domingo, setembro 07, 2014

7 de Setembro, Dia da Independência do Brasil

Denomina-se Independência do Brasil o processo que culminou com a emancipação política do território brasileiro do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves (1815-1822), no início do século XIX, e a instituição do Império do Brasil (1822-1889), no mesmo ano. Oficialmente, a data comemorada é a de 7 de setembro de 1822, em que ocorreu o chamado "Grito do Ipiranga". De acordo com ahistoriografia clássica do país, nesta data, às margens do riacho Ipiranga (atual cidade de São Paulo), o Príncipe Regente do Brasil, então D. Pedro de Alcântara de Bragança (futuro imperador Dom Pedro I do Brasil), terá bradado perante a sua comitiva: "Independência ou Morte!". Determinados aspectos dessa versão, no entanto, são contestados por alguns historiadores em nossos dias.
A moderna historiografia em história do Brasil remete o início do processo de independência à transferência da corte portuguesa para o Brasil, no contexto da Guerra Peninsular, a partir de 1808.

A transferência da corte portuguesa para o Brasil (1807-1821)


A partir de 15 de julho de 1799, o Príncipe do BrasilD. João Maria de Bragança, tornou-sepríncipe-regente de Portugal, pois sua mãe, a rainha D. Maria I, foi declarada louca pelosmédicos. Os acontecimentos na Europa, onde Napoleão Bonaparte se afirmava, sucederam-se com velocidade crescente.
Desde 1801 que se considerava a ideia da transferência da corte portuguesa para o Brasil. As facções no governo português, entretanto, se dividiam:
  • a facção anglófila, partidária de uma política de preservação do Império Colonial Português e do próprio Reino, através do mar, apoiados na antiga aliança Luso-Britânica; e
  • a facção francófila, que considerava que a neutralidade só poderia ser obtida através de uma política de aproximação com a França.
Ambas eram apoiadas pelas lojas maçônicas quer de origem britânica, quer de origem francesa. Considere-se ainda que as ideiasiluministas francesas circulavam clandestinamente em livros, cada vez mais abundantes.
A decretação do Bloqueio Continental em Berlim (1806) tornou mais difícil a neutralidade Portuguesa. Em 1807, o Tratado de Fontainebleau dividiu arbitrariamente Portugal em três reinos. Desde Outubro desse ano, Jean-Andoche Junot, antigo embaixador francês em Lisboa, preparava-se para invadir Portugal. Foi nesse contexto que D. João pactuou com a Grã-Bretanha a transferência do governo para o Rio de Janeiro, sob a proteção dos últimos.
Com a invasão francesa de Portugal em progresso, a 29 de novembro de 1807 iniciou-se a viagem da Família Real e da Corte Portuguesa. Dezoito navios de guerra portugueses e treze britânicos escoltaram mais de vinte e cinco navios mercantes de Lisboa até à costa do Brasil. A bordo seguiam mais de quinze mil portugueses. O Reino ficava a ser governado por uma Junta de Regência que Junot logo dissolveu.
Com a presença da Família Real Portuguesa no Brasil a partir de 1808, registrou-se o que alguns historiadores brasileiros denominam de "inversão metropolitana", ou seja, o aparelho de Estado Português passou a operar a partir do Brasil, que desse modo deixou de ser uma "colônia" e assumiu efetivamente as funções de metrópole.

A Revolução liberal do Porto (1820)

O passo seguinte, que conduziu à independência do Brasil, ocorreu com a eclosão da Revolução liberal do Porto (24 de agosto de 1820), que impôs o regresso de D. João VI a seu país, visando a forçar o retorno do chamado Pacto Colonial. A notícia do movimento chegou ao Rio de Janeiro em 12 de outubro, causando intensa comoção.

Reflexos no Pará


As Cortes portuguesas em 1822.
O movimento liberal do Porto já havia sido acolhido com entusiasmo na Ilha da Madeira e no arquipélago dos Açores quando a notícia chegou, a 1 de dezembro, a Belém do Pará. Como a província estava entregue a uma Junta interina, essa circunstância facilitou um pronunciamento de apoio entusiástico à causa constitucional. A bordo da mesma embarcação que trouxe a notícia, as Novas Amazonas, veio o estudante Filipe Patroni, que desafrontado e ardente, "logo alcançou o concurso dos chefes militares, coronéis João Pereira Vilaça e Francisco José Rodrigues Barata"[carece de fontes]. Este último, no dia 1 de janeiro de 1821, em nome do povo e da tropa proclamou a Constituição que iria ser elaborada pelas Cortes portuguesas. Desse modo, foi eleita por aclamação uma Junta Constitucional provisória de nove membros, dando-se comunicação ao Rio de Janeiro. Filipe Patroni e Domingos Simões Cunha foram eleitos procuradores da província e encarregados de representar, perante as Cortes e a Junta Suprema, os interesses da Província doPará.[carece de fontes]

Reflexos na província da Bahia

Incitada por Cipriano José Barata de Almeida e José Lino Coutinho, um levante registrou-se na Bahia a 21 de fevereiro de 1821. O presidente da província, o conde da Palma, ordenou ao marechal Felisberto Caldeira Brant Pontes, inspetor das tropas, que reunisse as tropas fiéis. Desse modo, enfrentou os rebeldes com apenas cento e sessenta homens, pois a maior parte da tropa o abandonara. Não houve meio de os demover de constituir na Bahia uma Junta Constitucional Provisória, a exemplo de Belém, pela qual se manifestasse completa obediência às Cortes de Lisboa, jurando-se desde logo a Constituição. Palma cedeu, propondo ele mesmo os nomes das pessoas que formariam a Junta. E a Junta foi mais longe, dirigindo-se a Lisboa como se tal governo fosse já o único legítimo da monarquia e pedindo tropas portuguesas. Foram-lhe enviados 1.184 homens, a chamada Legião Constitucional Lusitana. A Junta nomeou ainda o marechal Luís Paulino de Oliveira Pinto da França para o cargo de Governador das Armas e o coronel Inácio Luís Madeira de Melo para o de inspetor das tropas, uma vez que Caldeira Brant acompanhara o conde da Palma ao Rio de Janeiro.

