Os investigadores da Operação Lava Jato calculam que vão recuperar R$ 500 milhões com acordos de delação premiada formalizados até março do próximo ano, quando devem se encerrar os trabalhos da força-tarefa do Ministério Público Federal que investiga o esquema de corrupção, desvios de recursos e pagamento de propinas na Petrobras. As informações são do Estadão.
O valor é referente à parte que um grupo de dez pessoas — que decidiu colaborar com as investigações ou ainda negocia os termos do acordo de delação — deverá devolver aos cofres públicos após negociações com a Justiça.
A recuperação é dada como certa pelos procuradores e significará o maior valor já devolvido aos cofres públicos na história do país. O montante corresponde a 11 vezes de tudo o que já foi ressarcido desde 2004, quando o Ministério da Justiça criou um órgão para tratar da recuperação de ativos. Nessa conta não entra quanto os políticos a quem o esquema beneficiava teriam recebido de propina.
As autoridades com foro privilegiado só poderão ser investigadas após autorização do Supremo Tribunal Federal (STF), mas a investigação envolvendo deputados e senadores, que tramita em segredo de Justiça, está há um mês no gabinete do ministro Teori Zavascki sem movimentação. Conforme afirmou em depoimento o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa, a maior parte do dinheiro era loteada entre PT, PP e PMDB. O PT ficava com até 3% do valor dos contratos superfaturados.
Do braço operacional do esquema, três pessoas vão devolver R$ 165 milhões em troca de eventual redução de pena. Costa, o primeiro a firmar um acordo de delação, comprometeu-se a devolver cerca de R$ 70 milhões — valores mantidos em contas e referentes a investimentos no exterior.
O doleiro Alberto Youssef, considerado peça central do esquema, se comprometeu a devolver cerca de R$ 55 milhões. Terceiro a firmar o acordo de delação, o executivo Júlio Camargo (que agia em nome da Toyo Setal, empresa com contratos com a Petrobras) se comprometeu a devolver R$ 40 milhões.
O empresário Augusto Ribeiro de Mendonça Neto, também da Toyo Setal, é o quarto a fazer delação premiada, mas ainda não se sabe o valor de ressarcimento. Os R$ 500 milhões seriam atingidos com novas delações.
As investigações revelaram um esquema extremamente organizado — a taxa de propina era cobrada sobre toda a obra, e não parte dela. Segundo os investigadores, nem sempre os executivos recebiam mais propina, pois gerentes tinham mais poder de segurar um contrato ou pagamentos do que seus superiores.
Joias, relógios caros e obras de arte foram apreendidos
Coleções de caros relógios, caixas de joias, obras de arte avaliadas em US$ 3 milhões, como um original de Di Cavalcanti, uma lancha de R$ 2 milhões, um helicóptero, um jato, Porsches e muito dinheiro em espécie, entre dólares, euros e reais. É o que revelam os autos de apreensão da Operação Lava Jato, da Polícia Federal (PF), que investiga um esquema de fraudes na Petrobras entre 2004 e 2014.
Parte desses itens apreendidos pela PF poderá ser usada pelas autoridades para ressarcir os cofres públicos do rombo causado pelo esquema. Com quatro delações premiadas formalizadas até agora, a Justiça assegurou a devolução de R$ 165 milhões.
O doleiro Alberto Youssef, um dos alvos centrais da operação, tinha em seu apartamento em São Paulo uma coleção de relógios, canetas e joias. São 11 relógios da marca Suíça Rolex, um deles com pedras preciosas, nove Hublots, dois Montblanc, dois Breitling, dois Cartier, um Vacheron, um Chopard e um Baume & Mercier. Há ainda uma coleção de canetas Montblanc e Cartier, joias e pedras preciosas.
Na casa da doleira Nelma Kodama, ex-namorada de Youssef e já condenada a 18 anos de prisão, foi apreendida uma coleção de 16 obras de arte, entre elas um Di Calvanti, um Iberê Camargo, dois Cícero Dias e um Renoir falso. Os quadros estão no Museu Oscar Niemeyer, em Curitiba. Ela também teve apreendido um Porsche Cayman 2011, que registrou em nome de um “laranja”, comprado por R$ 225 mil. Quando foi presa, em março, ela tentava embarcar para a Itália com R$ 200 mil na calcinha.
O doleiro Carlos Alexandre Rocha, que atuava como “mula” de Youssef, anotava tudo em agendas Louis Vuitton. Apesar de declarar rendimento de R$ 18 mil à Receita e nada de patrimônio, em novembro do ano passado, sem saber que sua conversa era monitorada, ele trata da compra de um veículo da marca Camry. No diálogo, ele diz que havia comprado “US$ 100 mil em relógios”. Foram apreendidos quatro relógios Hublot avaliados em cerca de R$ 200 mil.
Núcleos
A investigação do esquema de corrupção na Petrobras foi dividida em núcleos, como nas investigações do mensalão. Há os núcleos do ex-diretor de Abastecimento Paulo Roberto Costa; de Renato Duque (ex-diretor de Serviços); e de Fernando Soares, que atuaria como lobista. Duque tem ligações com o PT e foi acusado por Costa de desviar recursos para irrigar os cofres do partido.
terça-feira, novembro 11, 2014
Inadmissível!
Antes de viajar, o governador Beto Richa (PMDB) deixou claro que não vai deixar que as auto-promoções da Defensoria Pública fiquem impunes. Nas redes sociais avisou pediu rigor total na apuração das irregularidades. A defensoria autorizou aumentos em quase 100% dos próprios salários de R$ 10.684,38 para R$ 19.997,58, mas a maioria, recebeu mais de R$ 26,5 mil em setembro, ou seja, acima do teto constitucional. Os vencimentos, salários mais vantagens, oscilaram entre R$ 41 mil, R$ 27 mil, R$ 35 mil, R$ 30 mil, R$ 29 mil, R$ 27 mil. “Isso é inadmissível! Determinei de imediato à Controladoria Geral do Estado que abra uma investigação de possíveis irregularidades”.
Polícia Federal aponta elo entre facção brasileira e Hezbollah
Documentos mostram que criminosos estrangeiros abriram canais para o envio de armas a grupo brasileiro
Na região de fronteira que separa Brasil, Argentina e Paraguai, a atuação de grupos ligados ao terrorismo internacional sempre foi, para as autoridades americanas, um fato incontestável. No Brasil, pelo menos oficialmente, o caso nunca foi admitido, e as declarações governamentais costumam minimizar o tema. Nos últimos anos, no entanto, os serviços de inteligência do país reuniram uma série de indícios de que traficantes de origem libanesa ligados ao Hezbollah, o "Partido de Deus", se aventuraram numa associação com criminosos brasileiros. Relatórios produzidos pela Polícia Federal apontam que esses grupos se ligaram ao PCC, organização criminosa que atua nos presídios brasileiros, principalmente nos de São Paulo.
Uma série de documentos obtidos pelo GLOBO revela que essa espécie de sociedade da delinquência começou a ser montada em 2006. Mas as provas só foram descobertas dois anos depois, quando uma operação realizada pela PF reuniu os primeiros indícios da ligação entre libaneses e a organização criminosa brasileira. Na época, envolvidos com o tráfico internacional foram presos. Segundo as autoridades americanas, o dinheiro da droga é justamente uma das fontes de financiamento de entidades terroristas. Já a PF encontrou indícios de que esse grupo de libaneses que operava com o tráfico abriu canais para o contrabando de armas destinadas à organização criminosa brasileira.
Em troca, os criminosos brasileiros prometiam dar proteção a presos da quadrilha libanesa já detidos no Brasil. A notícia da associação criminosa surgiu de informante da PF. A veracidade acabou sendo confirmada pela área de inteligência, que monitorou não só os suspeitos sob investigação, como também os integrantes da facção brasileira que comandavam ações mesmo detidos em presídios federais e estaduais em São Paulo e Paraná.
Segundo relatório da PF, "a concentração de tais detentos vem auxiliando na aglutinação de indivíduos com interesses comuns, além de viabilizar o contato de traficantes de origem árabe com grupos" como a facção "com marcante presença nos estabelecimentos prisionais do estado de São Paulo". O documento diz ainda que os contatos internacionais dos traficantes libaneses "têm atendido aos interesses" da facção brasileira, "que, por seu turno, viabiliza uma situação favorável aos estrangeiros dentro do sistema prisional, além de assegurar algum lucro com negociações mesmo enquanto estão presos".
A partir de investigações e conversas com informantes que atuam na região da Tríplice Fronteira, o setor de inteligência da PF se convenceu de que os traficantes libaneses não só abriram canais para a organização criminosa obter armas no exterior, como teriam tido participação na venda de explosivos supostamente roubados pela facção brasileira. Foi identificada a participação dos traficantes libaneses na negociação de C4, um tipo de explosivo plástico que fora roubado no Paraguai. "Os libaneses em atividade criminosa, apesar de terem no tráfico de cocaína seu principal foco de atividades, também atuariam no tráfico de armas para grupos criminosos de São Paulo, sendo que, recentemente, também teriam intermediado uma negociação de explosivos (aparentemente C4, sendo também sabido que um carregamento de tal material foi subtraído no Paraguai e vem sendo vendido a preços bem baixos)", diz o relatório.
A área de inteligência da PF registrou ainda a troca de favores entre os dois grupos. Se os libaneses ajudavam no contrabando internacional de armas, a organização brasileira se encarregava de proteger os estrangeiros que já foram detidos no país. Diz documento da PF que "vários libaneses estariam estreitando suas relações" com a facção brasileira há cerca de três anos, "sendo qualificado como forte o vínculo com a referida organização criminosa, sendo constantes seus contatos". "Sabe-se, entretanto, que a ligação de libaneses estaria beneficiando mais a organização criminosa (brasileira), com poucos benefícios para os estrangeiros, embora tal situação venha sendo aceita por conveniências dentro do sistema prisional", diz um documento da PF, produzido em 2009.
As informações sobre os vínculos entre as duas quadrilhas foram compiladas depois que o governo americano passou a apontar em seus relatórios anuais de combate ao narcotráfico a participação de libaneses da Tríplice Fronteira ligados ao comércio ilegal de drogas e ao financiamento de ações terroristas. Em 2006, relatório do Departamento do Tesouro americano chegou a listar nove pessoas acusadas de ajudar a enviar recursos para o Hezbollah. Além dos nomes, o relatório apontava que a Galeria Pagé, em Ciudad del Leste, no Paraguai, vizinha da cidade brasileira de Foz do Iguaçu, era o bunker dos agentes que davam suporte financeiro ao Hezbollah. Na época, o governo brasileiro emitiu nota negando haver prova de que terroristas atuassem na região do Sul do país. Nos anos seguintes, o DEA, a agência americana de combate às drogas, reiterou a acusação.
Em 2008, dois anos após o primeiro relatório do Tesouro dos EUA, os serviços de inteligência da PF já estavam apontados para a região. O GLOBO teve acesso à parte do acervo produzido que lista prisões de libaneses, identifica remessas de drogas e confirma a perigosa associação dos libaneses com a facção criminosa de brasileiros. O trabalho de monitoramento incluiu ainda missões para vigiar estrangeiros de origem libanesa que circulavam pelas cidades de Foz, Ciudad del Leste e Porto Iguazu, na Argentina. Os documentos reúnem desde listas de nomes e períodos de hospedagens em hotéis até registros de um suposto risco de atentado terrorista no Brasil. No dia 28 de agosto de 2008, relatório de inteligência assegura que recebeu informe de "fonte não comprovada" de que um estrangeiro "integrante de uma organização terrorista" estaria viajando para Brasília para executar plano de assassinato. Há ainda a descrição de ações na Ponte da Amizade, na fronteira entre Brasil e Paraguai. Em fevereiro de 2008, por exemplo, policiais pararam um veículo em que estavam o libanês Mostapha Hamdan e o sírio naturalizado paraguaio Farouk Sadek Abdou. Esse último, pouco antes de ser abordado tentou destruir um papel onde havia 17 números de telefones.
