O delegado Silvan Rodney Pereira, que era considerado foragido desde o início desta sexta-feira (19), foi preso pela tarde, próximo ao município de Laranjeiras do Sul, na região Centro-Sul do estado. Ele foi detido na rodovia BR-277, em uma operação coordenada pelo Grupo de Apoio e Combate ao Crime Organizado (Gaeco), com apoio da Polícia Rodoviária Federal (PRF).
Pereira era titular da Delegacia Alto Maracanã, em Colombo, unidade em que quatro homens alegam ter sido torturados para confessar envolvimento na morte da adolescente Tayná Adriane da Silva, de 14 anos. O mandado de prisão havia sido expedido na quarta-feira (17), pela Justiça da Comarca de Colombo, mas ele não havia se apresentado.
Silvan viajava acompanhado da família - a mulher e duas filhas. Aos policiais, ele disse que passou férias em Foz do Iguaçu, no Oeste do estado e que se apresentaria ao Gaeco e à Corregedoria.
"Nós estávamos monitorando-o e quando ele se movimentou, saindo de Foz do Iguaçu e passando por Cascavel, nós pedimos à PRF que o abordasse e o prendemos", disse o coordenador do Gaeco, Leonir Batisti. Segundo o procurador, o delegado não parecia surpreso com a prisão.
O Gaeco já comunicou oficialmente a prisão à Corregedoria da Polícia Civil, para que providenciasse a transferência do delegado a Curitiba. De acordo com a assessoria de imprensa da Polícia Civil, Silvan será trazido à capital ainda na noite desta sexta-feira e ficará detido em uma cela especial para delegados, em uma unidade policial localizada na Travessa da Lapa, ao lado do 1º Distrito Policial, no Centro da cidade.
Ao longo desta sexta-feira, a Gazeta do Povo tentou inúmeros contatos via celular com o advogadoCláudio Dalledone Júnior, que representa Silvan, mas o defensor não atendeu as chamadas.
Outras 13 pessoas já haviam sido presas: nove policiais civis, um policial militar, um guarda municipal, um auxiliar de carceragem e um preso de confiança.

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