Foto: José Kresteniuk, hoje secretário geral da AMSOP, encabeçou a elaboração da primeira carta, em 2002
Editada a cada quatros anos, a Carta do Sudoeste, uma iniciativa da Associação dos Municípios do Sudoeste do Paraná, em parceria com as Acamsops 13 e 14, Agência de Desenvolvimento Regional, Grupo Gestor Território Sudoeste, além de entidades e instituições de ensino regional, a Carta do Sudoeste começa a ganhar novas metas de desenvolvimento regional para sua mais nova edição que será lançada no segundo semestre de 2014.
Para a formulação dos propósitos de crescimento do sudoeste para os próximos quatro anos, as entidades envolvidas na execução do projeto iniciaram esta semana o ciclo de encontros que demandara na nova proposta. “É um trabalho conjunto que terá como carro chefe nesta edição o Plano de Desenvolvimento Regional Integrado (PDRI)”, disse o presidente da AMSOP e prefeito de Santo Antonio do Sudoeste, Ricardo Ortiña.
Segundo o presidente, o processo de elaboração do documento segue os padrões anteriores, democratizando a informação e recebendo demandas que atendam o interesse coletivo dos 42 municípios do sudoeste. “A Carta do Sudoeste já assegurou avanços significativos para a comunidade regional, trouxe soluções de interesse coletivo e continuará assim, seguindo a este propósito”, comentou.
Doze anos de publicação
A carta do sudoeste surgiu no ano de 2002, na gestão do então presidente da AMSOP, José Kresteniuk, ex-prefeito de Renascença. O documento nasceu, segundo Kresteniuk, da necessidade que o sudoeste tinha de se organizar e ter voz diante dos governos estadual e federal. “Tínhamos metas, necessidades coletivas e a Carta surgiu como uma forma de colocar esses anseios as claras, de dar notoriedade as nossas demandas”, disse o ex-presidente.
Para tanto, a apresentação da primeira carta foi feita em um grande debate, no ano de 2002, com os então candidatos ao governo do estado. “Foi um acontecimento importante, um debate com os cinco candidatos ao governo do estado do Paraná, Alvaro Dias, Roberto Requião, Beto Richa, Rubens Bueno e Padre Roque. A discussão foi realizada na Festa do Melado, em Capanema, com a presença de prefeitos, vereadores e lideranças regionais. Muita gente envolvida, foi muito proveitoso”, lembrou Kreteniuk.
De lá para cá, A Carta do Sudoeste, teve três atualizações, três versões e uma série de conquistas contabilizadas. Entre as metas atingidas, estão a implantação dos cursos de medicina e odontologia na região, o Batalhão de Polícia Militar de Francisco Beltrão, a construção do Hospital Regional em Francisco Beltrão e do Hospital do Câncer em Pato Branco. “Mas existem demandas cumpridas que hoje, mais de dez anos após a primeira edição, tornaram-se curiosas, como por exemplo a implantação de telefonia celular nos municípios do sudoeste, telefones públicos nas comunidades do interior, coisa que hoje são comuns, ou se tornaram obsoletas, mas que na época eram necessidades de primeira ordem”, concluiu José Kresteniuk.
Carta 2014
Como adiantou o presidente da AMSOP, a carta de 2014 terá como prioridade o PDRI, mas as metas e propostas que ainda não foram atingidas integralmente ou que tem caráter permanente continuarão. “Temos muito a fazer ainda e programas que não podem parar como é o caso das habitações rurais, pavimentação de estradas do interior, o plano de modernização e readequação das rodovias que cortam a região, o ramal ferroviário, o aeroporto regional, obras estruturantes, ações que seguem em constante evolução, seguem progredindo e assim permanecerão”, concluiu Ricardo Ortiña.

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