Em abril do mesmo ano, mais uma vez a área de inteligência disparou alerta. Desta vez, sobre atuação da facção criminosa brasileira no Paraná. Havia suspeita de que armas contrabandeadas do Paraguai seriam usadas no resgate do preso Leandro Antonio, conhecido como Chacal. As autoridades locais foram alertadas, e a PF se encarregou de distribuir fotos e nomes dos possíveis envolvidos na operação.
Francisco Leali, O Globo
Na região de fronteira que separa Brasil, Argentina e Paraguai, a atuação de grupos ligados ao terrorismo internacional sempre foi, para as autoridades americanas, um fato incontestável. No Brasil, pelo menos oficialmente, o caso nunca foi admitido, e as declarações governamentais costumam minimizar o tema. Nos últimos anos, no entanto, os serviços de inteligência do país reuniram uma série de indícios de que traficantes de origem libanesa ligados ao Hezbollah, o "Partido de Deus", se aventuraram numa associação com criminosos brasileiros. Relatórios produzidos pela Polícia Federal apontam que esses grupos se ligaram ao PCC, organização criminosa que atua nos presídios brasileiros, principalmente nos de São Paulo.
Uma série de documentos obtidos pelo GLOBO revela que essa espécie de sociedade da delinquência começou a ser montada em 2006. Mas as provas só foram descobertas dois anos depois, quando uma operação realizada pela PF reuniu os primeiros indícios da ligação entre libaneses e a organização criminosa brasileira. Na época, envolvidos com o tráfico internacional foram presos. Segundo as autoridades americanas, o dinheiro da droga é justamente uma das fontes de financiamento de entidades terroristas. Já a PF encontrou indícios de que esse grupo de libaneses que operava com o tráfico abriu canais para o contrabando de armas destinadas à organização criminosa brasileira.
Em troca, os criminosos brasileiros prometiam dar proteção a presos da quadrilha libanesa já detidos no Brasil. A notícia da associação criminosa surgiu de informante da PF. A veracidade acabou sendo confirmada pela área de inteligência, que monitorou não só os suspeitos sob investigação, como também os integrantes da facção brasileira que comandavam ações mesmo detidos em presídios federais e estaduais em São Paulo e Paraná.
Segundo relatório da PF, "a concentração de tais detentos vem auxiliando na aglutinação de indivíduos com interesses comuns, além de viabilizar o contato de traficantes de origem árabe com grupos" como a facção "com marcante presença nos estabelecimentos prisionais do estado de São Paulo". O documento diz ainda que os contatos internacionais dos traficantes libaneses "têm atendido aos interesses" da facção brasileira, "que, por seu turno, viabiliza uma situação favorável aos estrangeiros dentro do sistema prisional, além de assegurar algum lucro com negociações mesmo enquanto estão presos".
A partir de investigações e conversas com informantes que atuam na região da Tríplice Fronteira, o setor de inteligência da PF se convenceu de que os traficantes libaneses não só abriram canais para a organização criminosa obter armas no exterior, como teriam tido participação na venda de explosivos supostamente roubados pela facção brasileira. Foi identificada a participação dos traficantes libaneses na negociação de C4, um tipo de explosivo plástico que fora roubado no Paraguai. "Os libaneses em atividade criminosa, apesar de terem no tráfico de cocaína seu principal foco de atividades, também atuariam no tráfico de armas para grupos criminosos de São Paulo, sendo que, recentemente, também teriam intermediado uma negociação de explosivos (aparentemente C4, sendo também sabido que um carregamento de tal material foi subtraído no Paraguai e vem sendo vendido a preços bem baixos)", diz o relatório.
A área de inteligência da PF registrou ainda a troca de favores entre os dois grupos. Se os libaneses ajudavam no contrabando internacional de armas, a organização brasileira se encarregava de proteger os estrangeiros que já foram detidos no país. Diz documento da PF que "vários libaneses estariam estreitando suas relações" com a facção brasileira há cerca de três anos, "sendo qualificado como forte o vínculo com a referida organização criminosa, sendo constantes seus contatos". "Sabe-se, entretanto, que a ligação de libaneses estaria beneficiando mais a organização criminosa (brasileira), com poucos benefícios para os estrangeiros, embora tal situação venha sendo aceita por conveniências dentro do sistema prisional", diz um documento da PF, produzido em 2009.
As informações sobre os vínculos entre as duas quadrilhas foram compiladas depois que o governo americano passou a apontar em seus relatórios anuais de combate ao narcotráfico a participação de libaneses da Tríplice Fronteira ligados ao comércio ilegal de drogas e ao financiamento de ações terroristas. Em 2006, relatório do Departamento do Tesouro americano chegou a listar nove pessoas acusadas de ajudar a enviar recursos para o Hezbollah. Além dos nomes, o relatório apontava que a Galeria Pagé, em Ciudad del Leste, no Paraguai, vizinha da cidade brasileira de Foz do Iguaçu, era o bunker dos agentes que davam suporte financeiro ao Hezbollah. Na época, o governo brasileiro emitiu nota negando haver prova de que terroristas atuassem na região do Sul do país. Nos anos seguintes, o DEA, a agência americana de combate às drogas, reiterou a acusação.
Em 2008, dois anos após o primeiro relatório do Tesouro dos EUA, os serviços de inteligência da PF já estavam apontados para a região. O GLOBO teve acesso à parte do acervo produzido que lista prisões de libaneses, identifica remessas de drogas e confirma a perigosa associação dos libaneses com a facção criminosa de brasileiros. O trabalho de monitoramento incluiu ainda missões para vigiar estrangeiros de origem libanesa que circulavam pelas cidades de Foz, Ciudad del Leste e Porto Iguazu, na Argentina. Os documentos reúnem desde listas de nomes e períodos de hospedagens em hotéis até registros de um suposto risco de atentado terrorista no Brasil. No dia 28 de agosto de 2008, relatório de inteligência assegura que recebeu informe de "fonte não comprovada" de que um estrangeiro "integrante de uma organização terrorista" estaria viajando para Brasília para executar plano de assassinato. Há ainda a descrição de ações na Ponte da Amizade, na fronteira entre Brasil e Paraguai. Em fevereiro de 2008, por exemplo, policiais pararam um veículo em que estavam o libanês Mostapha Hamdan e o sírio naturalizado paraguaio Farouk Sadek Abdou. Esse último, pouco antes de ser abordado tentou destruir um papel onde havia 17 números de telefones.
Em abril do mesmo ano, mais uma vez a área de inteligência disparou alerta. Desta vez, sobre atuação da facção criminosa brasileira no Paraná. Havia suspeita de que armas contrabandeadas do Paraguai seriam usadas no resgate do preso Leandro Antonio, conhecido como Chacal. As autoridades locais foram alertadas, e a PF se encarregou de distribuir fotos e nomes dos possíveis envolvidos na operação.
Francisco Leali, O Globo
PT mantém guerrilha nas redes
A estrutura de redes sociais montada na campanha pelo ex-ministro Franklin Martins e sua equipe, baseada na desconstrução e em ataques pessoais a Marina Silva (PSB) e Aécio Neves (PSDB), será mantida pelo governo Dilma Rousseff. Na última semana, o PT decidiu que continuará bancando a maior parte da tropa que mobilizou durante a acirrada disputa eleitoral. Das duas mil pessoas contratadas e treinadas pelo PT entre julho e outubro deste ano, o partido pretende manter pelo menos mil dos chamados guerrilheiros virtuais, entre remunerados e voluntários. O serviço custará aos cofres do partido cerca de R$ 200 mil por mês.
O site oficial da campanha, Muda Mais, criado por Franklin e que chegou a ser questionado na Justiça Eleitoral pelo PSDB, dará lugar a uma espécie de agência de notícias, chamada Brasil da Mudança, coordenada por ele. O conteúdo será semelhante e o objetivo é elogiar o PT e as realizações do segundo mandato e combater com argumentos toda sorte de críticas feitas ao governo nas redes sociais, não deixando sem resposta publicações contrárias a Dilma Rousseff. A nova página está sendo feita em parceria com o Instituto Lula.
Para entender como funciona essa estrutura de combate nas redes sociais, ISTOÉ conversou com dois guerrilheiros virtuais. Os jovens ainda estão na faculdade e participaram do treinamento feito pelo partido antes da campanha. Ambos entraram no grupo porque tinham, segundo eles, o objetivo de “combater a direita”. Não eram petistas declarados, mas agora dedicam de duas a três horas do dia para postar comentários atacando jornalistas e blogueiros que se manifestam contra o governo. “Será que é possível não dizer meu nome? Minha mãe não sabe que faço isso”, disse um deles, de 21 anos, estudante de tecnologia da informação. Cada um ganha em média R$ 2 mil.
Izabelle Torres, IstoÉ
O site oficial da campanha, Muda Mais, criado por Franklin e que chegou a ser questionado na Justiça Eleitoral pelo PSDB, dará lugar a uma espécie de agência de notícias, chamada Brasil da Mudança, coordenada por ele. O conteúdo será semelhante e o objetivo é elogiar o PT e as realizações do segundo mandato e combater com argumentos toda sorte de críticas feitas ao governo nas redes sociais, não deixando sem resposta publicações contrárias a Dilma Rousseff. A nova página está sendo feita em parceria com o Instituto Lula.
Para entender como funciona essa estrutura de combate nas redes sociais, ISTOÉ conversou com dois guerrilheiros virtuais. Os jovens ainda estão na faculdade e participaram do treinamento feito pelo partido antes da campanha. Ambos entraram no grupo porque tinham, segundo eles, o objetivo de “combater a direita”. Não eram petistas declarados, mas agora dedicam de duas a três horas do dia para postar comentários atacando jornalistas e blogueiros que se manifestam contra o governo. “Será que é possível não dizer meu nome? Minha mãe não sabe que faço isso”, disse um deles, de 21 anos, estudante de tecnologia da informação. Cada um ganha em média R$ 2 mil.
Izabelle Torres, IstoÉ
Cantagalo:Retratação ao Vereador Valmir Silveira
Venho através deste fazer a retratação referente a matéria publicada neste blog em data de 01/10/2014 onde citava o Vereador Valmir Silveira de Cantagalo - PR em relação a uma conversa no Facebook , ressaltamos que não tínhamos conhecimento de que o Vereador havia feito um Boletim de Ocorrência alegando que sua conta de facebook tinha sido hackeada e que as informações postadas não teriam sido feitas por ele.
Diante disso , o Blog Olho Aberto Paraná RETRATA-SE na forma de corrigir o erro da publicação, sendo que baseado nestes fatos informamos que a matéria era inverídica.
Acima na íntegra o acordo Judicial na íntegra
Laranjeiras do Sul, 11 de novembro de 2014
Cesar Minotto
Diretor Blog Olho Aberto Paraná
Diante disso , o Blog Olho Aberto Paraná RETRATA-SE na forma de corrigir o erro da publicação, sendo que baseado nestes fatos informamos que a matéria era inverídica.
Acima na íntegra o acordo Judicial na íntegra
Laranjeiras do Sul, 11 de novembro de 2014
Cesar Minotto
Diretor Blog Olho Aberto Paraná
Verba federal do SUS cai de 60% para 45% em 11 anos
No mesmo período, participação dos Estados saltou de 18% para 26% e Prefeituras viram sua fatia subir de 22% para 30%
As estatísticas do Ministério da Saúde não deixam dúvidas: os repasses da União para o Sistema Único de Saúde (SUS) aumentaram, em valores absolutos, 86% - descontada a inflação - entre 2003 e 2013. Proporcionalmente, no entanto, os repasses da União diminuem ano após ano, sobrecarregando os cofres de Estados e municípios. Para rediscutir a legislação que causa essa distorção e denunciar a ineficiência na execução da verba, Ministério Público Federal e Ministério Público de Contas de São Paulo se uniram para instaurar um inquérito civil público. As informações são do Portal IG.
De acordo com a investigação, o dinheiro federal repassado ao SUS caiu, proporcionalmente, de 60% para 45% do total investido no SUS entre 2000 e 2011. No mesmo período, a participação dos Estados saltou de 18% para 26%, enquanto as Prefeituras viram sua fatia aumentar de 22% para 30% do total, segundo dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) utilizados na denúncia.
Essa deformidade se deve à Emenda Constitucional 29, editada no ano 2000, que estabelece obrigações diferentes para os entes da federação. Enquanto o governo federal deve repassar ao SUS o mesmo valor do ano anterior mais a variação do Produto Interno Bruto (PIB), estados e municípios são obrigados a investir 12% e 15%, respectivamente, de suas arrecadações tributárias. Como o PIB vem crescendo pouco nos últimos anos e a arrecadação de impostos aumentando, a participação federal minguou.
Entre 2000 e 2011, Estados e municípios mais que triplicaram o volume investido, passando de R$ 28 bilhões para R$ 89 bilhões - uma diferença de R$ 61 bilhões (R$ 28 bilhões estaduais e R$ 32 bilhões municipais). Nesse período, a União aumentou os gastos em R$ 31 bilhões, diz o Ipea. Segundo dados da Confederação Nacional dos Municípios, a legislação impediu que a União repassasse para a Saúde um total de R$ 25,8 bilhões nesse período.
Municípios e Estados também reclamam da desoneração do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) e IR (Imposto de Renda) promovida pelo Planalto sobre veículos, móveis e eletrodomésticos. "Essa desoneração impactou fortemente no repasse, afetando o investimento em Saúde", afirmou ao iG o Procurador Regional dos Direitos do Cidadão de São Paulo, Pedro Antônio de Oliveira Machado, que assina o inquérito com a Procuradora de Contas Êlida Graziane Pinto.
De acordo com acórdão do Tribunal de Contas da União (TCU), só essa desoneração representou R$ 9,6 bilhões a menos para a Saúde entre 2008 e 2013 - R$ 6 bilhões de Estados e R$ 3,6 bilhões de municípios. O procurador lembra que a medida estimulou a Indústria, fomentou o emprego, "mas tirou dinheiro da Saúde". "Se a Saúde estivesse indo bem, não haveria problema, mas a carência do setor é um fato que essa politica de desoneração aprofunda."
Verba não é usada
As procuradorias também questionam a ineficiência da aplicação do orçamento na construção de hospitais e compra de equipamentos. Em 2013, apenas 26,2% dos R$ 10 bilhões disponíveis foram usados (R$ 1,9 bilhão). De 2001 a 2012, o governo federal destinou R$ 67 bilhões para esse fim, mas apenas R$ 20,5 bilhões foram desembolsados, 41% do total.
O procurador atribui o parco uso do dinheiro a má gestão. "As licitações não saem, as obras atrasam e esses recursos acabam retidos", diz. "Há muita burocracia no repasse e ineficiência dos municípios para executá-lo. Falta capacitar o gestor? Talvez. O inquérito quer entender o problema e propor soluções."
Machado vem requisitando documentos e convocando autoridades em todas as esferas de governo para mapear as razões para o subfinanciamento e soluções de curto e médio prazo. "O ideal é que nos entendamos e não haja a necessidade de ação judicial."
Outro lado
Questionado pela reportagem, o Ministério da Saúde cita a Emenda Constitucional para dizer que cumpre "rigorosamente" o que determina a Constituição. Lembra que as contas federais são aprovadas por órgãos de controle interno e externo.
Embora admita a redução proporcional de repasses, afirma que, "em nenhum momento, o governo federal diminuiu a verba empregada em ações e serviços públicos de saúde mesmo tendo perdido, a partir de 2007, a CPMF, que correspondia a cerca de 30% da receita (R$ 40 bilhões)".
As estatísticas do Ministério da Saúde não deixam dúvidas: os repasses da União para o Sistema Único de Saúde (SUS) aumentaram, em valores absolutos, 86% - descontada a inflação - entre 2003 e 2013. Proporcionalmente, no entanto, os repasses da União diminuem ano após ano, sobrecarregando os cofres de Estados e municípios. Para rediscutir a legislação que causa essa distorção e denunciar a ineficiência na execução da verba, Ministério Público Federal e Ministério Público de Contas de São Paulo se uniram para instaurar um inquérito civil público. As informações são do Portal IG.
De acordo com a investigação, o dinheiro federal repassado ao SUS caiu, proporcionalmente, de 60% para 45% do total investido no SUS entre 2000 e 2011. No mesmo período, a participação dos Estados saltou de 18% para 26%, enquanto as Prefeituras viram sua fatia aumentar de 22% para 30% do total, segundo dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) utilizados na denúncia.
Essa deformidade se deve à Emenda Constitucional 29, editada no ano 2000, que estabelece obrigações diferentes para os entes da federação. Enquanto o governo federal deve repassar ao SUS o mesmo valor do ano anterior mais a variação do Produto Interno Bruto (PIB), estados e municípios são obrigados a investir 12% e 15%, respectivamente, de suas arrecadações tributárias. Como o PIB vem crescendo pouco nos últimos anos e a arrecadação de impostos aumentando, a participação federal minguou.
Entre 2000 e 2011, Estados e municípios mais que triplicaram o volume investido, passando de R$ 28 bilhões para R$ 89 bilhões - uma diferença de R$ 61 bilhões (R$ 28 bilhões estaduais e R$ 32 bilhões municipais). Nesse período, a União aumentou os gastos em R$ 31 bilhões, diz o Ipea. Segundo dados da Confederação Nacional dos Municípios, a legislação impediu que a União repassasse para a Saúde um total de R$ 25,8 bilhões nesse período.
Municípios e Estados também reclamam da desoneração do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) e IR (Imposto de Renda) promovida pelo Planalto sobre veículos, móveis e eletrodomésticos. "Essa desoneração impactou fortemente no repasse, afetando o investimento em Saúde", afirmou ao iG o Procurador Regional dos Direitos do Cidadão de São Paulo, Pedro Antônio de Oliveira Machado, que assina o inquérito com a Procuradora de Contas Êlida Graziane Pinto.
De acordo com acórdão do Tribunal de Contas da União (TCU), só essa desoneração representou R$ 9,6 bilhões a menos para a Saúde entre 2008 e 2013 - R$ 6 bilhões de Estados e R$ 3,6 bilhões de municípios. O procurador lembra que a medida estimulou a Indústria, fomentou o emprego, "mas tirou dinheiro da Saúde". "Se a Saúde estivesse indo bem, não haveria problema, mas a carência do setor é um fato que essa politica de desoneração aprofunda."
Verba não é usada
As procuradorias também questionam a ineficiência da aplicação do orçamento na construção de hospitais e compra de equipamentos. Em 2013, apenas 26,2% dos R$ 10 bilhões disponíveis foram usados (R$ 1,9 bilhão). De 2001 a 2012, o governo federal destinou R$ 67 bilhões para esse fim, mas apenas R$ 20,5 bilhões foram desembolsados, 41% do total.
O procurador atribui o parco uso do dinheiro a má gestão. "As licitações não saem, as obras atrasam e esses recursos acabam retidos", diz. "Há muita burocracia no repasse e ineficiência dos municípios para executá-lo. Falta capacitar o gestor? Talvez. O inquérito quer entender o problema e propor soluções."
Machado vem requisitando documentos e convocando autoridades em todas as esferas de governo para mapear as razões para o subfinanciamento e soluções de curto e médio prazo. "O ideal é que nos entendamos e não haja a necessidade de ação judicial."
Outro lado
Questionado pela reportagem, o Ministério da Saúde cita a Emenda Constitucional para dizer que cumpre "rigorosamente" o que determina a Constituição. Lembra que as contas federais são aprovadas por órgãos de controle interno e externo.
Embora admita a redução proporcional de repasses, afirma que, "em nenhum momento, o governo federal diminuiu a verba empregada em ações e serviços públicos de saúde mesmo tendo perdido, a partir de 2007, a CPMF, que correspondia a cerca de 30% da receita (R$ 40 bilhões)".
Laranjeiras do Sul:Ex-Presidente da Câmara de Vereadores faleceu vítima de câncer
É com pesar de noticiamos o falecimento do Ex-Vereador e Presidente da Câmara de Vereadores de Laranjeiras do Sul o empresário Vidomar Southier, ele faleceu as 10 horas da manhã desta terça-feira (11) em Maringá, vítima de câncer.
O Corpo de Vidomar será transladado para Laranjeiras do Sul onde será velado e seu sepultamento será amanhã em horário a definir.
Acima vemos a fotos do Ex-Presidente da Câmara de Vereadores (foto arquivo CMLS)
A Família e amigos nossos sentimentos.
O Corpo de Vidomar será transladado para Laranjeiras do Sul onde será velado e seu sepultamento será amanhã em horário a definir.
Acima vemos a fotos do Ex-Presidente da Câmara de Vereadores (foto arquivo CMLS)
A Família e amigos nossos sentimentos.
Aécio Neves:‘Para a direita não adianta me empurrar que eu não vou’
Senador tucano reafirma que não irá abdicar do papel de oposição e que PT enfrentará “oposição conectada com a sociedade”
Aécio Neves chega caminhando sozinho pela rua. Vem do pediatra e entra na casa do amigo onde daria entrevista, em Ipanema, contando que os filhos gêmeos, nascidos prematuros, engordaram. Diz que depois de olhar tanto no olho da adversária que o derrotou na campanha mais acirrada da História não abdicará de seu papel de fazer oposição. Admite erros. Mas diz que, pela primeira vez, o PT enfrentará uma “oposição conectada com a sociedade, e isso os assusta”.
Como o senhor viu a entrevista da presidente Dilma, que chamou de lorota o corte de ministérios e de ideia maluca sua proposta de choque de gestão?
A candidata Dilma estaria muito envergonhada da presidente Dilma. Para a candidata, aumentar juros era tirar comida da mesa dos pobres. Três dias depois da eleição, o BC aumentou os juros. Para a candidata, não havia inflação. A presidente agora admite que há e que é preciso controlá-la. A candidata dizia que as contas públicas estavam em ordem, e descobrimos que tivemos um setembro com o pior resultado da história. A candidata dizia que cumpriria o superávit fiscal, e agora se prepara para pedir a revisão da meta de 1,9%. Estamos assistindo ao maior estelionato eleitoral da História. O choque de gestão, que incomoda tanto o PT, nada mais é do que gastar menos com o Estado e mais com as políticas fins. É o contrário do que o PT pratica. O próximo mandato, que se inicia, já começa envelhecido. A presidente não se acha no dever de sequer sinalizar como será a política econômica. E é curioso vermos a presidente correndo desesperada atrás de um banqueiro para a Fazenda. Eu hoje chego na minha casa, coloco a cabeça no travesseiro e durmo com a consciência muito tranquila. Fiz uma campanha falando a verdade, não fugi dos temas áridos, sinalizei na direção da política econômica que achava correta. Não sei se a candidata eleita pode fazer o mesmo.
A oposição também não está envelhecida?
A oposição sai extremamente revigorada da eleição. A campanha teve duas marcas muito fortes. A primeira, protagonizada pelo PT e pela candidata que venceu: a utilização sem limites da máquina pública, do terrorismo eleitoral, aterrorizando beneficiários do Bolsa Família, do Minha Casa Minha Vida. Inúmeras regiões ouviram durante meses, isso sim uma grande lorota, que, se o 45 ganhasse, seriam desfiliados dos programas. Infelizmente, essa é uma marca perversa. Mas há uma outra, extraordinária, que é um combustível para construir essa nova oposição. O Brasil acordou, foi às ruas. Minha candidatura passou a ser um movimento. Nosso e desafio é manter vivo esse sentimento de mudança, por ética.
Como atuar de forma diferente?
Pela primeira vez, o PT governará com uma oposição conectada com a sociedade. O sentimento pós-eleição foi quase como se tivéssemos ganhado. E os primeiros movimentos da presidente são de desperdiçar a oportunidade de renovar, de admitir equívocos, mudar rumos. Ela começa com o mesmo roteiro: reúne partidos para discutir um projeto de reforma política ou uma agenda de crescimento? Não! Reúnem-se em torno da divisão de ministérios, de nacos de poder. As pessoas não se sentam para ouvir da presidente: "Quero o apoio para um grande projeto de país." Era o que eu faria. A grande pergunta dos brasileiros será: para que novo mandato se não há projeto novo de país? Para continuar distribuindo cargos e espaço de poder para as pessoas fazerem negócios? A presidente corre o risco de começar o mandato com sentimento de fim de festa.
O PSDB fará um “governo paralelo”?
Vamos constituir dez grupos, de dez áreas específicas, para acompanhar as ações do governo. Comparar compromissos de campanha com o que acontece em cada área. Queremos subsidiar nossos companheiros, lideranças da sociedade, vereadores, governadores, parlamentares.
Isso não reforça o discurso de que vocês precisam desmontar o palanque?
Chega a ser risível ouvir o PT falar que é hora de descer do palanque. O PT, sempre que perdeu, nunca desceu. E quando venceu também não desceu. E quem paga a conta são os brasileiros. Cumprimentei a presidente pela vitória. Agora vou cumprir o papel que me foi determinado por praticamente metade da população. Vamos ser oposição vigilante, fiscalizadora, e não vamos deixar que varram para debaixo do tapete, como querem fazer, esses gravíssimos escândalos que estão aí.
Mas não houve acordo na CPI da Petrobras para blindar políticos, com apoio do PSDB?
Quero dizer de forma peremptória e definitiva: vamos às últimas consequências nessas investigações, não importa a quem atinjam. Até pelo nível de insegurança de setores da base do governo, o que pode estar vindo por aí é algo muito, mas muito grave. Não depende mais apenas da ação do Congresso ou da Justiça no país, porque essa organização criminosa que, segundo a PF, se institucionalizou na Petrobras, tem ramificações fora do Brasil. E outros países estão agindo. Nosso papel é não permitir, do ponto de vista político, tentativas de limitação das investigações. Se alguém pensou em algum acordo, e no caso do deputado Carlos Sampaio ele foi ingenuamente levado a isso, será corrigido.
A desconstrução marcou a campanha. Como enfrentar isso em 2018?
O marketing petista deseduca a população porque não permite o debate. Será que vai dar certo sempre? Queremos transformar o Bolsa Família em política de Estado para que saia dessa perversa agenda eleitoral. Apresentamos o projeto, e agora ficou claro porque o PT votou contra. O PT prefere ter um programa para manipular as vésperas das eleições, como se fosse uma bondade. Há uma manipulação vergonhosa de instituições como Ipea e IBGE. A presidente usou o marketing de que tinha tirado não sei quantos milhões da miséria já sabendo que a miséria aumentara. Mais um estelionato. Setembro foi o pior mês do século em geração de emprego. Há 20 milhões de jovens sem ensino fundamental e médio. Nossa educação, comparativamente a nossos vizinhos, é péssima. E o governo acha que política social é o Bolsa Família. Não. Tem que ser saúde, educação de qualidade e geração de emprego para incorporar essas pessoas ao mercado formal.
Como o PSDB se manterá unido com uma disputa interna que se anuncia para 2018?
Antecipar uma divisão no PSDB hoje é uma bobagem. Não tenho obsessão em ser candidato a presidente. O que há hoje é um PSDB, ao lado de outras forças, conectado a setores da sociedade com os quais não estávamos vinculados. Esse é o grande fato novo. Lá na frente, o candidato será aquele que tiver melhores condições de vencer.
Há uma nova direita indo às ruas e pedindo a volta dos militares. Como fazer com que o PSDB não se confunda com esse movimento?
Com nosso DNA. Sou filho da democracia. O que houve foi a utilização de movimentos da sociedade por uma minoria nostálgica que nada tem a ver conosco e com nossa história. A agenda conservadora, antidemocrática, totalitária, é a do PT. Esse documento do PT, lançado depois das eleições, é muito grave. Fala no cerceamento da liberdade da imprensa, de um projeto hegemônico de país, sem alternância de poder. Fala de uma democracia direta que, de alguma forma, suplantaria ou diminuiria a participação do Congresso na definição das políticas públicas. Teve um momento na campanha do meu avô Tancredo, em 1984, que pregaram uns cartazes em Brasília com o símbolo do comunismo. Era um movimento da direita mais radical para dizer que ele era comunista. Tancredo disse: "Olha, para a esquerda não adianta me empurrar que eu não vou." Ele era um homem de centro. E, agora, eu digo: "Para a direita não adianta me empurrar que eu não vou".
E os erros na campanha? Faltou conexão com minorias, movimentos de base?
Faltaram poucos votos que não conseguimos por falta de estrutura. Nas eleições municipais teremos candidatos com capilaridade em segmentos muito mais amplos. Em dezembro, reuniremos a Executiva com esse foco. Faremos ampla campanha, uma semana de filiação no Brasil. Com gente nas ruas, sindicatos, universidades. Estarei em Maceió, numa grande teleconferência, para sinalizar que o Nordeste sempre será prioridade para o PSDB. As pessoas estão procurando saber como participar, como se filiar. Isso nunca acontecera. Voltamos a ser depositários da confiança de parcela importante da sociedade que nunca fez política e está querendo fazer.
Quais foram os erros em Minas? É consenso que o senhor perdeu porque foi derrotado lá.
Ainda estou tentando entender. Meus adversários tiveram ação organizada muito forte nas regiões mais pobres de Minas. Temos imagens de deputados com megafones dizendo: "Aécio vai acabar com o Bolsa Família". Os Correios não levavam nosso material, e não estávamos atentos. Houve talvez certa negligência do nosso pessoal. E nossa candidatura estadual também não foi bem. No segundo turno, a força do governador eleito acabou sendo um contraponto forte. Ninguém é invencível. Eu não sou infalível. É do jogo político. Souberam ser mais competentes do que nós. A responsabilidade é minha mesmo. Vamos recuperar esse espaço. Lançar candidato a prefeito em Belo Horizonte, onde ganhamos por 60% a 30%, e em todas a grandes cidades.
E a derrota no Rio?
Eu ter tido 45% dos votos no Rio foi um ato de heroísmo. Os dois candidatos do segundo turno estavam com Dilma. E ainda espalharam jornais apócrifos me colocando como inimigo do Rio.
A aliança de oposição será mantida?
É bom que a oposição tenha várias caras. É um erro estratégico, além de gesto de absoluta arrogância, achar que sou o líder das oposições. Não sou. Somos um conjunto de pessoas credenciadas para falar em nome de uma parcela importante da população. Sou cioso da autonomia do Congresso. Mas gostaria de ver alguma forma essa aliança reeditada na eleição para a presidência da Câmara. Quem sabe num gesto em direção do PSB. A mim agradaria, mas é uma decisão que será tomada com absoluta autonomia pelos deputados.
O senhor sempre repete a frase de Tancredo que ser presidente, mais do que projeto, é destino. Ainda concorda?
Não é obsessão, como jamais foi. Sou hoje um homem de bem com a vida, conheci um Brasil novo, vibrante, com esperança. Não é frase de efeito. Vi coisas de emocionar. Gente que via esperança em mim. E isso é muito sério.
Maria Lima, Lydia Medeiros e Silvia Fonseca, O Globo
Aécio Neves chega caminhando sozinho pela rua. Vem do pediatra e entra na casa do amigo onde daria entrevista, em Ipanema, contando que os filhos gêmeos, nascidos prematuros, engordaram. Diz que depois de olhar tanto no olho da adversária que o derrotou na campanha mais acirrada da História não abdicará de seu papel de fazer oposição. Admite erros. Mas diz que, pela primeira vez, o PT enfrentará uma “oposição conectada com a sociedade, e isso os assusta”.
Como o senhor viu a entrevista da presidente Dilma, que chamou de lorota o corte de ministérios e de ideia maluca sua proposta de choque de gestão?
A candidata Dilma estaria muito envergonhada da presidente Dilma. Para a candidata, aumentar juros era tirar comida da mesa dos pobres. Três dias depois da eleição, o BC aumentou os juros. Para a candidata, não havia inflação. A presidente agora admite que há e que é preciso controlá-la. A candidata dizia que as contas públicas estavam em ordem, e descobrimos que tivemos um setembro com o pior resultado da história. A candidata dizia que cumpriria o superávit fiscal, e agora se prepara para pedir a revisão da meta de 1,9%. Estamos assistindo ao maior estelionato eleitoral da História. O choque de gestão, que incomoda tanto o PT, nada mais é do que gastar menos com o Estado e mais com as políticas fins. É o contrário do que o PT pratica. O próximo mandato, que se inicia, já começa envelhecido. A presidente não se acha no dever de sequer sinalizar como será a política econômica. E é curioso vermos a presidente correndo desesperada atrás de um banqueiro para a Fazenda. Eu hoje chego na minha casa, coloco a cabeça no travesseiro e durmo com a consciência muito tranquila. Fiz uma campanha falando a verdade, não fugi dos temas áridos, sinalizei na direção da política econômica que achava correta. Não sei se a candidata eleita pode fazer o mesmo.
A oposição também não está envelhecida?
A oposição sai extremamente revigorada da eleição. A campanha teve duas marcas muito fortes. A primeira, protagonizada pelo PT e pela candidata que venceu: a utilização sem limites da máquina pública, do terrorismo eleitoral, aterrorizando beneficiários do Bolsa Família, do Minha Casa Minha Vida. Inúmeras regiões ouviram durante meses, isso sim uma grande lorota, que, se o 45 ganhasse, seriam desfiliados dos programas. Infelizmente, essa é uma marca perversa. Mas há uma outra, extraordinária, que é um combustível para construir essa nova oposição. O Brasil acordou, foi às ruas. Minha candidatura passou a ser um movimento. Nosso e desafio é manter vivo esse sentimento de mudança, por ética.