Reflexos na província de Pernambuco

O presidente da província de PernambucoLuís do Rego Barreto, tinha um cenário difícil desde a Revolução de 1817, pois a terra ainda gemia com o "depravado e estúrdio despotismo", como refere Rocha Pombo em sua História do Brasil. Animado com as mensagens de Lisboa e a convite da Junta da Bahia, mas temeroso de desaforos, conservou toda a plenitude da autoridade e dirigiu um manifesto ao povo, expondo as bases da Constituição que iria ser promulgada e convocando eleitores de todas as paróquias. Os pernambucanos receberam com desconfiança as promessas e votaram com independência, elegendo as pessoas que lhes pareceram mais dignas, as quais "quase todas pertenciam mais ou menos ostensivamente aos vencidos de 1817".
A 29 de agosto de 1821 nomeou-se por aclamação uma Junta Provisional Temporária em Goiana, para contrabalançar outra, do partido português, em Recife. Mesmo pedindo reforços à Paraíba, Rego Barreto foi cercado, assinando a capitulação a 5 de outubro, junto à povoação do Beberibe.

Reflexos na província da Paraíba

A vitória dos pernambucanos ecoou na vizinha Paraíba, onde a 25 de outubro foi eleita uma Junta Governativa para administrar a província em nome da Constituição portuguesa.

Reflexos na província do Maranhão

A província do Maranhão era governada desde 1819 pelo marechal Bernardo da Silveira Pinto da Fonseca. Este, sem poder deixar de admitir a autoridade de um Conselho Consultivo, conseguiu transformar em farsa a eleição da Junta no dia 13 de abril, sendo ele próprio proclamado Governador provisório. Mandou, em seguida, deportar diversos patriotas, procedendo à eleição de dois deputados às Cortes de Lisboa. Posteriormente, no dia 15 de fevereiro de 1822 foi eleita uma Junta Provisória e o marechal embarcou de volta para Portugal.

A partida da família real


Pedro I do Brasil retratado porSimplício Rodrigues de Sá.
Pressionado pelo triunfo da revolução constitucionalista, o soberano retornou com a família real para Portugal, deixando como príncipe regente no Brasil o seu primogênito, D. Pedro de Alcântara.

As divergências

Não se pode compreender o processo de independência sem pensar no projeto recolonizador das Cortes portuguesas, a verdadeira origem da definição dos diversos grupos no Brasil. Embora o rompimento político com Portugal fosse o desejo da maioria dos brasileiros, havia muitas divergências. No movimento emancipacionista havia grupos sociais distintos: a aristocracia rural do Sudeste brasileiro, as camadas populares urbanas liberais radicais, e, por fim, a aristocracia rural do Norte e Nordeste, que defendiam o federalismo e até o separatismo.
A aristocracia rural do Sudeste, a mais poderosa, era conservadora, lutando pela independência, defendendo a unidade territorial, aescravidão e seus privilégios de classe. Os liberais radicais queriam a independência e a democratização da sociedade, mas seus chefes,Joaquim Gonçalves Ledo e José Clemente Pereira, permaneceram atrelados à aristocracia rural, sem revelar vocação revolucionária. A aristocracia rural do norte e nordeste enfrentava a forte resistência dos comerciantes e militares portugueses, fortes no Pará, Maranhão e Bahia. Além disso, desconfiavam da política centralizadora de José Bonifácio.
O partido português no Brasil chamado por vezes de "os pés de chumbo", estava do lado das Cortes; o partido brasileiro e os liberais radicais eram contra elas, mas divergiam quanto aos objetivos. Para o partido brasileiro, o ideal era a criação de uma monarquia dual (Brasil e Portugal) para preservar a autonomia administrativa e a liberdade de comércio. Mas a intransigência das Cortes Portuguesas, que nada tinham de liberais, fez o partido inclinar-se pela emancipação, sem alterar a ordem social vigente e os seus privilégios adquiridos. Já os liberais radicais formavam um agrupamento quase revolucionário, bem próximo das camadas populares urbanas, sendo alguns de seus membros republicanos. No conjunto, tratava-se do grupo mais receptivo às mudanças mais profundas e democráticas da sociedade.
A concretização das aspirações de cada um desses agrupamentos era distinta. Os grandes proprietários rurais ligados ao partido brasileiro dispunham dos meios efetivos para a realização de seus objetivos. O anseio por um comércio livre de entraves mercantilistas encontrava apoio em forças internacionais, lideradas pela burguesia britânica. A sólida base econômica e social escravista garantia ainda os recursos materiais para resistir com êxito à provável ameaça recolonizadora de Lisboa.
Na disputa contra os conservadores, os radicais cometeram o erro de reduzir a questão à luta pela influência sobre o Príncipe Regente. Era inevitável que este preferisse os conservadores. Ademais, os conservadores encontraram em José Bonifácio de Andrada e Silva um líder bem preparado para dar à independência a forma que convinha às camadas dominantes.

O "Fico" e o "Cumpra-se"


José Bonifácio de Andrada e Silva, o Patriarca da Independência.
A situação do Brasil permaneceu indefinida durante o ano de 1821. Em 9 de dezembro, chegaram ao Rio de Janeiro os decretos das Cortes que determinavam a abolição da Regência e o imediato retorno de D. Pedro de Alcântara a Portugal, a obediência das províncias a Lisboa (e não mais ao Rio de Janeiro), a extinção dos tribunais do Rio de Janeiro. O Príncipe Regente começou a fazer os preparativos para o seu regresso, mas estava instaurada uma enorme inquietação. O partido brasileiro ficou alarmado com a recolonização e com a possibilidade de uma explosão revolucionária. A nova conjuntura favoreceu a polarização: de um lado o partido português e do outro, o partido brasileiro com os liberais radicais, que passaram a agir pela independência.
Sondado, o Príncipe Regente mostrou-se receptivo. Foram então enviados emissários às províncias de Minas Gerais e de São Paulo para obter a adesão à causa emancipacionista, com resultados positivos.
A decisão do príncipe de desafiar as Cortes decorreu de um amplo movimento, no qual se destacou José Bonifácio. Membro do governo provisório de São Paulo, escrevera em 24 de dezembro de 1821 uma carta a D. Pedro, na qual criticava a decisão das Cortes de Lisboa e chamava a atenção para o papel reservado ao Príncipe na crise. D. Pedro divulgou a carta, publicada na Gazeta do Rio de Janeiro de 8 de janeiro de 1822 com grande repercussão. Dez dias depois, chegou ao Rio uma comitiva paulista, integrada pelo próprio José Bonifácio, para entregar ao Príncipe a representação paulista. No mesmo dia, D. Pedro nomeou José Bonifácio ministro do Reino e dos Estrangeiros, cargo de forte significado simbólico: pela primeira vez na História o cargo era ocupado por um brasileiro.
No Rio de Janeiro também havia sido elaborada uma representação (com coleta de assinaturas) em que se pedia a permanência de D. Pedro de Alcântara no Brasil. O documento foi entregue ao Príncipe em 9 de janeiro de 1822 pelo Senado da Câmara do Rio de Janeiro. Em resposta, o Príncipe Regente decidiu desobedecer às ordens das Cortes e permanecer no Brasil, pronunciando a célebre frase "Se é para o bem de todos e felicidade geral da Nação, estou pronto. Digam ao povo que fico!". O episódio tornou-se conhecido como "Dia do Fico".
D. Pedro ganhou forte apoio popular com a decisão do "Fico". Para resistir às ameaças de recolonização foi decretada, em 16 de fevereiro de 1822, a convocação de um Conselho de Procuradores Gerais das Províncias do Brasil. Teoricamente, este órgão tinha por finalidade auxiliar o Príncipe mas, na prática, tratava-se de uma manobra dos conservadores, liderados por José Bonifácio, contra os radicais, representados por Joaquim Gonçalves Ledo, um funcionário público para quem a preservação da unidade político-territorial do Brasil deveria ser feita convocando-se uma Assembléia Constituinte eleita pelo povo. A finalidade do Conselho era, na prática, a de manter a unidade sob controle do poder central e dos conservadores.

Dona Maria Leopoldina, como regente do Reino do Brasil, preside a reunião do Conselho em 2 de setembro de 1822.
Em maio, a cisão entre D. Pedro e as Cortes aprofundou-se: o Regente determinou que qualquer decreto das Cortes só poderia ser executado mediante o "Cumpra-se" assinado por ele, o que equivalia a conferir plena soberania ao Brasil. A medida teve imediato apoio: quando dos festejos pelo aniversário de João VI de Portugal, a 13 de maio, o Senado da Câmara do Rio de Janeiro pediu ao Príncipe Regente que aceitasse para si e para seus descendentes o título de "Defensor Perpétuo do Brasil".
Neste contexto, houve uma investida militar da Divisão Auxiliadora, unidade de linha do Exército Português estacionada na cidade do Rio de Janeiro, sob o comando do Tenente-general Jorge de Avilez, que acabou sendo expulso do Brasil com as suas tropas, após ter se confrontado com as tropas da Divisão Militar da Guarda Real de Polícia (embrião da atual Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro), leais a D. Pedro.
Os liberais radicais mantinham-se ativos: por iniciativa de Gonçalves Ledo, uma representação foi dirigida a D. Pedro para expor a conveniência de se convocar uma Assembléia Constituinte. O Príncipe decretou a convocação em 13 de junho de 1822. A pressão popular levaria a convocação adiante, dando continuidade ao processo.
José Bonifácio resistiu à ideia de convocar a Constituinte, mas foi obrigado a aceitá-la. Procurou descaracterizá-la, propondo a eleição indireta, que acabou prevalecendo contra a vontade dos liberais radicais, que defendiam a eleição direta. Embora os conservadores tenham obtido o controle da situação e o texto da convocação da Constituinte apresentasse declarações favoráveis à permanência da união entre Brasil e Portugal, as Cortes de Lisboa insistiam: o Príncipe Regente deveria retornar imediatamente.

A declaração de Independência


Independência do Brasil: óleo sobre tela por François-René Moreaux(Museu Imperial de Petrópolis). Foi executado em 1844, a pedido do Senado Imperial.
No final de agosto de 1822, D. Pedro deslocou-se à província de São Paulo para acalmar a situação depois de uma rebelião contra José Bonifácio. Apesar de ter servido de instrumento dos interesses da aristocracia rural, à qual convinha a solução monárquica para a independência, não se deve desprezar os seus próprios interesses. O Príncipe tinha formação absolutista e por isso se opusera à Revolução do Porto, de caráter liberal. Da mesma forma, a política recolonizadora das Cortes desagradou à opinião pública brasileira. E foi nisso que se baseou a aliança entre D. Pedro e o "partido brasileiro". Assim, embora a independência do Brasil possa ser vista, objetivamente, como obra da aristocracia rural, é preciso considerar que teve início como compromisso entre o conservadorismo da aristocracia rural e o absolutismo do Príncipe.

Monumento à independência, noParque da Independência, em São Paulo, o local onde foi proclamada a independência do Brasil.
Em 7 de setembro, ao voltar de Santos, parado às margens do riacho Ipiranga, D. Pedro recebeu uma carta com ordens de seu pai para que voltasse para Portugal, se submetendo ao rei e às Cortes. Vieram juntas outras duas cartas, uma de José Bonifácio, que aconselhava D. Pedro a romper com Portugal, e a outra da esposa, Maria Leopoldina de Áustria, apoiando a decisão do ministro e advertindo: "O pomo está maduro, colhe-o já, senão apodrece".
Impelido pelas circunstâncias, D. Pedro pronunciou a famosa frase "Independência ou Morte!", rompendo os laços de união política com Portugal.
Culminando o longo processo da emancipação, a 12 de outubro de 1822, o Príncipe foi aclamado Imperador com o título de D. Pedro I, sendo coroado em 1 de dezembro na Igreja de Nossa Senhora do Monte do Carmo, na então capital do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves.

A guerra da Independência


Príncipe Pedro (direita) ordena o oficial português Jorge Avilez(esquerda) retornar a Portugal após sua rebelião malsucedida.José Bonifácio (em roupas civis) pode ser visto ao lado do príncipe.
Consolidado o processo na região Sudeste do Brasil, a independência das demais regiões da América Portuguesa foi conquistada com relativa rapidez. Contribuiu para isso o apoio diplomático e financeiro da Grã-Bretanha. Sem um Exército e sem uma Marinha de Guerra, tornou-se necessário recrutar mercenários e oficiais estrangeiros para comandá-los, do mesmo modo que adquirir meios.
Desse modo, foi sufocada a resistência portuguesa na província da Bahia, na do Maranhão, na do Piauí e na do Pará.
O processo militar estava concluído já em 1823, restando encaminhar a negociação diplomática do reconhecimento da independência com as monarquias européias.

