segunda-feira, maio 26, 2014

Escritório de Requião já custou R$ 972.9 mil

O escritório político de Roberto Requião (PMDB-PR) na rua Carlos Pioli em Curitiba se tornou o comitê eleitoral do senador na sua intenção de disputar pela quarta vez o Palácio do Iguaçu. Todas as despesas, inclusive os salários dos 21 funcionários do escritório, são pagas às expensas do erário e já custou R$ 972,9 mil aos paranaenses. 

Instalado desde fevereiro de 2011, o escritório de Requião dribla o ato nº 16/2009, da comissão diretora do Senado, que "autoriza os Senadores a manter escritório de apoio às atividades parlamentares". No seu artigo 2º, o ato diz: "no escritório de apoio, somente poderão ser mantidas ou desenvolvidas ações ligadas ao exercício do mandato de seu titular". O que Requião mais faz no seu escritório são atividades ligadas à sua pré-campanha na disputa do governo do Paraná.

Em despesas do escritório, ressarcidas pelo Senado, Requião já gastou R$ 292,9 mil em 40 meses: R$ 54,6 mil (em 2011), R$ 73,9 mil (2012), R$ 124,9 mil (2013) e R$ 39,3 mil nos primeiros quatro meses de 2014. Para funcionamento do escritório, Requião mantém 21 funcionários pagos pelo Senado e custam, em média, R$ 170 mil mensais (R$ 680 mil em salários nos 40 meses).

No escritório Requião, como sempre, pratica nepotismo, emprega uma sobrinho (Daniele de Mello e Silva) e agregados velhos e novos, como Cesar Setti (homem da comunicação da pré-campanha de Requião) e o ex-prefeito de Curitiba, Rafael Greca, também funcionário do Ippuc. Greca, que recebe R$ 7.062,45 mensais como assessor de Requião, não é visto no escritório e muito menos no Ippuc. Não se sabe, o que proibido por lei, se Greca acumula os salários do Ippuc e do Senado, já que não trabalha em nenhum dos dois locais.

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