Como atuar de forma diferente?
Pela primeira vez, o PT governará com uma oposição conectada com a sociedade. O sentimento pós-eleição foi quase como se tivéssemos ganhado. E os primeiros movimentos da presidente são de desperdiçar a oportunidade de renovar, de admitir equívocos, mudar rumos. Ela começa com o mesmo roteiro: reúne partidos para discutir um projeto de reforma política ou uma agenda de crescimento? Não! Reúnem-se em torno da divisão de ministérios, de nacos de poder. As pessoas não se sentam para ouvir da presidente: "Quero o apoio para um grande projeto de país." Era o que eu faria. A grande pergunta dos brasileiros será: para que novo mandato se não há projeto novo de país? Para continuar distribuindo cargos e espaço de poder para as pessoas fazerem negócios? A presidente corre o risco de começar o mandato com sentimento de fim de festa.
O PSDB fará um “governo paralelo”?
Vamos constituir dez grupos, de dez áreas específicas, para acompanhar as ações do governo. Comparar compromissos de campanha com o que acontece em cada área. Queremos subsidiar nossos companheiros, lideranças da sociedade, vereadores, governadores, parlamentares.
Isso não reforça o discurso de que vocês precisam desmontar o palanque?
Chega a ser risível ouvir o PT falar que é hora de descer do palanque. O PT, sempre que perdeu, nunca desceu. E quando venceu também não desceu. E quem paga a conta são os brasileiros. Cumprimentei a presidente pela vitória. Agora vou cumprir o papel que me foi determinado por praticamente metade da população. Vamos ser oposição vigilante, fiscalizadora, e não vamos deixar que varram para debaixo do tapete, como querem fazer, esses gravíssimos escândalos que estão aí.
Mas não houve acordo na CPI da Petrobras para blindar políticos, com apoio do PSDB?
Quero dizer de forma peremptória e definitiva: vamos às últimas consequências nessas investigações, não importa a quem atinjam. Até pelo nível de insegurança de setores da base do governo, o que pode estar vindo por aí é algo muito, mas muito grave. Não depende mais apenas da ação do Congresso ou da Justiça no país, porque essa organização criminosa que, segundo a PF, se institucionalizou na Petrobras, tem ramificações fora do Brasil. E outros países estão agindo. Nosso papel é não permitir, do ponto de vista político, tentativas de limitação das investigações. Se alguém pensou em algum acordo, e no caso do deputado Carlos Sampaio ele foi ingenuamente levado a isso, será corrigido.
A desconstrução marcou a campanha. Como enfrentar isso em 2018?
O marketing petista deseduca a população porque não permite o debate. Será que vai dar certo sempre? Queremos transformar o Bolsa Família em política de Estado para que saia dessa perversa agenda eleitoral. Apresentamos o projeto, e agora ficou claro porque o PT votou contra. O PT prefere ter um programa para manipular as vésperas das eleições, como se fosse uma bondade. Há uma manipulação vergonhosa de instituições como Ipea e IBGE. A presidente usou o marketing de que tinha tirado não sei quantos milhões da miséria já sabendo que a miséria aumentara. Mais um estelionato. Setembro foi o pior mês do século em geração de emprego. Há 20 milhões de jovens sem ensino fundamental e médio. Nossa educação, comparativamente a nossos vizinhos, é péssima. E o governo acha que política social é o Bolsa Família. Não. Tem que ser saúde, educação de qualidade e geração de emprego para incorporar essas pessoas ao mercado formal.
Como o PSDB se manterá unido com uma disputa interna que se anuncia para 2018?
Antecipar uma divisão no PSDB hoje é uma bobagem. Não tenho obsessão em ser candidato a presidente. O que há hoje é um PSDB, ao lado de outras forças, conectado a setores da sociedade com os quais não estávamos vinculados. Esse é o grande fato novo. Lá na frente, o candidato será aquele que tiver melhores condições de vencer.
Há uma nova direita indo às ruas e pedindo a volta dos militares. Como fazer com que o PSDB não se confunda com esse movimento?
Com nosso DNA. Sou filho da democracia. O que houve foi a utilização de movimentos da sociedade por uma minoria nostálgica que nada tem a ver conosco e com nossa história. A agenda conservadora, antidemocrática, totalitária, é a do PT. Esse documento do PT, lançado depois das eleições, é muito grave. Fala no cerceamento da liberdade da imprensa, de um projeto hegemônico de país, sem alternância de poder. Fala de uma democracia direta que, de alguma forma, suplantaria ou diminuiria a participação do Congresso na definição das políticas públicas. Teve um momento na campanha do meu avô Tancredo, em 1984, que pregaram uns cartazes em Brasília com o símbolo do comunismo. Era um movimento da direita mais radical para dizer que ele era comunista. Tancredo disse: "Olha, para a esquerda não adianta me empurrar que eu não vou." Ele era um homem de centro. E, agora, eu digo: "Para a direita não adianta me empurrar que eu não vou".
E os erros na campanha? Faltou conexão com minorias, movimentos de base?
Faltaram poucos votos que não conseguimos por falta de estrutura. Nas eleições municipais teremos candidatos com capilaridade em segmentos muito mais amplos. Em dezembro, reuniremos a Executiva com esse foco. Faremos ampla campanha, uma semana de filiação no Brasil. Com gente nas ruas, sindicatos, universidades. Estarei em Maceió, numa grande teleconferência, para sinalizar que o Nordeste sempre será prioridade para o PSDB. As pessoas estão procurando saber como participar, como se filiar. Isso nunca acontecera. Voltamos a ser depositários da confiança de parcela importante da sociedade que nunca fez política e está querendo fazer.
Quais foram os erros em Minas? É consenso que o senhor perdeu porque foi derrotado lá.
Ainda estou tentando entender. Meus adversários tiveram ação organizada muito forte nas regiões mais pobres de Minas. Temos imagens de deputados com megafones dizendo: "Aécio vai acabar com o Bolsa Família". Os Correios não levavam nosso material, e não estávamos atentos. Houve talvez certa negligência do nosso pessoal. E nossa candidatura estadual também não foi bem. No segundo turno, a força do governador eleito acabou sendo um contraponto forte. Ninguém é invencível. Eu não sou infalível. É do jogo político. Souberam ser mais competentes do que nós. A responsabilidade é minha mesmo. Vamos recuperar esse espaço. Lançar candidato a prefeito em Belo Horizonte, onde ganhamos por 60% a 30%, e em todas a grandes cidades.
E a derrota no Rio?
Eu ter tido 45% dos votos no Rio foi um ato de heroísmo. Os dois candidatos do segundo turno estavam com Dilma. E ainda espalharam jornais apócrifos me colocando como inimigo do Rio.
A aliança de oposição será mantida?
É bom que a oposição tenha várias caras. É um erro estratégico, além de gesto de absoluta arrogância, achar que sou o líder das oposições. Não sou. Somos um conjunto de pessoas credenciadas para falar em nome de uma parcela importante da população. Sou cioso da autonomia do Congresso. Mas gostaria de ver alguma forma essa aliança reeditada na eleição para a presidência da Câmara. Quem sabe num gesto em direção do PSB. A mim agradaria, mas é uma decisão que será tomada com absoluta autonomia pelos deputados.
O senhor sempre repete a frase de Tancredo que ser presidente, mais do que projeto, é destino. Ainda concorda?
Não é obsessão, como jamais foi. Sou hoje um homem de bem com a vida, conheci um Brasil novo, vibrante, com esperança. Não é frase de efeito. Vi coisas de emocionar. Gente que via esperança em mim. E isso é muito sério.
Maria Lima, Lydia Medeiros e Silvia Fonseca, O Globo
Pinhão:Secretaria de Assistência Social realizou a 29ª edição da Festa do Idoso
No último sábado, (08), a secretaria de assistência social promoveu a 29ª Festa do Idoso. No sábado de manhã foi realizada a missa na igreja Matriz Divino Espirito Santo com a participação de centenas de pessoas da melhor idade.
Aconteceu em seguida, no salão de festas da igreja, roda de chimarrão, sorteio de brindes, delicioso almoço e tarde dançante com animação do grupo Tchê Pampeano.
A secretária de assistência social, Lucimeri Terleski Oliveira, destacou a importância do evento. ” Esta é mais uma ação que visa melhorar a qualidade de vida e valorizar o idoso, tudo foi feito com muito carinho e muita dedicação as pessoas da melhor idade de nosso município”. Disse Lucimeri.
Fonte:http://www.pinhao.pr.gov.br/secretaria-de-assistencia-social-realizou-no-ultimo-sabado-a-29a-edicao-da-festa-do-idoso/
Mira torta
Na tentativa de atingir o Governo do Paraná, o deputado João Arruda (PMDB) acabou atacando o governo do PT e seu próprio partido. Arruda usou a tribuna da Câmara dos Deputados, na última quarta-feira,5, para criticar a retirada dos aeroportos de Bandeirantes e União da Vitória da lista de investimentos previstos pela União. Os dois aeroportos - cujas escolhas foram da então ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann (PT) - podem perder os investimentos por uma determinação do ministro Moreira Franco (PMDB), da Secretaria de Aviação Civil. Em agosto, Moreira Franco alterou o Plano de Outorgas, excluindo cidades que não têm faturamento do PIB anual equivalente a R$ 1 bilhão. Agora os dois aeroportos só serão ampliados se a Infraero fizer a administração ou caso se forme um por consórcio empresarial. Recentemente, o ministro Moreira Franco encaminhou uma carta ao Governo do Paraná, pedindo ajuda para viabiliza a formação de um consórcio.
Bernardo força a barra mas já aceita lugar de Vaccari na Itaipu
Paulo Bernardo, ministro das Comunicações, marido da senadora Gleisi Hoffmann (PT), faz de tudo para permanecer no segundo mandato de Dilma Rousseff (PT). Segundo fontes petistas, Bernardo, sabendo que a chance de sair é alta, tem forçado a barra com interlocutores da presidente. O tiro, no entanto, pode sair pela culatra, porque Dilma odeia esse tipo de pressão. Aos mais próximos, Bernardo diz que até aceita lugar de João Vaccari Neto no Conselho de Itaipu.
Laranjeiras do Sul:A "palavra do Vereador Massqueto (PMDB) é igual nota de R$ 1 real.. não existe...
Em política a gente vê de tudo... inclusive mentiras... digo isso em relação ao Vereador Massuqueto (PMDB) que esteve reunido com o Deputado Nereu Moura (PMDB) pouco antes do período eleitoral de 2014, onde em voz "firme e clara" falou do seu compromisso com o Deputado , da sua "gratidão" e da sua "índole"... No discurso foi bonito.. mas na prática o Vereador MASSUQUETO apunhalou o Deputado Nereu Moura, não apoiou o Deputado do partido.. prometeu apoio para o Deputado Litro (PSDB) e acabou apoiando o Berto Silva (PCS),m além da clara INFIDELIDADE PARTIDÁRIA... a falta de palavra e caráter do Vereador com um Discurso Demagogo....
Veja no vídeo abaixo as "declarações de amor e fidelidade" feitas pelo Vereador Massuqueto ao Deputado Nereu Moura
Hoje acreditamos que a palavra do Vereador Massuqueto é igual nota de R$ 1 REAL... não existe mais... infelizmente a política cria maus políticos, sem palavra, sem comprometimento, enfim... sem qualidade alguma, eis o caso deste Vereador de Laranjeiras do Sul... e ele ainda SONHA em ser presidente da Câmara de Vereadores de Laranjeiras do Sul..,. Deus nos livre disso!!!!