Consequências


FIAV historical.svg Bandeira do Império do Brasildurante o Primeiro Reinado.
À semelhança do processo de independência de outros países latino-americanos, o de independência do Brasil preservou o status quo das elites agroexportadoras, que conservaram e ampliaram os seus privilégios políticos, econômicos e sociais.
Ao contrário do ideário do Iluminismo, e do que desejava, por exemplo, José Bonifácio de Andrada e Silva, a escravidão foi mantida, assim como os latifúndios, a produção de gêneros primários voltada para a exportação e o modelo de governo monárquico.
O Brasil negociou com a Grã-Bretanha e aceitou pagar indenizações de 2 milhões de libras esterlinas a Portugal num acordo conhecido como Tratado de Amizade e Aliança firmado entre Brasil e Portugal. A Grã-Bretanha saiu lucrando, tendo início o endividamento externo do Brasil. Quando D. João VI retornou a Lisboa, por ordem das Cortes, levou todo o dinheiro que podia — calcula-se que 50 milhões de cruzados, apesar de ter deixado no Brasil a sua prataria e a enorme biblioteca, com obras raras que compõem hoje o acervo da Biblioteca Nacional. Em conseqüência da leva deste dinheiro para Portugal, o Banco do Brasil, fundado por D. João ainda 1808, veio a falir em 1829.

Considerações historiográficas

Independência ou Morte!
— Pedro, regente do Brasil, futuro imperador do Brasil, 7 de setembro de 1822
1000 Réis de 1922.png1000 Réis de 1922 (verso).png
Moeda de 1000 réis de 1922 comemorando a independência.

A data comemorada oficialmente para a Independência do Brasil é 7 de setembro de 1822, dia em que, às margens do riacho Ipiranga, em São Paulo, o Príncipe Regente D. Pedro, ao receber a correspondência da Corte, teria proclamado o chamado "grito da Independência", à frente da sua escolta: "Independência ou Morte!"
Outras datas consideradas historiograficamente para o evento, embora menos populares, são a data da coroação do Imperador (1 de dezembro de 1822) ou mesmo a do reconhecimento da Independência por Portugal e pela Grã-Bretanha (29 de agosto de 1825). À época, em 1822, a data tomada como marco da Independência foi o 12 de outubro, dia do aniversário de Pedro I e de sua aclamação como imperador, conforme registrado pela historiadora Maria de Lourdes Viana Lyra, titular do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, e publicadas em 1995. A conclusão de seu estudo indica que o "grito" foi uma construção "a posteriori" e que acabou consolidado no quadro encomendado a Pedro Américo, produto da fértil imaginação do pintor, onde, entre outras incoerências, mostra D. Pedro cercado pela Guarda Imperial (os hoje chamados de Dragões da Independência), antes dele ser proclamado Imperador.1 .

Referências

Bibliografia

  • CALMON, PedroA Vida de D. Pedro II, o Rei Filósofo. Rio de Janeiro: Editora Biblioteca do Exército, 1975.
  • LEITE, Renato Lopes. Republicanos e Libertários: Pensadores Radicais no Rio de Janeiro (1822). Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2000.
  • LEITE, Renato Lopes. História da historiografia da Independência: apropriações do Sete de Setembro. Ensino e Pesquisa (União da Vitória), v. III, p. 34-50, 2007.
  • LIMA, Manuel de OliveiraDom João VI no Brazil (1808-1821). Rio de Janeiro: Editora Typ. Jornal do Commercio, 1908.
  • LIMA, Manuel de OliveiraO Movimento da Independência. São Paulo: Editora Melhoramentos, 1972.
  • MALERBA, Jurandir. A corte no exílio: civilização e poder no Brasil às vésperas da Independência. São Paulo: Companhia das Letras, 2000.
  • MALERBA, Jurandir. (org.). A Independência brasileira: novas dimensões. Rio de Janeiro: Editora FGV, 2006.
  • MELLO MORAES, A. J. de. A Independência do Império do Brasil. Rio de Janeiro: Typ. do Globo, 1877.
  • NABUCO, JoaquimUm Estadista do Império. Companhia Editora Nacional, 1936.
  • OLIVEIRA, Cecília Helena de S.. A independência e a construção do império. São Paulo: Atual, 1995.
  • SOUZA, Octávio Tarquínio de. A Vida de D. Pedro I (3 v.). Rio de Janeiro: Editora Bibliex e Livraria José Olympio, 1972.
  • SOUZA, Octávio Tarquínio de. (org.). História dos fundadores do Império do Brasil (10 v.). Editora Itatiaia, várias datas.
  • TORRES, João Camilo de Oliveira. A Democracia Coroada. José Olympio, 1952.
  • PRADO JÚNIOR, CaioEvolução política do Brasil: Colônia e Império. São Paulo: Brasiliense, 1988.

sábado, setembro 06, 2014

Laranjeiras do Sul:Sessão da Câmara de Vereadores do dia 1º de Setembro de 2014 (Em vídeo na íntegra)


SESSÃO ORDINÁRIA N.º 028- 2014 1º - 09 – 2014

Leia mais em http://olhoabertopr.blogspot.com.br/2014/08/laranjeiras-do-sulconfiram-pauta-da_30.html

Candói:Porte ilegal de arma e furto qualificado foram as ocorrências atendidas pela Gloriosa Policia Militar

Porte Ilegal de Arma Branca
A equipe foi solicitada para se fazer presente no Colégio Estadual do Campo da Lagoa Seca, onde informou o diretor do colégio que recebeu a informação que alguns alunos estavam planejando brigar no “horário da saída” e que ainda possivelmente estavam armados com facas ou similares. O diretor então informou que os alunos suspeitos estavam todos na quadra de esporte do colégio e autorizou a equipe policial que fosse feito buscas nos mesmos e também em suas mochilas a fim de localizar a possível arma branca. Feita as buscas pessoais e nas mochilas dos alunos, com o acompanhamento dos mesmos, foi então localizada uma faca, de aproximadamente 8cm de lâmina, e um facão, de aproximadamente 39cm de lâmina, na mochila de um jovem de 19 anos de idade do segundo ano do ensino médio daquele colégio. Perguntado ao jovem o porque de estar com as armas brancas na mochila o mesmo não soube explicar o fato. Os demais alunos foram orientados e o portador da arma branca foi conduzido até o Dpm de Candói para lavratura de Termo Circunstanciado.


