de Requião é um gesto suicida que serve apenas ao Requião e seus sequazes. Seu apoio à coligação do PMDB com Beto Richa não é posição isolada. É uma decisão amadurecida com os companheiros da corrente majoritária no PMDB, a PMDB para todos, e não é inspirada em dissenção pessoal, mas na necessidade de fortalecer o PMDB. A liderança de Requião se desgastou muito nos últimos anos. Basta ver as últimas majoritárias que disputou. Venceu Osmar Dias por margem mínima de votos, menos de 1%. Quase não se elegeu para o Senado, perdeu para Gleisi Hoffmann e Gustavo Fruet em Curitiba. E isso graças à manobra de tirar Osmar Dias da disputa e com todo o PMDB a fazer um grande esforço para elegê-lo. Requião procurou sufocar todas as lideranças que surgiram no partido para ser, eternamente, a única opção para as disputas majoritárias. Isso o fortaleceu, mas enfraqueceu o partido e desqualificou o governo sob suas ordens. O último governo de Requião foi assaltado pelo pequeno grupo de sequazes que o cerca, feito de familiares e áulicos. O resultado foram as manchas de corrupção que arranharam fundo o PMDB do Paraná, com a Polícia Federal a invadir o apartamento de seu irmão para apreender uma grande quantia em dólares escondida no fundo falso de um guarda-roupa. Ou o escândalo das TVs laranjas, inusitada licitação que favoreceu o principal doador da campanha de Requião Pessuti acha que a aliança com o PSDB que será definida na convenção estadual da próxima sexta-feira, 20, em Curitiba. “Eu sempre disse que nós, do grupo PMDB para Todos, caminharíamos juntos. Chego à conclusão que o melhor caminho para o PMDB é o apoio à coligação com o governador Beto Richa e sendo assim, abro mão de disputar a indicação como candidato a governador para me somar à maioria do partido”, disse Pessuti. Além de Pessuti, apóiam a aliança com Beto Richa, os deputados Ademir Bier, Alexandre Curi, Artagão Junior, Caíto Quintana, Jonas Guimarães, Luiz Eduardo Cheida, Luiz Claudio Romanelli, Nereu Moura, Stephanes Junior, Teruo Kato, Waldyr Pugliesi, e o presidente estadual do PMDB, deputado Osmar Serraglio. Quintana, Serraglio, Pessuti e Artagão podem compor a vice na chapa tucana. Senado – Pessuti foi indicado pelos 11 deputados estaduais que apoiam a reeleição de Beto Richa para ser o candidato do PMDB ao Senado, numa candidatura avulsa. “De forma consistente, recebi a manifestação de todos os deputados do grupo PMDB para Todos para ser o candidato do partido ao Senado. Juntamente com meu grupo político, a minha família e os meus amigos, estamos analisando se tenho condições de fazer este enfrentamento”, afirmou. Para o deputado Luiz Claudio Romanelli, o apoio do ex-governador Orlando Pessuti garante a vitória da coligação na convenção do partido na sexta-feira. “A adesão do Pessuti é muito importante. O PMDB indicará o vice na chapa do Beto e queremos que o ex-governador Pessuti seja o nosso candidato ao Senado. Ele tem uma história política vinculada à defesa dos interesses do Estado. Queremos um senador do ‘sim’ porque estamos cansados dos senadores do não’. Pessuti é agregador, trabalhador e o melhor nome que temos para senador”, disse. Bancada – Pessuti ressaltou que sua decisão atende aos interesses do partido no Paraná e se contrapõe ao projeto personalista do senador Roberto Requião. “Desisto de apresentar a minha candidatura ao governo pelo PMDB porque a minha história política sempre foi pautada pelo interesse partidário”, disse Pessuti. “Procurei sempre servir ao partido. Nesse momento, é importante para o partido assegurar a candidatura à vice na chapa do governador Beto Richa e garantir uma grande bancada na Assembleia Legislativa e na Câmara dos Deputados”, completou. Vitória – Pessuti acredita que com a adesão de seu grupo, a coligação com o PSDB será vitoriosa na convenção. Pelos seus cálculos, a coligação terá 60% dos votos contra 40% do senador Roberto Requião. “Os deputados têm cerca de 30 a 35% dos votos, calculo que meu grupo reúne mais 25 a 30% dos votos. Essa união garantirá a derrota do projeto personalista de Requião, que não leva em conta o que é melhor para o partido, mas sim o interesse próprio”. Segundo Pessuti, Requião historicamente tem colocado seus interesses pessoais acima dos partidários. “Requião tem mais quatro anos de mandato. Mas não permite outra candidatura que não a dele próprio. Foi assim em 2010, quando impediu que eu fosse candidato ao governo e foi assim em várias outras oportunidades, quando impediu que o PMDB tivesse candidato próprio ao governo e levou o PMDB a apoiar candidatos de outros partidos”, disse. O ex-governador ressaltou ainda que em um ano e meio no comando do partido, o grupo PMDB para Todos conseguiu reestruturar a legenda no Estado. “Temos hoje 98% dos diretórios municipais legalizados e organizados. Voltamos a ter o fundo partidário. Quando estava sob o comando de Requião, o partido caiu de 150 prefeitos para 50, perdeu o fundo partidário e estava totalmente desestruturado. Estamos cuidando do partido, buscando alianças e a aliança mais viável é com Beto Richa”, disse. |
sexta-feira, junho 20, 2014
O PMDB é inteligente, não vai se submeter a um capricho de Requião, diz Orlando Pessuti
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