Veja no vídeo abaixo as "declarações de amor e fidelidade" feitas pelo Vereador Massuqueto ao Deputado Nereu Moura
Hoje acreditamos que a palavra do Vereador Massuqueto é igual nota de R$ 1 REAL... não existe mais... infelizmente a política cria maus políticos, sem palavra, sem comprometimento, enfim... sem qualidade alguma, eis o caso deste Vereador de Laranjeiras do Sul... e ele ainda SONHA em ser presidente da Câmara de Vereadores de Laranjeiras do Sul..,. Deus nos livre disso!!!!
Laranjeiras do Sul:A Falência da Saúde Municipal na Gestão da Secretária Giorgia Luchese
Não é de hoje que alertamos a Prefeita Sirlene Svartz sobre a péssima gestão na Saúde Municipal, inúmeras reclamações, várias reportagens comprobatórias referente a falta de Gestão da Atual Secretária de Saúde..... Agora relembramos dois programas importantes que Laranjeiras do sul tinha... mensalmente 30 óculos eram dados para pessoas carentes do município e outras 30 dentaduras.. para alguns parece ser insignificante , mas para muitos era uma ajuda de supra importância, ambos os programas eram realizados na gestão do então Secretário de Saúde Valdemir Scarpari, e que agora não tem mais....
Exames
A espera por exames agora leva meses... meses... se o caso for grave o paciente arrisca falecer antes mesmo de realizar os exames.. UMA VERGONHA
Essa Secretária de Saúde já passou da hora de trocar.... está acabando com a Saúde Municipal.. o pov não aguenta mais sofrer...
Por Olho aberto
Prefeita Sirlene.. pelo bem do povo Laranjeirense.., EXONERE a atual Secretária.. ela já provou que não sabe ser GESTORA DA SAÚDE....
Exames
A espera por exames agora leva meses... meses... se o caso for grave o paciente arrisca falecer antes mesmo de realizar os exames.. UMA VERGONHA
Essa Secretária de Saúde já passou da hora de trocar.... está acabando com a Saúde Municipal.. o pov não aguenta mais sofrer...
Por Olho aberto
Prefeita Sirlene.. pelo bem do povo Laranjeirense.., EXONERE a atual Secretária.. ela já provou que não sabe ser GESTORA DA SAÚDE....
Copel recebe prêmio de melhor da América Latina
O vice-governador Flávio Arns recebeu na segunda-feira, (10), no Uruguai, o prêmio de Melhor Distribuidora da América Latina para a Copel. “Pela terceira vez em quatro anos, o Paraná é reconhecido por ter o melhor serviço de atendimento com energia elétrica da América Latina”, diz Arns. “O prêmio comprova o excelente serviço prestado pela Copel aos paranaenses”.
O prêmio é concedido pela Comisión de Integración Energética Regional (CIER), principal entidade do setor no continente. A entrega será realizada durante o Congresso Iberoamericano de Energia, que reunirá representantes de mais de 250 empresas do continente em Punta del Este, no Uruguai, de 10 a 12 de novembro, para discutir os rumos do setor elétrico na América Latina.
Para ganhar o prêmio, a Copel concorreu com 34 grandes distribuidoras de 13 países. A avaliação do desempenho é feita através de uma pesquisa de satisfação com os consumidores de energia de todas as empresas. Realizado desde 2003, o prêmio adota a mesma metodologia da Pesquisa da Associação Brasileira das Distribuidoras de Energia (Abradee), que também reconheceu a Copel em 2014 como a melhor distribuidora do Brasil na avaliação do cliente.
Em 2011 e 2012 a Copel também havia conquistado o ouro e, em 2013, o bronze no Prêmio Cier. “Nestes últimos quatro anos, a Copel priorizou a qualidade do serviço, com investimentos significativos”, diz o presidente da Copel, Lindolfo Zimmer.
Os consumidores respondem a um questionário com perguntas sobre diferentes áreas de atuação das companhias, como fornecimento de energia, informação e comunicação, atendimento ao cliente, conta de luz e imagem da empresa. A partir dos dados coletados, é calculado o Índice de Satisfacción del Cliente con la Calidad Percibida (ISCAL). O ISCAL da Copel foi 89,3, seguido pela também brasileira Elektro (88,3) e pela Essa, da Colômbia (87,2).
Foco no cliente
O diretor-presidente da Copel Distribuição, Vlademir Daleffe, comemorou o prêmio e ressaltou os investimentos que a Copel fez em modernização da rede elétrica, atendimento e gestão. “Ao contrário do que se pode imaginar, a busca pela qualidade não é um custo elevado e tem um retorno assegurado, para a Companhia e para os paranaenses”.
Em busca da satisfação do cliente, a Copel Distribuição escolheu três focos estratégicos que norteiam a atuação da empresa: que não falte energia, que a conta de luz esteja correta e não traga “surpresas” e que, ao contatar a empresa, o cliente seja bem atendido.
Os resultados dessa aposta justificam o reconhecimento. Em dez anos, a Companhia quadruplicou o investimento na rede de distribuição. Somente em 2013 foram aplicados quase R$ 800 milhões. Em consequência, na última década a Copel reduziu pela metade a ocorrência de interrupção de energia.
No mesmo período, a empresa colecionou diversas premiações na satisfação do cliente. Em 2014, além da CIER e da Abradee, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) reconheceu o trabalho desenvolvido pela Companhia. Entre todas as grandes distribuidoras do Brasil, a Copel obteve o menor índice de reclamações procedentes na ouvidoria da Agência, 0,66, enquanto a média nacional foi de 4,47.
Destaque em responsabilidade socioambiental
Além do prêmio principal da CIER, a Copel Distribuição também foi a mais bem avaliada em Responsabilidade Social. Inédito para a Companhia, o troféu de destaque na área é conferido à distribuidora com melhor desempenho geral em 14 diferentes atributos, como apoiar programas sociais, ambientais e eventos culturais, levar energia a localidades remotas e contribuir para o desenvolvimento regional, dentre outros.
Entre as principais estratégias para implementar ações de responsabilidade, destacam-se a criação de um comitê gestor voltado ao Prêmio Abradee e a constituição de comissões internas socioambientais (Cisa). "Este prêmio é um reconhecimento à nossa preocupação em estruturar e consolidar a gestão sustentável e responsável de todas as nossas atividades", diz Vlademir Daleffe.
De modo estruturado e contínuo, a Copel desenvolve projetos socioambientais em todo o estado, como o programa “Iluminando Gerações”, que leva orientações sobre uso seguro e eficiente de energia a mais de 100 mil alunos. Para a preservação da natureza, o programa Florestas Ciliares recupera áreas ambientais degradadas. Já pelo programa Luz Fraterna o Governo do Paraná quita as contas de luz das famílias de baixa renda com consumo de até 120 kWh.
50 anos
O congresso no Uruguai também celebra os 50 anos da Comisión de Integración Energética Regional (CIER). Na noite de terça (11), o congresso homenageará o aniversário da entidade. O presidente do Conselho de Administração da Copel, Mauricio Schulman, será um dos homenageados, por ter sido presidente da Cier no biênio 1980/1981.
O prêmio é concedido pela Comisión de Integración Energética Regional (CIER), principal entidade do setor no continente. A entrega será realizada durante o Congresso Iberoamericano de Energia, que reunirá representantes de mais de 250 empresas do continente em Punta del Este, no Uruguai, de 10 a 12 de novembro, para discutir os rumos do setor elétrico na América Latina.
Para ganhar o prêmio, a Copel concorreu com 34 grandes distribuidoras de 13 países. A avaliação do desempenho é feita através de uma pesquisa de satisfação com os consumidores de energia de todas as empresas. Realizado desde 2003, o prêmio adota a mesma metodologia da Pesquisa da Associação Brasileira das Distribuidoras de Energia (Abradee), que também reconheceu a Copel em 2014 como a melhor distribuidora do Brasil na avaliação do cliente.
Em 2011 e 2012 a Copel também havia conquistado o ouro e, em 2013, o bronze no Prêmio Cier. “Nestes últimos quatro anos, a Copel priorizou a qualidade do serviço, com investimentos significativos”, diz o presidente da Copel, Lindolfo Zimmer.
Os consumidores respondem a um questionário com perguntas sobre diferentes áreas de atuação das companhias, como fornecimento de energia, informação e comunicação, atendimento ao cliente, conta de luz e imagem da empresa. A partir dos dados coletados, é calculado o Índice de Satisfacción del Cliente con la Calidad Percibida (ISCAL). O ISCAL da Copel foi 89,3, seguido pela também brasileira Elektro (88,3) e pela Essa, da Colômbia (87,2).
Foco no cliente
O diretor-presidente da Copel Distribuição, Vlademir Daleffe, comemorou o prêmio e ressaltou os investimentos que a Copel fez em modernização da rede elétrica, atendimento e gestão. “Ao contrário do que se pode imaginar, a busca pela qualidade não é um custo elevado e tem um retorno assegurado, para a Companhia e para os paranaenses”.
Em busca da satisfação do cliente, a Copel Distribuição escolheu três focos estratégicos que norteiam a atuação da empresa: que não falte energia, que a conta de luz esteja correta e não traga “surpresas” e que, ao contatar a empresa, o cliente seja bem atendido.
Os resultados dessa aposta justificam o reconhecimento. Em dez anos, a Companhia quadruplicou o investimento na rede de distribuição. Somente em 2013 foram aplicados quase R$ 800 milhões. Em consequência, na última década a Copel reduziu pela metade a ocorrência de interrupção de energia.
No mesmo período, a empresa colecionou diversas premiações na satisfação do cliente. Em 2014, além da CIER e da Abradee, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) reconheceu o trabalho desenvolvido pela Companhia. Entre todas as grandes distribuidoras do Brasil, a Copel obteve o menor índice de reclamações procedentes na ouvidoria da Agência, 0,66, enquanto a média nacional foi de 4,47.
Destaque em responsabilidade socioambiental
Além do prêmio principal da CIER, a Copel Distribuição também foi a mais bem avaliada em Responsabilidade Social. Inédito para a Companhia, o troféu de destaque na área é conferido à distribuidora com melhor desempenho geral em 14 diferentes atributos, como apoiar programas sociais, ambientais e eventos culturais, levar energia a localidades remotas e contribuir para o desenvolvimento regional, dentre outros.
Entre as principais estratégias para implementar ações de responsabilidade, destacam-se a criação de um comitê gestor voltado ao Prêmio Abradee e a constituição de comissões internas socioambientais (Cisa). "Este prêmio é um reconhecimento à nossa preocupação em estruturar e consolidar a gestão sustentável e responsável de todas as nossas atividades", diz Vlademir Daleffe.
De modo estruturado e contínuo, a Copel desenvolve projetos socioambientais em todo o estado, como o programa “Iluminando Gerações”, que leva orientações sobre uso seguro e eficiente de energia a mais de 100 mil alunos. Para a preservação da natureza, o programa Florestas Ciliares recupera áreas ambientais degradadas. Já pelo programa Luz Fraterna o Governo do Paraná quita as contas de luz das famílias de baixa renda com consumo de até 120 kWh.
50 anos
O congresso no Uruguai também celebra os 50 anos da Comisión de Integración Energética Regional (CIER). Na noite de terça (11), o congresso homenageará o aniversário da entidade. O presidente do Conselho de Administração da Copel, Mauricio Schulman, será um dos homenageados, por ter sido presidente da Cier no biênio 1980/1981.