Furto Qualificado
Compareceu no Dpm de Candói o caseiro da Fazenda Haras Relincho, o qual relata que houve furto qualificado no local. Que na manhã desta data (05/09/14) percebeu que a porta da residencia estava arrombada, e então ao verificar a mesma deu por falta de alguns objetos do interior da mesma, sendo em geral roupas de cama. Que não sabe de possíveis autores do fato e que não havia ninguém na residencia. É o relato. Orientado quantos aos procedimentos.

Via DPM - Candói

Laranjeiras do Sul:Siate em ação, menina de 8 anos atropelada por motocicleta no Bairro João Fernandes

Na tarde deste sábado(06/09) por volta de 17hrs30min aconteceu um atropelamento, no bairro João Fernandes em Laranjeiras do Sul, onde uma menina de 8 anos foi atropelada por uma motocicleta.

O SIATE foi acionado e encaminhou a vítima para o Hospital São Lucas com ferimentos generalizados.
Via Cantu em foco

Laranjeiras do Sul:Funerária Bom Jesus - Falecimentos no mês de agosto

Funerária Bom Jesus - Falecimentos AGOSTO


02/08/14: Aristeu da Costa Guimarães – Laranjeiras do Sul/PR
02/08/14: Cleverson de Lima da Silva – Rio Bonito do Iguaçu/PR
03/08/14: Celso Luiz Levandoski – Laranjeiras do Sul/PR
05/08/14: Alice Maioli Pinto – Laranjeiras do Sul/PR (Plano de Assistência Familiar)
06/08/14: Augusto Sebastião Camargo – Laranjeiras do Sul/PR
06/08/14: Ana Terezinha Signori Macedo – Rio Bonito do Iguaçu/PR
08/08/14: Ana Rita Ferreira – Laranjeiras do Sul/PR
09/08/14: Conceição Maria Monteiro – Laranjeiras do Sul/PR (Plano de Assistência Familiar)
11/08/14: Antonio Pszybycz – Laranjeiras do Sul/PR
11/08/14: Francisco Rodrigues Santos – Laranjeiras do Sul/PR
12/08/14: Dirceu José de Oliveira – Laranjeiras do Sul/PR
12/08/14: Adão de Lima – Porto Barreiro/PR
20/08/14: Francisco Carmargo – Laranjeiras do Sul/PR
21/08/14: Porfiria Rivas De Leguizamon – Laranjeiras do Sul/PR
21/08/14: Maria Rosa Pereira – Laranjeiras do Sul/PR (Plano de Assistência Familiar)
21/08/14: Julia Proença dos Santos – Laranjeiras do Sul/PR (Plano de Assistência Familiar)
25/08/14: Nedja Mara Rodirgues Carvalho – Laranjeiras do Sul/PR
26/08/14: Ademir Cordeiro de Godoi – Laranjeiras do Sul/PR
27/08/14: Arvelino de Azevedo – Rio Bonito do Iguaçu/PR (Plano de Assistência Familiar)
28/08/14: Seslau Gawlik – Laranjeiras do Sul/PR
30/08/2014: Abilio Ferreira dos Santos – Nova Laranjeiras/PR (Plano de Assistência Familiar)

“A todas as famílias as condolências de Moacir Dartora (Mancha)
e funcionários da Funerária Bom Jesus”.

Do ministério para a lanterna nas eleições

Alexandre Padilha, Gleisi Hoffmann e Marcelo Crivella tentaram usar o cargo para aumentar popularidade, mas as pesquisas mostram que a tática falhou

Em uma eleição na qual a favorita à Presidência tem apenas dois minutos de TV e uma estrutura de campanha muito menor do que a de dois adversários, a correlação entre o uso da máquina e o resultado das urnas parece ser mais fraca do que já foi no passado. E há casos concretos para comprovar isso. Em abril, cinco ministros do governo Dilma deixavam seus postos para participar das eleições. Desses, quatro se candidataram a governador. Três caminham para uma derrota nas urnas. Aparentemente, ter participado de um governo cuja popularidade fica em torno dos 34% não é uma vantagem eleitoral.

Os ex-ministros de Dilma usaram o quanto puderam a estrutura do Estado para aumentar sua exposição sob os holofotes. Alexandre Padilha, da Saúde, Gleisi Hoffmann, da Casa Civil, e Marcelo Crivella, da Pesca, usaram seus cargos como plataforma eleitoral. 

Padilha intensificou as viagens a São Paulo e aumentou a frequência com que concedia entrevistas. Mais a divulgação do Mais Médicos e a companhia do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva nos palanques não ajudou o petista a ganhar votos. Tanto que partiu do próprio Lula uma recomendação aos correligionários: que reforcem a campanha de Paulo Skaf (PMDB) para tentar derrotar o tucano Geraldo Alckmin.Apesar de ter subido na última pesquisa Datafolha, Padilha tem apenas 7% das intenções de voto.

No Paraná, Gleisi também está em terceiro lugar, muito distante do segundo colocado, Roberto Requião (PMDB) e ainda mais do líder nas pesquisas, o tucano Beto Richa. A ex-ministra da Casa Civil, que chamou a atenção da presidente Dilma Rousseff ainda no início de seu primeiro mandato no Senado, deve passar os próximos quatro anos cumprindo o mandato no Congresso.

Crivella, que sustentava a vice-liderança no Rio, caiu para o terceiro lugar na disputa graças à ascensão do governador Luiz Fernando Pezão (PMDB), dono de uma máquina mais poderosa e de mais tempo na televisão. Ou seja: o ex-ministro da Pesca não tem um prognóstico muito positivo.

Também no Rio de Janeiro, o também ex-ministro Carlos Lupi, que deixou o cargo evolvido em denúncias de corrupção e depois se reabilitou com a presidente Dilma Rousseff, tem apenas 3% das intenções de voto na disputa pelo Senado no Rio de Janeiro. Ele perde até para o candidato do nanico PCB.

A exceção é o ex-ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior Fernando Pimentel. O petista lidera as intenções de voto na eleição para o governo de Minas Gerais. O vice dele, Antônio Andrade (PMDB), também fez parte da equipe de Dilma: foi ministro da Agricultura. Na terra de Aécio Neves, entretanto, o tucano Pimenta da Veiga (PSDB) tem crescido nas pesquisas. Com ou sem Pimentel no governo, tudo indica que o saldo dos ex-ministros de Dilma não será dos melhores nestas eleições.


