Enquanto um blog alinhado à prefeitura tenta vender a ExpoAgro 2026 como sinônimo de “desenvolvimento”, a realidade nas ruas de Laranjeiras do Sul é bem diferente.
O pai de família que ganha um salário mínimo, que sustenta três ou quatro filhos,
simplesmente não consegue participar de um evento onde tudo é caro: ingresso, bebida, comida, brinquedos, shows. Uma ida à ExpoAgro pode custar o equivalente a uma semana inteira de mercado. Para quem vive no limite, isso não é lazer — é exclusão.
Já a alta sociedade, formada por políticos, empresários amigos do poder e cargos comissionados de salários exorbitantes, vive outra realidade. Eles frequentam camarotes, áreas VIP, festas privadas, regadas a luxo, bebida cara e privilégios — tudo isso em um evento bancado com dinheiro público.
E é aí que entra o papel vergonhoso do blog governista. Em vez de fiscalizar, questionar ou representar a população, ele atua como assessoria informal da prefeitura, tentando convencer o cidadão comum de que gastar quase R$ 2 milhões em uma festa de três dias é “investimento”.
Mas investimento em quem?
Não há geração de empregos permanentes.
Não há atração de indústrias.
Não há melhoria em saúde, educação ou infraestrutura.
Só há um pico de consumo temporário, que beneficia poucos e termina quando os shows acabam.
Enquanto isso, o prefeito e sua esposa recebem juntos quase R$ 30 mil por mês da prefeitura. São essas mesmas pessoas que agora defendem gastar milhões em um evento elitizado, enquanto grande parte da população luta para pagar aluguel, mercado e remédio.
A ExpoAgro não é pensada para o povo.
É pensada para aparecer, ostentar e fazer propaganda política.
E o blog que tenta justificar isso não está defendendo Laranjeiras do Sul — está defendendo os interesses de quem está no poder.
Cidade forte não se constrói com camarotes e fogos de artifício.
Se constrói com respeito ao dinheiro público e com políticas que incluam, e não excluam, a população.
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