Laranjeiras do Sul:Escola Jose Marcondes Sobrinho, Berto não fez... Sirlene está fazendo...
Escola Estadual Marcondes Sobrinho foi uma novela Mexicana , não acabava nunca . A gestão passada tentou e nada fez , o governo do estado na época do PMDB tentou e nada fez e o impasse continuava.
Veja abaixo o vídeo com a reportagem no local
Berto não fez, Sirlene faz......
A gestão da atual prefeita abraçou a causa e devida a força politica de seus aliados no governo estadual conseguiu resolver o impasse , problemas com documentação e lugar , mas enfim tudo resolvido , agora após meses de construção a escola estadual está quase pronta e estará apta para receber os novos alunos no ano letivo de 2015.
Reportagem Hercules Folador
Brasileiros na mira do terror no Paraguai
Uma guerrilha de esquerda inspirada nas Farc aterroriza o norte do Paraguai e mantém sequestrado há sete meses o filho de um casal de brasileiros
No dia 2 de abril, o Exército do Povo Paraguaio (EPP) sequestrou Arlan Fick, filho de brasileiros radicados no Paraguai no início da década de 1980, na fazenda onde moram, em Paso Tuya, no norte do país. ÉPOCA teve acesso exclusivo à fazenda dos Fick no fim de outubro, em duas oportunidades. Foram longas conversas, em que a família contou como foram surpreendidos com o sequestro, como viviam quando Arlan estava entre eles e o que mudou depois de 2 de abril. A reportagem completa está na edição de ÉPOCA que chega às bancas neste sábado (8). No vídeo desta matéria, ÉPOCA mostra depoimentos emocionantes dos Fick. Também relata como o terror promovido pelo EPP se espalha pelo norte do Paraguai e como o governo do país busca combater a guerrilha.
O EPP é uma guerrilha que se diz marxista-leninista. Promove sequestros e ataques a fazendeiros, à população e à polícia sob o discurso da reforma agrária, da defesa dos pobres e do ataque contra a democracia, classificada pelo EPP como “burguesa-imperial”. O EPP é uma versão paraguaia das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e do Sendero Luminoso, do Peru. Atua sob a sigla EPP desde 2008, mas suas ações violentas remontam à década de 1990. As exportações de soja e carne bovina impulsionaram o crescimento da economia do Paraguai a um ritmo de 14% no ano passado – mas trata-se de uma pujança recente num país com uma desigualdade social antiga e crônica. O Paraguai é o terceiro país mais desigual da América do Sul. Em meio à desigualdade, é notável que o discurso do EPP encontre mais eco no distrito de Concepción (mais detalhes no mapa abaixo), uma área majoritariamente rural, onde a pobreza é grande.
A maior arma do EPP é o terrorismo. O contingente do grupo não supera 26 integrantes. Mas eles são fortemente armados e se movem sob a sombra e a proteção de vastas extensões de florestas. Estão sempre por perto de rios e lagos, abundantes em Concepción. Segundo o governo do presidente Horácio Cartes, eles contam com o apoio logístico de uma rede de informantes que fornece provisões e informações e hoje é estimada em 100 pessoas. Muitos desses apoiadores são pessoas próximas das quatro famílias que compõem o EPP. "Trata-se de um clã familiar para a delinquência", diz o tenente coronel Victor Urdapilleta, porta voz da Força de Tarefa Conjunta – órgão que reúne militares e policiais paraguaios com o único objetivo de combater as ações do EPP.
A guerrilha se sustenta por causa da relação com outros grupos armados. Urdapilleta diz que existem provas que associam o EPP às FARC. "Já se sabe que Manuel Cristaldo Mierez (um dos comandantes soltos da guerrilha) esteve na Colômbia para aprender essas táticas de guerrilha.” Com o dinheiro obtido nos seqüestros, os guerrilheiros do EPP compram armamento militar no mercado negro (M-16, de fabricação chinesa; AK-47, de origem húngara; Mouser, da Alemanha; e mini-fuzis UZI e sub-fuzis MP5 americanos) e atuam numa região dominada pelo narcotráfico. No norte do Paraguai, há extensas plantações de maconha, enviadas para o Brasil e a Bolívia.
Enquanto os combates entre as forças militares e os terroristas crescem, a família Fick só espera pelo momento em que receberá Arlan de volta. A fazenda deles tornou-se palco de missas e visitas de peregrinos de todo o Paraguai. Toda a nação se faz a mesma pergunta há 220 dias: Onde está Arlan? O mais perto que Alcido chegou da resposta veio na forma de recados misteriosos de pessoas que circulam pela vizinhança. “Vizinhos dizem que ele está bem. Pergunto quem contou a eles, mas respondem: 'Ah, fulano disse que está bem'”, diz Alcido, sentado em sua varanda e tomando um tererê – bebida de mate gelado que é tradição nas terras quentes da região. Seus olhos azuis parecem perdidos antes de continuar: “Pergunto a eles por que não liberam meu filho, mas ninguém sabe me dizer.”
Vinicius Gorczeski, Época
No dia 2 de abril, o Exército do Povo Paraguaio (EPP) sequestrou Arlan Fick, filho de brasileiros radicados no Paraguai no início da década de 1980, na fazenda onde moram, em Paso Tuya, no norte do país. ÉPOCA teve acesso exclusivo à fazenda dos Fick no fim de outubro, em duas oportunidades. Foram longas conversas, em que a família contou como foram surpreendidos com o sequestro, como viviam quando Arlan estava entre eles e o que mudou depois de 2 de abril. A reportagem completa está na edição de ÉPOCA que chega às bancas neste sábado (8). No vídeo desta matéria, ÉPOCA mostra depoimentos emocionantes dos Fick. Também relata como o terror promovido pelo EPP se espalha pelo norte do Paraguai e como o governo do país busca combater a guerrilha.
O EPP é uma guerrilha que se diz marxista-leninista. Promove sequestros e ataques a fazendeiros, à população e à polícia sob o discurso da reforma agrária, da defesa dos pobres e do ataque contra a democracia, classificada pelo EPP como “burguesa-imperial”. O EPP é uma versão paraguaia das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e do Sendero Luminoso, do Peru. Atua sob a sigla EPP desde 2008, mas suas ações violentas remontam à década de 1990. As exportações de soja e carne bovina impulsionaram o crescimento da economia do Paraguai a um ritmo de 14% no ano passado – mas trata-se de uma pujança recente num país com uma desigualdade social antiga e crônica. O Paraguai é o terceiro país mais desigual da América do Sul. Em meio à desigualdade, é notável que o discurso do EPP encontre mais eco no distrito de Concepción (mais detalhes no mapa abaixo), uma área majoritariamente rural, onde a pobreza é grande.
A maior arma do EPP é o terrorismo. O contingente do grupo não supera 26 integrantes. Mas eles são fortemente armados e se movem sob a sombra e a proteção de vastas extensões de florestas. Estão sempre por perto de rios e lagos, abundantes em Concepción. Segundo o governo do presidente Horácio Cartes, eles contam com o apoio logístico de uma rede de informantes que fornece provisões e informações e hoje é estimada em 100 pessoas. Muitos desses apoiadores são pessoas próximas das quatro famílias que compõem o EPP. "Trata-se de um clã familiar para a delinquência", diz o tenente coronel Victor Urdapilleta, porta voz da Força de Tarefa Conjunta – órgão que reúne militares e policiais paraguaios com o único objetivo de combater as ações do EPP.
A guerrilha se sustenta por causa da relação com outros grupos armados. Urdapilleta diz que existem provas que associam o EPP às FARC. "Já se sabe que Manuel Cristaldo Mierez (um dos comandantes soltos da guerrilha) esteve na Colômbia para aprender essas táticas de guerrilha.” Com o dinheiro obtido nos seqüestros, os guerrilheiros do EPP compram armamento militar no mercado negro (M-16, de fabricação chinesa; AK-47, de origem húngara; Mouser, da Alemanha; e mini-fuzis UZI e sub-fuzis MP5 americanos) e atuam numa região dominada pelo narcotráfico. No norte do Paraguai, há extensas plantações de maconha, enviadas para o Brasil e a Bolívia.
Enquanto os combates entre as forças militares e os terroristas crescem, a família Fick só espera pelo momento em que receberá Arlan de volta. A fazenda deles tornou-se palco de missas e visitas de peregrinos de todo o Paraguai. Toda a nação se faz a mesma pergunta há 220 dias: Onde está Arlan? O mais perto que Alcido chegou da resposta veio na forma de recados misteriosos de pessoas que circulam pela vizinhança. “Vizinhos dizem que ele está bem. Pergunto quem contou a eles, mas respondem: 'Ah, fulano disse que está bem'”, diz Alcido, sentado em sua varanda e tomando um tererê – bebida de mate gelado que é tradição nas terras quentes da região. Seus olhos azuis parecem perdidos antes de continuar: “Pergunto a eles por que não liberam meu filho, mas ninguém sabe me dizer.”
Vinicius Gorczeski, Época
Laranjeiras do Sul:Associação Paranaense do Ministério Público divulga NOTA DE REPÚDIO a Advogada Marilia Azambuja De Paula Piovesan
NOTA DE REPÚDIO
A ASSOCIAÇÃO PARANAENSE DO MINISTÉRIO PÚBLICO, entidade de classe que congrega promotores e procuradores de Justiça, por força do disposto no artigo 1º, alíneas “a” e “f”, do seu Estatuto Social, vem a público manifestar REPÚDIO em face das palavras desrespeitosas utilizadas pela advogada MARILIA AZAMBUJA DE PAULA PIOVESAN, em sua manifestação nos autos de Ação Civil Pública ajuizada pelo promotor de Justiça DANILLO PINHO NOGUEIRA.
O representante do Ministério Público do Estado do Paraná, no exercício de suas funções institucionais, no estrito cumprimento do mister que lhe foi conferido pela Constituição Federal, ofereceu ação civil pública em desfavor de pessoas envolvidas na suposta prática de ato de improbidade administrativa no Município de Laranjeiras do Sul (PR), levando ao Poder Judiciário a análise do caso.
Posteriormente, a mencionada advogada, peticionando em nome de um dos requeridos, pronunciou-se com evidente excesso de linguagem, desviando-se da necessária atenção aos fatos imputados, agindo de forma desrespeitosa e contrária aos ditames de urbanidade sempre preconizados nas lides judiciais.
Com efeito, evidente que a Constituição Federal, em seu artigo 133, conferiu aos advogados imunidade profissional, reconhecendo, nos limites da lei, a inviolabilidade de seus atos e manifestações, no exercício da profissão. Nesta esteira, é o conteúdo do artigo 7º, § 2º do Estatuto da OAB (Lei n.º 8.906/94).
De outro lado, impende salientar que a imunidade material não foi estendida ao delito de calúnia. Neste sentido, inclusive já decidiu a Corte Superior de Justiça nos autos de HC 221249 / RJ, de Relatoria do Ministro Jorge Mussi da 5ª Turma1 e o Tribunal de Justiça do Estado do Paraná no acórdão proferido n.º 714120-0, de Relatoria da Juíza de Direito Substituta em Segundo Grau Lilian Romero, da 2ª Câmara Criminal2.
Ademais, na doutrina, Paulo Lobo3 esclarece que “excluem-se da imunidade profissional as ofensas que possam configurar crime de calúnia, [...] sob pena de esmaecer sua justificação ética, legalizando os excessos, que, mesmo em situações de tensão, o advogado nunca deve atingir”.