Gabriel Castro, Veja

Dilma 'demite' Mantega e metade dos ministros tira férias para ajudá-la

Pode se dizer que o bicho pegou na esplanada dos ministérios em Brasília. Na Folha de S. Paulo de sexta-feira (5), a presidente Dilma Rousseff sinalizou que o ministro Guido Mantega (Fazenda) será substituído se ela for reeleita. Em entrevista em Fortaleza, a presidente foi questionada especificamente sobre o futuro do titular da Fazenda caso vença as eleições. "Eleição nova, governo novo, equipe nova", disse.

Sintomaticamente, quatro ministros resolveram tirar férias para ajudar na campanha de Dilma, cada vez mais acirrada: os paranaenses Gilberto Carvalho (Secretaria Geral) e Paulo Bernardo (Comunicações), e Ricardo Berzoini (Relações Institucionais) e Miguel Rossetto (Desenvolvimento Agrário). Paulo Bernardo disse que vai “ajudar um pouco” na campanha presidencial e na de sua mulher, senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), que disputa o governo do Paraná e está em terceiro lugar nas pesquisas.

Carvalho vai reforçar os contatos com a Igreja Católica e com os movimentos sociais, tarefa que desempenha no governo. Petista hitórico, ele também vai se engajar na mobilização dos militantes do PT. Ontem, o ministro participou de reunião com os movimentos sociais em Cuiabá. Hoje, Gilberto estará em Campo Grande, com agenda semelhante.

O comando da campanha pressionava Gilbertinho a deixar o ministério e se dedicar exclusivamente à campanha desde maio. Petistas davam como certo que ele deixaria o governo logo após a Copa do Mundo, mas ele preferiu permanecer no cargo. Seu argumento foi que poderia ajudar na campanha depois do expediente e nos finais de semana.

Guarapuava:Jovem laranjeirense morreu em acidente

Na Madrugada deste sábado(06/09) morreu o jovem Laranjeirense André Sheffer da Silva de 27 anos, vítima de acidente. 
Segundo informações da PRF e IML, André seguia pela Avenida Serafim Ribas, sentido PR 170 no bairro Boqueirão, Quando bateu o veículo Citroën C3 contra um marco concreto existente no local.

O condutor morreu no local, estava no veículo mais dois jovens Lucas Xavier, 24 e Douglas Marcão Rissi, 27 que foram socorridos para o 24 hrs no Trianon.

O corpo de André foi encaminhado ao IML.

André é filho do amigo João Badotti. 


A Família nossas sinceras condolências.

Gleisi volta renegar Vargas e Gaievski

A senadora Gleisi Hoffmann (PT), em entrevista sexta-feira, 5 na Folha de Londrina, voltou a renegar dois dos seus principais ex-colaboradores, o deputado André Vargas e o ex-prefeito de Realeza, Eduardo Gaievski, ex-assessor da petista na Casa Civil. "É importante dizer que o André (Vargas) nunca foi coordenador da campanha. Um deputado federal importante, vice-presidente da Câmara, e ia ser candidato à reeleição. Nós não colocamos os candidatos proporcionais em coordenação de campanha. Isso é importante dizer. Segundo, obviamente que isso tem impacto. Repito: tem para o PT, mas tem para a política em geral. O André já se afastou do partido, está respondendo as acusações e cabe a ele os esclarecimentos", disse Gleisi. 

"Você acha, sinceramente, que eu sendo mãe, sendo uma mulher que sempre lutou em defesa dos direitos da mulher, se soubesse da situação do Eduardo Gaievski, teria deixado o governo contratá-lo? É óbvio que não. Assim como eu não sabia, Realeza não sabia. Tanto que elegeu e reelegeu o Eduardo. Vocês mesmos fizeram matérias sobre prêmios que ele ganhou da ONU como melhor gestor. E o processo corria em segredo de Justiça. Eu lamento muito isso que aconteceu. Ele vai responder pelos seus atos, se tiver realmente responsabilidade tem de pagar por elas. Eu não vejo como posso ser responsável por essa situação", contemporizou Gleisi sobre Gaievski.

sexta-feira, setembro 05, 2014

Segurança Pública:Cão de rua vira ‘Rin Tin Tin’, conquista policiais e ajuda até a manter delegacia em ordem, Stive já foi "condecorado" até com uniforme policial pelas várias atuações

Uma companhia muito especial ajuda os policiais da Delegacia de São José dos Pinhais, na região metropolitana de Curitiba, a deixar tudo em ordem: o vira-lata Stive, adotado em maio de 2013 pelos trabalhadores do local.
Ele é o ‘Rin Tin Tin’ da cidade, já que lembra o cachorro policial americano que estrelou em vários filmes e séries desde a década de 1920. No cinema, o pastor alemão fazia sucesso ao ajudar as autoridades a solucionar os casos e a prender os criminosos. Aqui na Grande Curitiba, quem se destaca é o Stive que, mesmo sem treinamento especializado, sempre avisa os policiais se algo estranho está para acontecer.
Foi assim que ele já ajudou a evitar diversas fugas no local. “Ele começou a aparecer aqui com muita frequência. Com o tempo, nós percebemos que ele era um cão muito atento e inteligente. Aos poucos, o cachorro foi conquistando todo mundo e nós decidimos, então, adotá-lo”, explicou a investigadora Carla Bittencourt em entrevista à Banda B nesta sexta-feira (5). É ela quem cuida do Stive na delegacia.
Ele come o que sobra da marmita dos policiais e fica o dia inteiro andando pela cidade. À tarde, volta para dormir. Cheio de mimos, Stive ganhou até um uniforme com um distintivo da Polícia Civil. “Um dia, um advogado apareceu aqui e queria levá-lo, mas o pessoal se revoltou e ele acabou ficando. Agora, o homem vem, leva o cachorro para tomar banho e depois nos devolve”, contou Carla. Ela tem outros três cães em casa, também levados da delegacia.
A origem do nome de Stive, diferente como o de ‘Rin Tin Tin’, vem de um jargão policial. “Quando a gente quer chamar um colega, falamos ‘e aí, Stive’, como se fosse ‘e aí, fulano’. Foi assim que decidimos nomear o bichinho. Ele veio para ficar”, concluiu.

