“O cobertor é curto e os municípios não têm recursos para gastar nisso. Se não tiver verba de fora [estadual ou federal], acho muito difícil que todos consigam fazer. O sinal amarelo está mudando para vermelho”, avalia o presidente da Associação dos Municípios Paranaenses (AMP), Luiz Lázaro Sorvos.
Lixões
A falta dos planos traz ainda outra dor de cabeça às cidades. De acordo com a Lei 12.305/10, os municípios brasileiros têm até agosto de 2014 para fechar seus lixões e destinar os resíduos sólidos a aterros sanitários, devidamente licenciados, sob pena de serem responsabilizados por crime ambiental. O planejamento é essencial para que as cidades consigam se livrar dos lixões.
De acordo com a Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema), 214 municípios paranaenses ainda estão irregulares. Como saída, a Sema tenta estimulá-los a se organizarem em consórcios para implantar e gerir aterros sanitários de maneira compartilhada. O secretário Luiz Eduardo Cheida tem peregrinado pelas regiões do estado, se reunindo com grupos de prefeitos. Ele diz que seriam necessários 40 consórcios para cobrir todo o Paraná. Cada um teria seu próprio plano.
“Se os municípios agirem com rapidez, terão condições de ter iniciado a implantação dos aterros até o prazo. Ninguém vai ser insensato de penalizá-los se estiverem fazendo. O grande problema é que a grande maioria está imobilizada, parada, esperando acontecer”, afirma.
Guarapuava cria consórcio, mas verba ainda é incerta
Em meio à correria para fechar os lixões, 15 municípios da região de Guarapuava, no Centro-Sul do Paraná. Eles começaram a se organizar em consórcio para implantar dois aterros sanitários, que serão geridos de maneira compartilhada. As cidades já formalizaram um protocolo de intenções e criaram uma comissão para fazer a gestão do grupo. “Esse comitê deve definir, ainda em dezembro, a localização dos aterros”, explicou o secretário de Meio Ambiente de Guarapuava, Celso Alves de Araújo.
Todos os municípios que integram o consórcio vão destinar seus resíduos aos aterros coletivos. A manutenção será custeada pelas cidades, que vão desembolsar um valor mensal proporcional ao volume de resíduos gerados. Paralelamente, elas devem apostar em políticas de coleta seletiva para reduzir o volume de lixo a ser descartado.
Apesar disso, a verba para a implantação dos aterros ainda é uma incógnita. “Isso ainda não está definido. A esperança dos municípios é que haja recursos estaduais ou federais para ajudar a custear isso”, disse Araújo. (Fonte GP)
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Um comentário:
Sirlene eu sei como resolver este problema
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