É fato, portanto, que a imunidade profissional do advogado não é absoluta e irrestrita, devendo responder pelos excessos que incorrer.
No caso em apreço, a forma que a advogada usou das palavras e as expressões lançadas foram despiciendas para a defesa do seu cliente.
Destarte, quando as palavras se demonstrarem mais do que inapropriadas e ultrapassarem os limites legais para adentrar na esfera de ataques pessoais, deverá o advogado suportar as consequências negativas de sua conduta.
A ação adotada pelo representante do Ministério Público do Paraná DANILLO PINHO NOGUEIRA tem como único objetivo a tutela dos interesses sociais e da probidade administrativa.
Vale destacar, conforme lecionam Emerson Garcia e Rogério Pacheco Alves4, que a matéria em questão, qual seja, defesa de interesse público, deve observar o princípio da obrigatoriedade tanto na deflagração do procedimento investigatório, quanto no ajuizamento da ação civil pública.
Portanto, basta um relance na aludida petição para notar que avesso ao que fez o membro do Ministério Público, que tão somente cumpriu com suas atribuições legais e constitucionais, a advogada MARILIA AZAMBUJA DE PAULA PIOVESAN embasou a defesa preliminar de seu cliente em ataques à pessoa do promotor de Justiça, fazendo-lhe acusações ultrajantes e absurdas.
Diante do exposto, a ASSOCIAÇÃO PARANAENSE DO MINISTÉRIO PÚBLICO reafirma a confiança nos serviços desenvolvidos pelo promotor de Justiça DANILLO PINHO NOGUEIRA, repudiando qualquer tipo de manifestação agressiva e desnecessária ao deslinde da causa, sem prejuízo das medidas judiciais cabíveis nas esferas cível e criminal.
Curitiba, 10 de novembro de 2014.
Francisco Zanicotti Cláudio Franco Felix
Presidente da APMP Diretor de Defesa de Prerrogativas da APMP
A ASSOCIAÇÃO PARANAENSE DO MINISTÉRIO PÚBLICO, entidade de classe que congrega promotores e procuradores de Justiça, por força do disposto no artigo 1º, alíneas “a” e “f”, do seu Estatuto Social, vem a público manifestar REPÚDIO em face das palavras desrespeitosas utilizadas pela advogada MARILIA AZAMBUJA DE PAULA PIOVESAN, em sua manifestação nos autos de Ação Civil Pública ajuizada pelo promotor de Justiça DANILLO PINHO NOGUEIRA.
O representante do Ministério Público do Estado do Paraná, no exercício de suas funções institucionais, no estrito cumprimento do mister que lhe foi conferido pela Constituição Federal, ofereceu ação civil pública em desfavor de pessoas envolvidas na suposta prática de ato de improbidade administrativa no Município de Laranjeiras do Sul (PR), levando ao Poder Judiciário a análise do caso.
Posteriormente, a mencionada advogada, peticionando em nome de um dos requeridos, pronunciou-se com evidente excesso de linguagem, desviando-se da necessária atenção aos fatos imputados, agindo de forma desrespeitosa e contrária aos ditames de urbanidade sempre preconizados nas lides judiciais.
Com efeito, evidente que a Constituição Federal, em seu artigo 133, conferiu aos advogados imunidade profissional, reconhecendo, nos limites da lei, a inviolabilidade de seus atos e manifestações, no exercício da profissão. Nesta esteira, é o conteúdo do artigo 7º, § 2º do Estatuto da OAB (Lei n.º 8.906/94).
De outro lado, impende salientar que a imunidade material não foi estendida ao delito de calúnia. Neste sentido, inclusive já decidiu a Corte Superior de Justiça nos autos de HC 221249 / RJ, de Relatoria do Ministro Jorge Mussi da 5ª Turma1 e o Tribunal de Justiça do Estado do Paraná no acórdão proferido n.º 714120-0, de Relatoria da Juíza de Direito Substituta em Segundo Grau Lilian Romero, da 2ª Câmara Criminal2.
Ademais, na doutrina, Paulo Lobo3 esclarece que “excluem-se da imunidade profissional as ofensas que possam configurar crime de calúnia, [...] sob pena de esmaecer sua justificação ética, legalizando os excessos, que, mesmo em situações de tensão, o advogado nunca deve atingir”.
É fato, portanto, que a imunidade profissional do advogado não é absoluta e irrestrita, devendo responder pelos excessos que incorrer.
No caso em apreço, a forma que a advogada usou das palavras e as expressões lançadas foram despiciendas para a defesa do seu cliente.
Destarte, quando as palavras se demonstrarem mais do que inapropriadas e ultrapassarem os limites legais para adentrar na esfera de ataques pessoais, deverá o advogado suportar as consequências negativas de sua conduta.
A ação adotada pelo representante do Ministério Público do Paraná DANILLO PINHO NOGUEIRA tem como único objetivo a tutela dos interesses sociais e da probidade administrativa.
Vale destacar, conforme lecionam Emerson Garcia e Rogério Pacheco Alves4, que a matéria em questão, qual seja, defesa de interesse público, deve observar o princípio da obrigatoriedade tanto na deflagração do procedimento investigatório, quanto no ajuizamento da ação civil pública.
Portanto, basta um relance na aludida petição para notar que avesso ao que fez o membro do Ministério Público, que tão somente cumpriu com suas atribuições legais e constitucionais, a advogada MARILIA AZAMBUJA DE PAULA PIOVESAN embasou a defesa preliminar de seu cliente em ataques à pessoa do promotor de Justiça, fazendo-lhe acusações ultrajantes e absurdas.
Diante do exposto, a ASSOCIAÇÃO PARANAENSE DO MINISTÉRIO PÚBLICO reafirma a confiança nos serviços desenvolvidos pelo promotor de Justiça DANILLO PINHO NOGUEIRA, repudiando qualquer tipo de manifestação agressiva e desnecessária ao deslinde da causa, sem prejuízo das medidas judiciais cabíveis nas esferas cível e criminal.
Curitiba, 10 de novembro de 2014.
Francisco Zanicotti Cláudio Franco Felix
Presidente da APMP Diretor de Defesa de Prerrogativas da APMP
Nova Laranjeiras:Gloriosa Policia Militar recupera na br 277 caminhão que havia sido roubado em Goioxim, um dos assaltantes foi preso com um "trezoitão carregado" ...
A Gloriosa Policia Militar fez mais um grande trabalho, desta vez o roubo de um caminhão marca Mercedes Benz carregado de trigo ocorrido por volta das 19 horas na Comunidade de Juquiá de cima no município de Goioxim foi elucidado na Br 277 em Nova Laranjeiras.
Assalto a mão armada
Eram aproximadamente 19 horas quando as vítima Sr. Elton Dalmoria foi rendido por dois bandidos armados e fazendo uso de uma motocicleta, ele foi amarrado no mato enquanto os bandidos fugiram levando o caminhão carregado de trigo, segundo o relato da vítima uma pessoa teria ficado vigiando ele no mato, mas quando ele notou que esta pessoa havia saído ele conseguiu se desamarrar e fugir, indo até o Destacamento da Policia Militar de Goioxim. Neste momento um grande cerco começou em toda região, as informações foram repassadas para Policia de Cantagalo, Laranjeiras do Sul e Nova Laranjeiras.
Informação
Nisto policiais militares tiveram a informação que o caminhão roubado havia passado pelo pedágio de Laranjeiras do Sul sentido Cascavel, rapidamente uma equipe a PM de Laranjeiras do Sul deslocou-se em apoio a equipe de Nova Laranjeiras, trafegando pela BR 277, na Serra da União depararam-se com o caminhão sendo feita abordagem. Neste momento foi dado voz de prisão a Flavio Kuhnen, 39 anos, ele estava armado com um revólver calibre 38 municiado.
2ª SDP / Laranjeiras do Sul
As equipes deslocaram-se até a 2ª SDP em Laranjeiras do Sul onde fizeram a entrega do preso e do caminhão recuperado.
Preso
O preso não dar entrevista, não quis mostrar seu rosto, alegando que tem família, questionado se ele não tinha pensado na família do motorista do caminhão quando colocou o revólver na sua cara e roubou seu caminhão ele calou-se... ...
Flavio já responde pelo crime de latrocínio (Roubo seguido de morte, e esteva em liberdade condicional.
Posto sabiá
Ele contou para os policiais que iria ganhar R$ 3 mil reais para levar o caminhão até o posto sabiá em Cascavel.
Flavio foi autuado em flagrante e está recolhido a carceram da 2ª SDP em Laranjeiras do Sul.
Veja no vídeo abaixo a reportagem no local
Equipe policial
A equipe policial era composta pelo Sargento Rodrigues e pelos soldados Wolff, Gomes, Gonçalves e Luiz, com apoio do COPOM.
Assalto a mão armada
Eram aproximadamente 19 horas quando as vítima Sr. Elton Dalmoria foi rendido por dois bandidos armados e fazendo uso de uma motocicleta, ele foi amarrado no mato enquanto os bandidos fugiram levando o caminhão carregado de trigo, segundo o relato da vítima uma pessoa teria ficado vigiando ele no mato, mas quando ele notou que esta pessoa havia saído ele conseguiu se desamarrar e fugir, indo até o Destacamento da Policia Militar de Goioxim. Neste momento um grande cerco começou em toda região, as informações foram repassadas para Policia de Cantagalo, Laranjeiras do Sul e Nova Laranjeiras.
Informação
Nisto policiais militares tiveram a informação que o caminhão roubado havia passado pelo pedágio de Laranjeiras do Sul sentido Cascavel, rapidamente uma equipe a PM de Laranjeiras do Sul deslocou-se em apoio a equipe de Nova Laranjeiras, trafegando pela BR 277, na Serra da União depararam-se com o caminhão sendo feita abordagem. Neste momento foi dado voz de prisão a Flavio Kuhnen, 39 anos, ele estava armado com um revólver calibre 38 municiado.
2ª SDP / Laranjeiras do Sul
As equipes deslocaram-se até a 2ª SDP em Laranjeiras do Sul onde fizeram a entrega do preso e do caminhão recuperado.
Preso
O preso não dar entrevista, não quis mostrar seu rosto, alegando que tem família, questionado se ele não tinha pensado na família do motorista do caminhão quando colocou o revólver na sua cara e roubou seu caminhão ele calou-se... ...
Flavio já responde pelo crime de latrocínio (Roubo seguido de morte, e esteva em liberdade condicional.
Posto sabiá
Ele contou para os policiais que iria ganhar R$ 3 mil reais para levar o caminhão até o posto sabiá em Cascavel.
Flavio foi autuado em flagrante e está recolhido a carceram da 2ª SDP em Laranjeiras do Sul.
Veja no vídeo abaixo a reportagem no local
Equipe policial
A equipe policial era composta pelo Sargento Rodrigues e pelos soldados Wolff, Gomes, Gonçalves e Luiz, com apoio do COPOM.
segunda-feira, novembro 10, 2014
Laranjeiras do Sul:Vende-se Gol GT 1.8 (VENDIDO EM 16/11/2014)
Vende-se Gol GT 1.8, ano 1986 , álcool, rodas aro 14 , bancos Recaro, documentação 2014 ok, alarme.
Valor R$ 6.000,00
Interessados tratar na Rua Xv de Novembro, 2657 em cima da lotérica milenium ou nos telefones 42-3635-1374 / 42-9102-8281
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