Cohapar e Caixa Econômica Federal falam sobre a viabilidade para o uso da madeira na construção

Quando o assunto é popularização do uso da madeira como material construtivo, um dos grandes mercados possíveis seria o de habitação popular, pois o custo é mais competitivo com relação à alvenaria convencional, a obra é mais rápida e a necessidade de manutenção é menor. Esses pontos positivos foram reforçados por Jocely Loyola, assessora da Presidência da Companhia de Habitação do Paraná (Cohapar), no 2º Simpósio Madeira & Construção, que aconteceu nos dias 28 e 29 de agosto, em Curitiba (PR).

Em sua palestra no Painel “Inovação – A Madeira como Material Construtivo”, Jocely falou sobre a tecnologia na utilização da madeira a serviço dos programas habitacionais. “Não somos grandes entendidos em madeira, mas nós usamos esse material nas nossas construções e buscamos metodologias construtivas que acelerem a produção habitacional do nosso Estado”, disse.

Segundo a assessora, o principal objetivo da Cohapar é equacionar o problema habitacional do Paraná, chegando principalmente às famílias de baixa renda. Em 47 anos de história da companhia, cerca de 187 mil unidades habitacionais foram construídas, mas, conforme Jocely lembra, o déficit do Brasil ao longo desses tempos agravou e o mesmo aconteceu com o Paraná. “Hoje, o nosso déficit entre a necessidade de novas moradias e a substituição de moradias existentes é em torno de 350 mil unidades”, revelou.

Sobre a forma depreciativa que a madeira é vista pela sociedade, a assessora comentou que isso acontece porque as sobras de madeiras são utilizadas em ocupações irregulares. Como as famílias que não têm renda suficiente para adquirir uma casa, elas acabam, de maneira bastante informal, produzindo a sua habitação. “Isso faz com que a nossa sociedade entenda que a madeira é um material de construção depreciado”, complementa. E é aí que entra o trabalho da Cohapar: transformar a realidade dessas famílias, tirando-as de uma casa sem condições sanitárias e conforto e levando-as para uma casa com um mínimo de conforto para sua habitação.

“O que o governo propôs nos últimos três anos foi produzir 100 mil unidades. Por isso, é possível perceber o mercado que existe para produção de casas com madeira caso nós consigamos viabilizá-las. Hoje, nós já atendemos mais de 95 mil famílias no Estado. Isso foi conseguido graças a um crédito abundante. O que nós precisávamos era de projetos para obter esses financiamentos”, avalia.

Para finalizar, Jocely garantiu que a Cohapar gostaria de ter mais projetos em madeira, justamente porque eles precisam de mais velocidade de obra. Além disso, ela reforçou que a madeira é mais competitiva em custo, se comparada à alvenaria tradicional.

A visão da Caixa Econômica Federal

No mesmo painel, a segunda palestrante foi Simone Cristina Ormiéres, engenheira civil e gerente executiva da Gerência Nacional de Padronização e Normas Técnicas da Construção Civil da Caixa. Ela trouxe a visão da instituição em relação às inovações tecnológicas. Para ela,
nos sistemas industrializados existe a necessidade de escala de produção a partir de sistemas construtivos inovadores. No programa Minha Casa Minha Vida, do governo federal, que está na fase 3, a perspectiva é de se construir três milhões de unidades habitacionais. “O ano de 2014 tem sido um ano para ajustar processos, aumentar a produtividade e aprimorar a qualidade das obras. Embora o setor tenha tido um crescimento pequeno, as perspectivas para 2015 são de crescimento”, adianta.

Segundo Simone, a Caixa sempre apoiou a pesquisa, a inovação tecnológica e os sistemas construtivos inovadores, industrializados ou não.

Para viabilizar os financiamentos, a gerente comenta que a “instituição concede a autorização, com número de unidades controlado e limitado, às inovações que comprovem desempenho para todos os requisitos de desempenho ABNT NBR 15575:2013, através da apresentação de um Relatório Técnico de Avaliação (RTA)”.

A inovação, conforme Simone disse na apresentação, se justifica quando apresenta alguma vantagem em relação ao que é feito de forma convencional, como melhor desempenho, menor custo, melhor qualidade, menor impacto ambiental, escassez de insumos e industrialização. Dentre as condições descritas pela Caixa para liberar o financiamento, estão: contratação de Instituição Técnica Avaliadora (ITA) para emissão de DATec; termos de garantia contra defeitos sistêmicos; contratação de monitoramento de obra para garantir a conformidade do sistema aprovado ao executado; e manual do usuário com as condições de uso e manutenção.

Ao encerrar a palestra, Simone Ormiéres fez um comparativo entre as vantagens e os gargalos inovadores quanto ao uso da madeira. “A madeira é um material renovável que minimiza os impactos gerados pela indústria e contribui para consolidar cadeias produtivas mais sustentáveis. Além disso, a utilização de madeiras de reflorestamento com manejo e beneficiamento controlados e processo de imunização por tratamento em autoclave para aumentar sua durabilidade, reduz o impacto ambiental nas florestas naturais. Em contrapartida, os sistemas construtivos chegam ao Brasil desconhecendo normas, PBQP-H e o Sinat. Também há um desconhecimento do comportamento dos sistemas leves e um preconceito do consumidor quanto ao uso, à ampliação e à manutenção da unidade habitacional, material e mão de obra”, completa.

Palmital:Município lança Campanha de Coleta Seletiva de Lixo, Prefeitura garante que a coleta será realizada separadamente

Juliane Mello
O que chamamos de “Lixo” na verdade, é um material que pode ser reciclado, evitando a contaminação do solo e das águas, protegendo a natureza. Pensando nisso, a Prefeitura de Palmital, através do Departamento de Meio Ambiente, está implantando o sistema de coleta seletiva, para separar resíduos secos e úmidos. A campanha denominada “Quem tem Atitude, recicla”, visa de forma responsável e consciente proporcionar ao município, uma cidade mais limpa e sustentável. O pré-lançamento da campanha aconteceu nesta, sexta-feira (5), na Câmara de Vereadores. O evento organizado pelos responsáveis pelo Departamento de Urbanismo, Acir Mendes da Silva e Juliane Mello, contou com a presença do prefeito, Darci Zolandek, do vice-prefeito, João Sartori, dos secretários municipais, representantes de entidades e instituições e membros da sociedade civil organizada.   
Mantendo o compromisso de respeitar as exigências de controle de lixo e proteção ao meio Ambiente, a prefeitura vem realizando obras no aterro sanitário, em parceria com a Secretaria de Obras, onde juntas estarão realizando de forma eficaz a coleta seletiva do lixo produzido na cidade. “É de fundamental importância que a população tome conhecimento e faça parte dessa campanha, em contrapartida teremos que dar a garantia de que os materiais serão coletados separadamente para que haja eficácia e sucesso em nossa campanha. E isto ocorrerá graças à parceria com as associações e os catadores de materiais recicláveis de nossa cidade”, destacou o prefeito Darci Zolandek.

