quarta-feira, outubro 16, 2013

Crimes contra os usuários serão apurados pela Agepar

O diretor presidente da Agência Reguladora do Paraná (Agepar), Antonio José Correia Ribas, disse nesta terça-feira (15) que todos os atos de concessionárias de pedágio contra os usuários serão analisados e poderão ser aplicadas penalidades em caso de desrespeito ao usuário. A afirmação foi feita após o relato de um usuário, que ficou mais de duas horas sem atendimento após ter problemas com o seu carro particular. Ele teria acionado a concessionária Viapar, mas não teria sido atendido. A pressa do usuário se devia ao fato de que ele iria buscar uma senhora de 93 anos que o esperava no aeroporto. "Este seria um caso de absoluta irresponsabilidade da concessionária. Estruturamos na Agepar uma Ouvidoria para atuar na defesa da população do Paraná. Assim que tomamos conhecimento de casos como este, atuamos", afirmou Ribas.
Um dos grandes problemas tem sido ainda a falta de estruturação. Criada em setembro de 2012, a Agepar tem apenas dez funcionários (sendo que cinco deles são diretores e três são gerentes) e conta com material doado pela Assembleia Legislativa e pela Itaipu Binacional. "Ainda estamos caminhando, mas queremos atuar em prol do usuário, sendo um filtro do Estado nos atos de governo. Hoje temos apenas dois engenheiros em nossos quadros e vamos fazer um acompanhamento efetivo", complementou ele. Ribas foi funcionário do Departamento de Estradas de Rodagem (DER) e é engenheiro civil por formação.
Desde que assumiu o cargo, Ribas resolveu fazer uma varredura dos contratos feitos com as concessionárias com a finalidade de buscar um entendimento para a retomada de obras e a redução de tarifas."Precisamos de rodovias melhores, inclusive alternativas ao pedágio. Estamos num momento de negociação entre as concessionárias e o DER. Cabe neste momento à Agepar fazer a mediação e arbitrar, na falta de um acordo", comentou. "O que queremos é reduzir tarifas, buscar a realização de obras e a inclusão de outras que possam garantir segurança aos usuários, como viadutos - por exemplo".
Ribas se colocou contra a intervenção estadual ou federal nas concessões. No entendimento dele, o melhor caminho é a negociação para buscar um contrato correto e justo. "Existem muitas irregularidades nos contratos de pedágio e precisamos verificar isto para chegarmos a um denominador comum, que é obras com preço justo de tarifa. Contamos com a Agepar neste processo", declarou o deputado estadual Nelson Luersen, presidente da CPI DO PEDÁGIO.
Audiências Públicas - Na quinta-feira, a CPI DO PEDÁGIO irá até Londrina e Maringá, em Audiências Públicas. Às 9h, a Associação Comercial e Industrial de Londrina abrirá as portas para a Audiência Pública e às 17h, será a vez da CPI ouvir a população de Maringá, na Câmara de Vereadores.

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