O objetivo do projeto é o repovoamento no Rio Iguaçu, através de uma parceria entre Tractebel Energia e o curso de Engenharia da Pesca da Unioeste de Toledo, fez uma ação de repovoamento no lago. Ao todo, já foram mais de 42 mil alevinos da espécie jundiá (bagre) que estão sendo soltos em diversos pontos do Lago Iguaçu.
Entre as autoridades ali presentes estiveram à prefeita Marinez Crotti, Vice-prefeito Jean dos Santos, vereadores, secretários municipais, professores, policia ambiental, representantes da Unioeste e Tractebel, também alguns moradores da região do lago, que soltaram juntos no ato os 2.560 peixes na região da Balsa de Porto Santana.
Leocir Scopel, gerente regional da Tractebel, resumiu o trabalho que está sendo feito. “Esse projeto é resultado de um estudo que começou em 2003, já em 2012, começou-se um novo estudo de criação de peixes para poder fazer o repovoamento. Muito se fala, mas temos que ver se conseguimos fazer isso. Você não tem estoques em algum lugar para poder trazer para cá e repovoar. Agora, já estamos colhendo alguns frutos. No ano passado, já soltamos 5 mil peixes em Salto Santiago e 5 mil aqui em Osório. Agora, já conseguimos 42 mil nesse lote e os peixes foram divididos nas duas usinas. Estamos muito satisfeitos com esse resultado”, completa.
Robbie Allan, professor da Unioeste e um dos idealizadores do projeto, explicou a importância daquele momento. É como se nós plantássemos uma nova árvore, E a gente está plantando, de novo, o peixe no Rio. “O projeto ainda está preocupado na construção de um banco genético, para a gente conservar esses peixes através do sêmen congelado. O projeto também busca não trazer peixes de outros lugares que podem causar um impacto ambiental aqui no reservatório. Isso tudo vai melhorar o rio e o ambiente de vocês”, concluiu o professor.
A prefeita Marinez Crotti parabenizou e fez elogios ao projeto e ainda colocou o governo municipal a disposição dos pesquisadores e diretores da Tractebel. “Só temos a agradecer a oportunidade de apoiar e poder contar com a Tractebel para buscar sempre alternativas para nosso lago do Iguaçu. Queremos mais, cada vez mais e podemos sim trabalhar juntos para ampliar nossos peixes no lago e estamos de braços e portas abertas do nosso governo municipal para o que precisar, contem com o nosso apoio”, finaliza.
Neste momento está sendo trabalhado cinco espécies mais críticas de peixes nativos do Rio Iguaçu, ou seja: duas espécies de jundiá, conhecida como bagre, o lambari do rabo vermelho, conhecido como lambarizão, o mandi pintado e o surubi do Iguaçu, que também são nativos do Rio Iguaçu e estavam em situação mais complicada.
O projeto, em essência, consiste na captura desses peixes, que são levados para Toledo, onde foi construído um laboratório específico na Unioeste e são produzidas as larvas desses peixes. Quando se chega ao tamanho desejado, uma parte fica com o produtor e outra vem para o repovoamento aqui no Rio Iguaçu.
Luiz Alcântara
Assessoria de comunicação



Nenhum comentário:
Postar um comentário