O assunto também será amplamente abordado através de impressos que serão distribuídos na cidade. “Posteriormente iremos instalar lixeiras, nas cores azul (seco) e vermelho (úmido), nos principais pontos da cidade, como escolas, departamentos, etc... E o prefeito deu uma importante sugestão, de que seja elaborado um projeto para que cada estabelecimento comercial se responsabilize em instalar as mesmas lixeiras em frente a sua empresa”, enfatizou Acir. 
A implantação da coleta seletiva por parte da Prefeitura de Palmital atende a Lei 12.305/2010 também chamada de Política Nacional de Resíduos Sólidos, que é uma obrigação dos municípios e seus gestores, que visa a coleta responsável em preservação do meio ambiente. 
A lei municipal 40/2009, fala da obrigatoriedade da separação dos resíduos sólidos em sua fonte geradora (nossas casas)  em três espécies: Resíduos Secos, Resíduos Orgânicos e Rejeitos. 
Resíduos secos: Papel, plástico, vidro, metal, etc.
Resíduos orgânicos: Restos de alimentos, cascas de frutas, erva, etc.
Rejeitos: Papel higiênico, fraldas descartáveis, absorventes, etc. “ Faremos a coleta separando apenas o Seco do Úmido: Secos são os recicláveis e úmidos são os orgânicos e rejeitos”, explicou Juliane. 
De acordo com dados repassados pelo Departamento de Urbanismo, mais de 20 famílias de Palmital sobrevivem desse trabalho tão importante e necessário. “A separação dos resíduos feita de maneira simples, apenas separando o seco do úmido, garante aos catadores maior qualidade de vida, pois não necessitaram mais trabalhar na “boca da vala”, fazendo um trabalho que pode ser feito por nós em nossas casas. E a renda certamente melhorará, pois com menos desperdício aumenta o aproveitamento dos materiais”, disse Acir Mendes da Silva, responsável pelo Departamento de Urbanismo.
  “Chegou a hora de nós assumirmos a nossa parcela de responsabilidade, o primeiro dever começa dentro de casa e em seguida no local trabalho. Vamos todos falar a mesma língua, trabalhar juntos para que no futuro possamos alcançar os resultados que esperamos. Com esta iniciativa, além de estarmos prevenindo problemas futuros também estaremos colaborando para a qualidade de vida dos trabalhadores que sustentam as suas famílias coletando os resíduos no comércio e nas residências. Esta é uma ação que também gera emprego e renda. Além de diminuir ao máximo os fatores de riscos para os trabalhadores”, ressaltou o prefeito Darci Zolandek, idealizador e grande incentivador do projeto. 
Segundo Acir, o trabalho de conscientização começa nesta segunda-feira (8), na Vila Parque Junior. “Iremos visitar todas as comunidades, entregar os folders e conversar sobre a importância desse primeiro passo que é a separação em nossas casas. Estaremos divulgando o cronograma para a coleta em dias distintos, ou seja, no dia em que houver coleta dos resíduos secos, não haverá dos úmidos. Depois da Parque Junior iremos trabalhar nos outros bairros, no centro e através dos ACS (Agentes Comunitários de Saúde) e das escolas e do rádio, chegaremos no interior. Isso se justifica pelo fato de querermos dar a atenção que este projeto merece, conversando e conscientizando de maneira clara, pois só assim será possível alcançar o sucesso neste projeto. Todos podem começar hoje, basta ter Atitude”, concluiu Acir. 
Os Catadores
Luís Sérgio Soares
Atualmente a participação dos catadores como “agentes”´ da coleta seletiva é crucial para o abastecimento do mercado de materiais recicláveis e consequentemente como suporte para indústria recicladora. Um programa de coleta seletiva deve contemplar o trabalho destes indivíduos.
A valorização do trabalho dos catadores permite não só ganhos econômicos, mas também sociais. Muitos indivíduos que estavam à margem da sociedade por diversos motivos, ao ingressar no trabalho de catador de material reciclável, passam por um processo de ''resgate de cidadania'', tendo novamente um papel definido e importante na sociedade, bem como uma fonte regular de renda. 
Luís Sérgio Soares trabalha como “agente” da coleta seletiva há aproximadamente 14 anos e diz que com muito trabalho e dedicação consegue dar uma vida digna aos 3 filhos e a esposa, que o ajuda. “Pago aluguel, estou terminando de pagar meu carro, tenho uma camionete, e não deixo faltar nada em casa. É com o lixo, que garanto o pão de cada dia. Mas com essa ação da Administração vai ficar mais fácil para nós, já que o lixo estará separado”, contou Luís. 
Luís que quando começou, trabalhava de domingo a domingo, hoje trabalha de segunda a sábado e reserva o final de semana para a família. “Hoje trabalho até às 14 horas de sábado, depois vamos à igreja e no domingo fico com minha família”, disse. Embora esteja feliz com seu trabalho diz que espera algo melhor para os filhos. “Estou investindo nos estudos dos meus filhos porque não quero que eles empurrem carrinho, eu sei que é um trabalho digno como qualquer outro, mas é sofrido e instável, não tenho garantias, nem décimo, nem férias. Quero que eles estudem e que tenham um futuro melhor”, finalizou emocionado.

PSB apoia Beto Richa, diz Beto Albuquerque


O deputado Beto Albuquerque (PSB-RS), vice de Marina Silva (PSB), participou do programa eleitoral de Beto Richa (PSDB) e declarou o apoio do partido à reeleição do do tucano. "O sonho de mudar o Brasil defendido por Eduardo Campos está mais vivo do que nunca. Seriedade, ética e compromisso social são atributos que todos os brasileiros querem de seus representantes. No Paraná, Eduardo Campos via em Beto Richa este exemplo de homem público que todos desejamos, por isso nós do PSB apoiamos Beto Richa para governador do Paraná", disse Beto Albuquerque.