domingo, maio 07, 2017

Jovem de 19 anos recebeu R$ 4 mil para dar apoio a assassinato



O quarto suspeito de participar da morte do empresário Fabrízzio Machado da Silva, presidente da Associação Brasileira de Combate a Fraudes de Combustíveis, é um jovem de 19 anos. De acordo com as investigações, ele recebeu R$ 4 mil de outro suspeito para dar apoio à execução do crime. O jovem foi apresentado pela Polícia Civil neste sábado (6).
Fabrízzio chegava de carro em casa, quando outro veículo o atingiu. Uma pessoa atirou contra o empresário, que morreu no local. Os outros três suspeitos foram presos em abril. O crime ocorreu no dia 23 de março deste ano. Para a polícia, a morte tem ligação com o trabalho que Fabrízzio realizava para combater fraudes em combustíveis.
Um dos homens presos é o autor dos disparos e, outro, dono de quatro postos de combustíveis, é o mandante do crime. O terceiro suspeito participou do planejamento e acobertamento do homicídio.
A polícia sbia da existência do quarto suspeito desde o princípio. “Desde do primeiro momento que o crime foi realizado, durante o levantamento das imagens, nós já sabíamos que tinha um segundo participante, no local do crime, fazendo o levantamento e dando o apoio logístico. Ele é o coautor funcional, envolvimento direto nos atos executórios da vítima”, afirmou o delegado Cassio André Dias Conceição.
O delegado afirmou que com a prisão destes quatros a polícia considera o inquérito encerrado.

Relembre o caso

Imagens de uma câmera de segurança mostraram o momento em que Fabrízzio foi morto. Quando desceu do carro para ver o que aconteceu, foi baleado na cabeça. Uma ambulância dos Bombeiros foi acionada, mas a vítima morreu antes da chegada do apoio médico.
O empresário estava ajudando uma equipe do Fantástico a fazer uma reportagem sobre a fraude de combustíveis em São Paulo, Paraná e Santa Catarina. Três horas antes de ser assassinado, ele havia feito o último contato com os repórteres.
No dia seguinte ao crime, a polícia encontrou um carro incendiado, em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. O veículo roubado era da mesma marca e modelo do que foi usado pelo assassino.
Em 26 de março, dois dias depois da morte, a Polícia Civil paranaense deflagrou a Operação Pane Seca, que culminou na interdição de nove postos de gasolina em Curitiba e região metropolitana. Seis pessoas também foram presas e outras seis são consideradas foragidas. Em 29 de março a polícia cumpriu outros mandados na 2ª fase da operação.
Os investigadores acreditam que a morte de Fabrízzio tenha relação com o trabalho dele à frente da associação. A investigação sobre a morte está correndo em paralelo com a apuração das supostas irregularidades nos postos de combustíveis.

Entre os problemas descobertos pelos policiais nos postos estão a adição de álcool em excesso na gasolina, além da adulteração de bombas de combustíveis.

Nenhum comentário: